quinta-feira, 26 de junho de 2008

São Josemaría Escrivá

Quero deixar minha homenagem, pois é dia de São Josemaría Escrivá. Peço-lhe humildemente que continue intercedendo por nós. Os Católicos devem ser gratos pela Obra que São Josemaría foi instrumento de construção sob inspiração divina.
São Josemaría intercedei por nós.
Hoje é dia de festa!

domingo, 1 de junho de 2008

Histeria esquerdopata.






Mais fotos do antigo Touring e fica a pergunta. É Cultura afro-brasileira?
Podemos ver nestas fotos até onde a histeria esquerdopata está levando o país. Minha avó era filha de italianos e ela se vestia normalmente, e com todo respeito, não andava com indumentária de pizzaiola...
Nenhum negro brasileiro se veste desta forma! Aliás, arrisco dizer que não existe uma cultura afro-brasileira, existe sim uma cultura brasileira que é a fusão de diversas influências. Mas já que querem forçar a barra poderiam mostrar algo como a capoeira, o acarajé na culinária e por aí vai.

Cultura Afro-Brasileira?




Publico algumas fotos que tirei da frente do antigo Touring próximo à Rodoviária do Plano Piloto em Brasília.

sábado, 17 de maio de 2008

Queima da Bandeira Brasileira no Paraguai.

Interessante a reportagem do Estadão sobre a queima da bandeira brasileira no paraguai por um aliado do presidente Lugo. O homem mal assumiu e o Brasil já aceitará "renegociar" o tratado de Itaipu. Vejam o texto em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080517/not_imp174124,0.php
Agora vamos ficar calados quanto a ameaça a nossos irmãos brasiguaios? É assim que devemos deixar tratar nossos cidadãos?
Alguns brasileiros sofrem de terceiro-mundismo, acham que vamos formar uma "comunidade" latino-americana, ignorando toda nossa história do continente.
Primeiramente, somos também ibero-americanos, mas devemos lembrar que mesmo entre os países de mesma língua, no caso a espanhola, nossos vizinhos não se entendem. Caso se entendessem, não teria havido tanta desintegração territorial gerando esse número tão grande de países.
Segundo, somos um dos maiores países do mundo, arrisco dizer que em terras habitáveis, somos os maiores, os outros países baleias tem climas quase que inabitáveis (EUA tem o Alaska, Rússia Sibéria, etc.). Temos unidade linguística e uma economia que se destaca se compararmos com nossos colegas de fronteira. Portanto, somos os "EUA" da América do Sul, somos os "imperialistas", basta verificar o comportamento de muitos de nossos vizinhos com nosso país. A inveja é patrimônio latino-americano. Aliás, dentro do nosso país isso também ocorre, no caso o bode expiatório é sempre São Paulo.
Quero deixar claro que não estou defendendo de forma alguma a beligerância, até porque está clara que a agressividade não parte do Brasil, mas penso que nosso país deve marcar posição e defender nossos interesses. O Paraguai quer aumentar o valor da energia? Sem problemas! Lancemos como contraproposta eles arcarem com metade de Itaipu, por que não?
Vejamos que o discurso do político paraguaio está em linha com o que escutamos sempre em nosso país "É injusto que um brasileiro tenha 50 mil hectares de terra e muitos paraguaios não tenham um pedaço de terra." Vou ser sincero com os senhores, quando vejo algum político ou "movimento social" falar em injustiça social tremo na base. As maiores barbaridades que ocorreram na humanidade surgiram neste contexto.
E por falar em terras...Quanto a Roraima... Ontem vi na TV Senado, muitos parlamentares defenderem que a demarcação de reservas passem pelo crivo daquela casa. Acho correto, não devemos deixar esta decisão sem a análise dos parlamentares. Quanto à expulsão de brasileiros da fronteiras, estamos na contramão do mundo, a política sempre foi habitar as fronteiras, até porque pouca gente se dispõe a desbravar terras tão distantes e quando se instalam e produzem alimentos, ficam sobre a ameaça de desterramento. Fico muito decepcionado com isso, afinal tem títulos de propriedade do século retrasado e outros estão produzindo antes de meu próprio nascimento...Faz tempo!
Como sempre escrevo, esta política de "identidades" só separa as pessoas, temos que ser tratados todos como brasileiros, afinal aqueles "índios" deixaram de ser nômades há muito tempo, eles são cidadãos como nós. Aliás, um parênteses, um "líder" indígena tentou jogar água em um parlamentar em plena câmara, se eu fizesse isso, o que ocorreria? Será que seria detido?Acho que sim.
O grande retrocesso da ditadura militar foi a universidade ter sido dominada por este pensamento atrasado , este esquerdismo bocó, esta é a raiz da cobertura viesada de grande parte da opinião pública, inclusive de jornais ditos "conservadores".
Quanto à reserva Raposa Serra do Sol estou otimista, tenho certeza que o STF agirá com bom senso, mas quanto ao destino dos brasiguaios... Sei não, este não depende de nossa justiça, mas da firmeza de nossa parte e da intransigência dos nossos hermanos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Papa impedido de se expressar em.....ROMA!

Acabo de ler um belo texto no Blog do César Kyn (http://proliberdade.blogspot.com/), tão bom que vou colocar abaixo para que vocês também possam ler, imperdível:
Recebi o texto abaixo por e-mail. Faço parte de uma lista de discussão chamada Pagnosiologia. Não sei quem é o autor do texto, mas recomendo a leitura.See you later, alligator. Quando os cientistas mandam, todos devem obedecer. Do alto de sua pretensa racionalidade impassível de erro, falha ou deslize, os arautos da modernidade pontificaram: não há lugar para Bento XVI na Universidade La Sapienza, em Roma. No princípio deste ano, 67 mentes iluminadas da instituição prepararam um abaixo-assinado manifestando-se contrariamente à visita do papa, que abriria o ano letivo com uma aula magna, e trataram de incitar os jovens estudantes para que se indispusessem com a chegada do vigário de Cristo. Sempre dispostos a defender o baluarte da liberdade de expressão, desde que apenas e tão-somente a deles próprios, enxotaram sem muita cerimônia a maior autoridade intelectual do catolicismo, mediante aquela fúria pseudoletrada característica que jamais dispensa epítetos pouco singelos como "reacionário" e "obscurantista". Ô, gente antipática.Alguns podem crer que, no curso destes recém-completos três anos de um papado imbuído de preocupações elevadas – como a preservação da fé, o diálogo ecumênico, a bioética, a sustentação do conceito de verdade e a defesa obstinada da vida em todas as suas etapas –, um episódio como o sucedido represente pouco, quase nada. Que não se enganem: ele foi enormemente significativo, revelador de muitos dos embates dos quais a Igreja Católica não poderá se escusar caso queira permanecer forte, influente e norte moral a milhões e milhões de pessoas.O campo de batalha é a arena pública, palco dos debates contemporâneos, e, especialmente, a academia. Contudo, nem sempre o espectador, mesmo o mais atento, é capaz de diferenciar os diversos exércitos recrutados em nome do iluminismo chinfrim. Se a intenção é, como nas palavras de Voltaire, "esmagar a infame", toda sorte de relativistas, secularistas, pragmatistas, utilitaristas, materialistas, ateístas e multiculturalistas, exemplares cada vez mais confusos e internamente contraditórios, não hesitam em dar as mãos, nesta espécie de "We are the world" em tributo a um laicismo maquiavélico, de conseqüências perigosas.Aos pouquinhos, a religião é empurrada para fora da vida democrática natural, apequenada e aprisionada àquilo que os partidários de uma moralidade laica chamam de "esfera íntima". Todo argumento alicerçado em concepções religiosas de mundo é automaticamente desqualificado da contenda, sob a acusação de que seria imposição de uma fé particular à totalidade dos cidadãos. Mas eis que surge o problema: por mais cética e filosoficamente embasada que seja, toda dúvida demonstra uma série de outras crenças, que às vezes passam despercebidas até mesmo por seus enunciadores e que podem ser tão dogmáticas quanto quaisquer outras. Se, afinal, todos os valores são relativos, por que não incluímos na lista os defendidos por estes intelectuais ativistas?De certo modo, o expediente não é nada novo. Com ares de sofisticação, basta que se recauchute a decrépita retórica sofista, seja com os malabarismos retóricos de Rousseau, a exuberância lingüística de Nietzsche ou a baderna filosófica pós-moderna. O importante é preservar a experiência de que tudo o que é sólido se desmancha no ar. A roupagem não faz muita diferença.Ignorando propositadamente que todas as civilizações conhecidas tiveram alguma expressão do transcendente, a fim de preservar uma abertura da alma e da inteligência àquilo que não pode ser explicado pela mera captação sensorial, os embaixadores da modernidade – este tipo particular de diabo-da-tasmânia, que devasta, destrói e destroça todas as compreensões tradicionais de organização que nos trouxeram até aqui – sabem perfeitamente que uma vez que assolada a metafísica, só o que sobra é a força, o domínio, o poder.Para o bem da nossa inteligência, Bento XVI está perfeitamente ciente de todo este imbróglio e absolutamente preparado para conduzir a Barca de Pedro por estes mares insólitos, unindo, acima de tudo, fé e razão. Podem mistificar, sacolejar, confundir, teorizar e bagunçar. Não importa. Os valores fundamentais permanecem incólumes. E resta-nos a felicidade de perceber que o chão sobre o qual nos detemos é muito maior do que a extensão coberta pelos nossos pés.

domingo, 4 de maio de 2008

Santos Mártires


Esta foto está no álbum de fotos de meu amigo Sebastian. Acho ela sensacional, pois mostra claramente a perseguição sofrida pelos cristãos. Vocês podem observar alguns prestes a serem devorados por leões e mesmo assim continuavam fortes em sua fé, e outros sendo queimados na Cruz.

A história conta que o Imperador Nero gostava de ter seu jardim bastante iluminado e para isso utilizava tochas humanas. Cristãos ficavam lá queimando e iluminando o jardim do Imperador.

Mesmo assim o Cristianismo venceu e continua vivo, graças a essas pessoas, muitos anônimos, e que devem ser sempre homenageados. Os restos mortais de muitos desses encontram-se hoje enterrados embaixo da Básílica de São Pedro no Vaticano. Dentre eles encontra-se Pedro apóstolo de Jesus que dá o nome à Basílica. Sugiro que visitem o endereço: http://www.fimdostempos.net/saopedro_primeiropapa.html leiam o texto e vejam a foto, uma cena belíssima e concomitantemente de arrepiar.

Aqui vai minha homenagem, lembrando que hoje existem muitos cristãos sendo perseguidos em alguns países desse mundo e pela ideologia ou totalitarismo socialista.
Que Deus proteja e dê força aos perseguidos.
Amém.


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Três anos em Brasília.

Hoje dia 1 de maio faz três anos que cheguei em Brasília. Nunca planejei emigrar de São Paulo e hoje estou há mais de mil quilometros de minha família.
Não posso reclamar, minha estadia aqui tem sido muito boa, fiz muitos amigos, me sinto em casa, o ruim é só a distância da família.
A temperatura aqui no planalto é bastante agradável, a seca é ruim, mas por um lado não tem aquele frio com garoa...
As festas juninas aqui são muito boas e o friozinho seco de junho é ótimo. Essa é a época do ano que mais me agrada aqui no cerrado.
Fugi do tema, mas o registro está feito. Estou há três anos em Brasília, e pelo menos no curto prazo, não tenho planos de ir embora.
Agradeço a acolhida.
ALlan

domingo, 27 de abril de 2008

Virada Cultural

Coloco abaixo notícias em que "rappers" reclamam do esquema de segurança na Virada Cultural em São Paulo/SP: http://guia.folha.com.br/shows/ult10052u396179.shtml
A Virada Cultural são inúmeros shows bancados pela prefeitura de São Paulo. Não há como criticar esta iniciativa, afinal, a idéia de difundir a música e levar entretenimento às pessoas é algo bastante louvável, o triste é que em nossos tempos, por maior que seja o esquema de segurança, nunca se tem certeza se retornaremos às nossas casas sãos e salvos.
Após o desastre no show dos Racionais no ano passado, em que houve confronto entre a polícia e vândalos veja em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135048.shtml e refresque sua memória, a prefeitura foi mais cuidadosa com a segurança no show. Claro que teve chiadeira... Coloco um trecho da reportagem:
"No final da apresentação, ele voltou a reforçar as críticas ao policiamento e à Prefeitura de São Paulo. "Eles têm medo de negão, da revolução. Eles querem zoar a gente, mas na época da eleição vão pedir o nosso voto." "
Desculpem minha ignorância mas que revolução é essa? Quer dizer que os contribuintes paulistanos, involuntariamente estão financiando um "revolucionário"? Afinal, quem paga o show é a população por intermédio dos impostos.
E que medo de "negão" é esse? Só tinham negros nas apresentações? Até quando vamos ter que aguentar estas babaquices? A polícia fazia a segurança de todos os cidadãos independente de cor ou outra coisa, e se saiu da linha, tenha pele clara ou amarela tem mesmo é que ir para a cadeia e ponto final, cor não culpa, mas também não absolve ninguém.
E até quando nossos "direitistas" vão ajudar a promover este tipo de artista que reclama até quando a prefeitura tenta manter a ordem pública? Sabe-se muito bem que muitas destas músicas, colocam claramente em suas letras uma certa, digamos, aversão a polícia. Devemos promover isso?
Quando este sujeito disse "eles querem zoar a gente" Quem são "eles"? Vamos nomear! que tal sermos objetivos?
Para finalizar, a prefeitura que promoveu este evento, ainda tem que aguentar o "na época da eleição vão pedir o nosso voto." " Estou enganado, ou alguém acha que o artista não está fazendo uma pitada de campanha para a oposição? Quero deixar claro, não tem que fazer campanha para ninguém! Ele tá lá para cantar! Ou foi lá fazer o que?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aniversário de BRASÍLIA


Milhares de pessoas na Esplanada

domingo, 13 de abril de 2008

Violência e Elitismo (nova versão)

Amigos,
publico um nova versão do artigo Violência e Elitismo com a grande ajuda da Ana Cristina em sua revisão. Segue abaixo:

Hoje conversei com uma senhora trabalhadora, honesta e de baixa renda, residente no Jardim Ingá, distrito de Luziânia/GO e trabalha em Brasília/DF. Para deslocar-se, se não houver congestionamento, encara uma hora e meia de ônibus lotado, muitas vezes vem em pé.

Contou-me, com certa tristeza que nenhum comércio próximo a casa dela vai pra frente. Os "malas", expressão bastante comum por aqui, roubam, depredam, ameaçam e o comerciante acaba desistindo. Ela acredita que ficou um pouco melhor com a força nacional de segurança, e que torce para que este cenário se modifique. Logo, pensei... e quando a força nacional for embora?

Com a nossa conversa, lembrei-me que num dia desses vi na TV um "jovem da periferia", o sujeito rotulava-se como “rapper” e falava que sua música retratava a periferia, os preconceitos e a opressão. Claro que tudo isso com aquela maneira peculiar de falar, permeada de gírias... Eu que fui criado na periferia de São Paulo, não me fiz de rogado e logo pensei: Por que este vagabundo não pára com este papo de opressão e vai trabalhar. Por que não vai estudar?

Os “intelectóides” adoram o discurso do “rapper”. Entretanto, a maioria esmagadora dos moradores dos subúrbios são como àquela senhora do Jardim Ingá não escutam rap ou funk, não se vestem como os moradores do Bronx e querem é tranqüilidade, chegar em casa com segurança, poder ter comércio nas proximidades, escola para os filhos, serviços públicos com qualidade, só isso. Não estão interessados em discursos de opressão, de apologia à malandragem, pois dedicam o seu tempo à manutenção de sua família e em construir uma vida melhor.

Pasmem senhores! A saída da pobreza é o esforço, não é fácil, não tenho dúvidas disso, vi meus pais em sua batalha diária, ambos migrantes de outros estados, minha mãe da região sul e meu pai do nordeste, com certeza não foram para São Paulo por causa das praias, este discursinho vagabundo serve apenas à demagogia.

A sociedade tem a obrigação de proteger os milhões de pessoas como a senhora do Jardim Ingá, aqueles são nossos heróis nacionais. São as pessoas que mostram diariamente que com os valores do trabalho e da honestidade que se constrói um país.

Ela é a minha heroína, deixo para os “progressistas” o Zé Pequeno.

sábado, 12 de abril de 2008

Frase da Noite

Início da madrugada e coloco um trecho de grande sabedoria:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)"
Quem estiver acostumado ao petismo de batina e misturar catolicismo com socialismo, achando que é intriga da direita, pode conferir diretamente na fonte:
Bom final de semana!
ALlan

domingo, 6 de abril de 2008

El País

Saiu uma reportagem apavorante no El País que diz que a máfia carcerária iniciada em SP, tentará se infiltrar no congresso financiando campanhas de candidatos. Quando não se enfrenta o crime de verdade é nisso que dá.
Até penso que as autoridade paulistas tem procurado combater este grupo, entretanto, se não mudarmos as leis, recrudescendo as penalidades (não somente as penas) para crime organizado, terrorismo e tudo o mais, estaremos a mercê deste tipo de coisa. O Regime disciplinar diferenciado teria que ser expandido, mas hoje as leis não permitem...Coitadinhos dos bandidos.
A delinqüência ideológica que está se apossando de nossa sociedade coloca um trade off, como se diz em economia, entre escolas e cadeias. Este argumento bárbaro diz que basta fazer novas escolas que cairia a violência. Mentira. Se fosse assim não existiria máfia japonesa, italiana e por aí vai. Quando o crime se "industrializa" isso só serve para o enfraquecimento do estado de direito.
Passou muito da hora de mudarmos nossa legislação, tomando como referência paises como EUA, em que bandido é tratado como bandido e fala com vidro na frente e telefone, quem assiste aos filmes americanos e viu Carandiru sabe bem a diferença. Evidente que temos que acabar com os depósitos de gente que são algumas de nossas cadeias, medida essa iniciada em SP, tanto que o próprio Carandiru foi demolido.
Segue a reportagem e que Deus proteja o Brasil.
http://www.elpais.com/articulo/internacional/mafia/carcelaria/PCC/intenta/infiltrar_se/Congresso/Brasil/elpepuint/20080402elpepuint_1/Tes

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Violência e elitismo

Hoje estava conversando com uma senhora trabalhadora, honesta e de baixa renda. Ela reside no Jardim Ingá distrito de Luziânia/GO e trabalha em Brasília/DF. Quando não pega trânsito encara uma hora e meia de ônibus lotado.
Ela me contou que nenhum comércio próximo a casa dela vai pra frente. Os "malas", expressão bastante comum por aqui, roubam, destroem, ameaçam e o comerciante acaba desistindo. Ela lamentava e dizia que agora estava um pouco melhor com a força nacional de segurança, e que torcia para que este cenário se modificasse. Logo, pensei... e quando a força nacional for embora?
Isso tudo me remeteu a outro dia na TV mostrando um "jovem da periferia", o sujeito se dizia rapper e falava que esta música retratava a periferia, os preconceitos e a opressão, claro que tudo isso com aquela maneira peculiar de falar, permeada de gírias. Eu que fui criado na periferia de São Paulo, não me fiz de rogado e logo pensei: Por que este vagabundo não pára com este papo de opressão e vai trabalhar. Por que não vai estudar?
Tenho certeza que os politicamente corretos se chocarão com as palavras deste texto. Alguns dos nascidos na classe média, conheci muitos pois consegui chegar a universidade graças ao esforço de meus pais e ao meu também, pensam que todo pobre escuta rap e se veste como os moradores do Bronx. Ledo engano meu caros, a maioria esmagadora do subúrbio é como aquela senhora do primeiro parágrafo, ela quer tranquilidade, quer saber que vai chegar em casa, quer poder ter comércio nas proximidades que possa empregar seus semelhantes, quer escola para os filhos, só isso. Ela não tá interessada em discurso de opressão, pois o tempo dela é dedicado a manutenção de sua família.
Pasmém senhores, a saída da pobreza é o esforço, não é fácil, não tenho dúvidas disso, vi meus pais em sua batalha diária, ambos migrantes de outros estados, minha mãe da região sul e meu pai do nordeste, com certeza não foram para São Paulo por causa das praias, este discursinho vagabundo serve apenas à demagogia.
A sociedade tem a obrigação de proteger os milhões de pessoas como aquela senhora do Jardim Ingá, aqueles são nossos heróis nacionais. São as pessoas que mostram diariamente que é com os valores do trabalho e da honestidade que se constrói um país.
Ela é a minha heroína, deixo para os progressistas o Zé Pequeno.

Que falta faz um Voltaire

O artigo do Reinaldo Azevedo publicado na revista Veja do final de semana passado é brilhante. Recomendo a leitura.
Quem é assinante pode ver em: http://veja.abril.com.br/020408/p_052.shtml
Seguem alguns trechos:
"Falei outro dia a estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Um deles, militante socialista, antiimperialista, favorável ao bem, ao justo e ao belo, um verdadeiro amigo do povo (por alguma razão, ele acha que eu não sou), tentou esfregar Rousseau (1712-1778) na minha cara como exemplo de filósofo preocupado com o bem-estar do homem. "Justo esse suíço que não cuidava nem dos próprios filhos, entregando-os todos a asilos de crianças?", pensei. O sujeito amava demais a humanidade para alimentar as suas crias. "O que será que alguns mestres andam dizendo nas escolas?"
"O socialismo acabou, sim. Então vamos lá: "Abaixo o socialismo!". Porque ele sobreviveu nas mentalidades e ainda oprime o cérebro dos vivos com o peso de seus milhões de mortos. O século passado viu nascer e morrer esse delírio totalitário. Seu marco anterior importante é a Revolução Francesa, mas sua consolidação se deu com a Revolução Russa de 1917, que ousou manipular a história como ciência da iluminação. A liberdade encontrou a sua tradução nos campos de trabalhos forçados, com a população de prisioneiros controlada por uma caderneta ensebada que o ditador soviético Josef Stalin (1879-1953) levava no bolso. A igualdade mostrou-se na face cinzenta da casta dos privilegiados do regime. A fraternidade converteu os homens em funcionários do partido prontos a delatar os "inimigos do estado e do povo". A utopia humanista vivida como pesadelo impôs-se pelo horror econômico e acabou derrotada pelo inimigo contra o qual se organizou: o mercado. Mas, curiosamente, sobreviveu como um alucinógeno cultural."

segunda-feira, 31 de março de 2008

Domingo em Brasília


Não poderia deixar de publicar esta bela foto da nossa capital.

Pobrologia

Imperdível a leitura da reportagem da revista Veja desta semana Tratados de "pobrologia" http://veja.abril.com.br/020408/p_124.shtml
A reportagem retrata a obsessão de alguns de nossos cineastas de mostrar a pobreza, a melancolia.
Coloco um trecho para seu deleite:
" gênero tem suas regras. A primeira é a melancolia. Um bom filme sobre pobres precisa ser triste. Veja o caso de Sumidouro, de Cris Azzi, que mostra famílias desalojadas por causa da construção da barragem da Usina Hidrelétrica de Irapé, no Vale do Jequitinhonha. Muitos dos desalojados que aparecem ali gostaram da mudança – ganharam casa nova com energia elétrica e em frente a uma rua pavimentada. Mas o filme é triste, triste. Exibe uma estrada de terra durante 47 segundos, uma dona-de-casa andando pela rua em 75 segundos e ela mesma, logo depois, em irritantes 54 segundos."
Com certeza a tropa politicamente correta irá dizer que a reportagem é preconceituosa, que estão mostrando a realidade e que eu deveria criticá-la por ser "elitista"... Mas já aviso de antemão aos marxistas informatizados...Um dos documentários se dá em Cidade Tirfadentes, bairro em que um de meus primos tem um apartamento e que fica a 20 minutos da casa de meus pais...Essa não cola..rs

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lula Homenageia Severino Cavalcanti

Vejam com seus próprios olhos:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM808249-7823-LULA+FAZ+DEFESA+POLEMICA+DE+SEVERINO+CAVALCANTI,00.html

Com certeza os petistas vão entender. Deve ser culpa de FHC.
Abraços,
ALlan

PS: Tou orgulhoso da "elite" paulista e paranaense.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O "consenso" contra as privatizações.

Ontem vi na TV reportagens sobre o Leilão da CESP - Companhia Energética de São Paulo. Uma delas chamou a atenção em especial, pois entrevistava pessoas nas ruas perguntando a opinião sobre o leilão fracassado. Todos os entrevistados se disseram contra a venda. Evidentemente que a "amostra" do entrevistador não tem validade estatística alguma, considero, inclusive, que é falho se fazer uma reportagem daquela forma. O irônico é que podemos brincar argumentando que até os compradores foram "contra" a venda..rs Afinal, se o patrimônio público estava sendo vendido a preço de banana, por que ninguém arrematou?
A campanha esquerdista contra as privatizações é antiga e muito anterior a 2006. Entretanto, é importante ressaltar que na última eleição presidencial, o debate em torno das privatizações foi muito fraco. O candidato do governo dando a entender que foram ruins que não teria privatizado e o da oposição dava impressão de querer se afastar dessa herança política e nem questionar sobre se o adversário é contra, porque não estatizar... É demais cobrar coerência no Brasil? Isso tudo em um ano que as vendas de celulares explodiam e ironicamente na propaganda do candidato governista isso era mostrado, e com razão, como um bom indicador.
A partir das privatizações a telefonia, isso sem citar outros casos como produção siderúrgica, o crescimento da Embraer, etc... se expandiu de forma antes inimaginável, quem viveu a época em que telefones eram alugados, isso mesmo caro leitor, fonte de renda e declarados no imposto de renda, sabe muito bem o que estou descrevendo. Entretanto, mesmo com o acesso ter se difundido de forma tão fantástica ainda vemos alguns baterem no peito e se dizerem contra as privatizações.
Voltando ao caso Cesp, não estudei o caso específico daquela companhia para ter uma opinião formada, entretanto, é de se estranhar que em um país que teve tantos avanços com a desestatização ainda existam aqueles que vejam este tipo de política com tanta desconfiança.
Indubitavelmente, a demagogia encontra terra fértil em nossas paisagens e ela tem ganho este debate....

Estado e Sociedade no combate a dengue.

Blog é algo bastante interessante... O texto que achei que iria levantar menos polêmica é o de maior número de comentários..rs
Antes de mais nada sugiro que leiam dois artigos em especial. Sociedade e Sistema Econômico e O Livro Proibido que são textos interessantíssimos para um bom debate.
Sobre a dengue, as minhas palavras foram apenas um desabafo, quanto a nossa reação frente a problemas. Estou levantando o papel da sociedade no combate não somente a dengue, mas a qualquer tipo de problema que requeira adesão.
Não tenho dúvidas, conforme muito bem levantado por alguns colegas em seus pertinentes comentários, que o Estado tem responsabilidade sobre o combate a dengue, isso pode ser visto no texto O Ministro e a dengue (leiam) em que ironizo as prioridades retóricas na área de saúde. É irônico em um sistema de saúde que não consegue combater doenças simples como a dengue, forçar o debate em torno do aborto, logo se infere que não culpo apenas a sociedade. As vezes penso que estamos na Suécia, será que não tem nada mais importante a "debater"?
Portanto, com certeza o poder público deve atuar na educação, no combate direto a dengue com os agentes de saúde etc, e no tratamento no caso de falha dos dois primeiros. Agora é triste pensar que tanta gente tá sofrendo por algo perfeitamente conhecido e evitável.
Para finalizar, conforme escrevi, reafirmo que a sociedade também tem sua parcela de culpa, afinal, se tem cidadãos que deixam água parada em suas casas, jogam lixo na ruas, dificultam que os agentes acessem suas residências, penso ser impossível um combate eficiente à doença...haja recursos públicos.. um fiscal para cada cidadão? Não queremos isso.
Agradeço muito os comentários! e estou à disposição aqui no blog e no email
sem br

terça-feira, 25 de março de 2008

Vigilância democrática

Amigos,
visitem o site do Vide - Vigilância Democrática. Tem artigos excelentes.
Leiam o manifesto que também é um belo texto.
Abraços,
ALlan

segunda-feira, 24 de março de 2008

A vitória do Mosquito

A imprensa tem divulgado diariamente as mortes decorrentes da dengue. Independente do mosquito ser federal, estadual ou municipal me entristece profundamente ver que nós como nação, não conseguimos vencer um mero inseto. Se fosse uma doença inevitável, seria compreensível, entretanto, se todos fiscalizarmos e impedirmos o acúmulo de água parada, muito sofrimento seria evitado, a dengue seria erradicada.
Se nossa sociedade não consegue vencer o Aedes imagine maiores desafios que temos e ainda virão.
Precisamos mudar muito nossa educação, e agora não me refiro a educação formal, pois do pós graduado ao analfabeto jogamos lixo no chão, ocorre bebedeira antes de dirigir, enfim, somos uma sociedade falida e deseducada. Estas palavras são fortes, mas tenho certeza que podemos mudar esta realidade, e sem dar nenhum tiro para subverter a ordem constitucional como os pseudo-revolucionários defendem, basta agirmos como um país de verdade.

sábado, 22 de março de 2008

Sociedade e Sistema econômico.

Como já mencionei em meu artigo O Livro Proibido tive aulas com muitos professores de esquerda, aliás, posso afirmar que é impossível se formar em qualquer curso de ciências humanas em universidades brasileiras sem ter uma dose cavalar de marxismo.
Uma das formas de legitimação da luta contra o capitalismo, é a noção de que este sistema econômico não possui ética, sua base está apenas na busca do lucro, seja na fabricação de medicamentos ou no narcotráfico, tudo dependeria apenas de uma variável: a taxa de retorno.
Seguindo esta linha de raciocínio ocorreria uma espécie de Adam Smith às avessas, todos os males da sociedade moderna seriam oriundos da busca incessante e amoral do lucro capitalista. Esta lógica levaria à mercantilização das relações humanas, logo, o individualismo exacerbado seria apenas uma das conseqüências da forma de produção desta sociedade, em última instância, como diria Marx, as formas de reprodução da sociedade determinam as formas de consciência.
Com a aura de cientificismo em que estas questão são lançadas, parece bastante coerente a tese, todavia se trata de mais um grande engodo dos adeptos da tal revolução. Revolução esta, diga-se de passagem, que só trouxe desastres à todas as nações que tiveram o desprazer de experimentá-la.
Indubitavelmente, o capitalismo é um sistema econômico que se guia pela lógica do lucro, entretanto, é a sociedade que determina os benefícios e os malefícios de nossa vida. Portanto, o capitalismo se apresenta de uma forma na França e de outra na Inglaterra, são sociedades distintas, com dinâmicas completamente diferentes.
Sem se desligar do descrito nas linhas acima, vamos trazer um pouco dessa divagação para algo concreto, nossa realidade. Em nosso país, basta rebolar bem e cantar alguns refrões repetitivos que caiam no "gosto popular" que é o suficiente para se atingir o sucesso, estar na televisão, dar autógrafos e muitas vezes ser entrevistado sobre assuntos que nada tem a ver com "sua arte". Sem dúvida o grau de declínio moral e intelectual de nossos dias é algo estarrecedor, sendo um excelente laboratório a céu aberto para que as teorias esquerdistas tomem força. Os mesmos esquerdistas que querem nos passar a imagem de que viver na favela é ótimo, mesmo sem nunca terem morado em uma, ou se um dia moraram, rapidamente se mudaram para a zonal sul.
O ponto que quero chegar é que qualquer sistema econômico se insere dentro de uma sociedade, se nossa sociedade tem seus valores corroídos, é desonestidade intectual atribuir suas mazelas a um sistema econômico. As tentativas de reforma social, implementadas pela totalitarismo socialista levaram milhões a morte e não trouxeram algo novo, a não ser a bancarrota econômica, não reinventaram o ser humano.
O papel da religião e seus valores são imprescindíveis para a coesão social. O cristianismo e sua pregação do bem comum, do respeito ao próximo, a preservação da família são o eixo que sempre nortearam a sociedade ocidental, por isso em um país em que o governador sai com prostitutas cai, em outro ele seria apenas um garanhão.
O ataque aos valores desta sociedade é que promove a desagregação social, e não o sistema econômico por si só. Não estou inventando nada aqui, basta ler um pouco sobre o conceito de hegemonia em Gramsci, para perceber a que estou me referindo.
Dentro do cenário exposto, o que mais me preocupa, é o petismo de batina. Esta "corrente" tenta introduzir Marx na igreja, que são como óleo e água, impossível se misturar, basta ver o caso Polonês para se constatar que a despeito da violência soviética, o totalitarismo foi fortemente derrotado. Neste último parágrafo escrevo explicitamente sobre esta penetração no catolicismo, sobretudo, por seu papel político na América Latina nas últimas décadas com a tal "teologia da libertação".
Para finalizar, o eixo da civilização judaico-cristã ocidental, são os valores da tolerância e do respeito que Cristo nos ensinou. Dentro desses valores o capitalismo floresceu e pôde encontrar sua melhor forma de desenvolvimento. Quebrando o eixo de nossa sociedade, ela desmonta e cada vez mais veremos a periferia ensinar algo ao centro, e não o centro se expandir e incorporar a periferia. A degradação da música e da cultura é apenas o começo.
Allan Cruz é economista.

O Ministro e a dengue

Enquanto o Ministro da Saúde queria discutir Teologia com Bento XVI, ou aborto com os católicos, a dengue proliferava no Rio de Janeiro.
Seus discursos com jargões do tipo "vamos abrir o debate" ou " É uma questão de saúde pública", alegravam às platéias de progressistas dos "movimentos" feministas ou da esquerda em geral (menos os petistas de batina é verdade) entretanto, o mosquito continuava seu "trabalho" no RJ.
Não dá pra negar que Temporão é bom de mídia, afinal o caos que a saúde pública vive, sobretudo no RJ e no Nordeste e ainda por cima ser bem visto pela grande imprensa é um feito e tanto.
Aliás, no governo do PT, não me lembro do nome de nenhum outro ministro, a não ser o atual, que sempre procurou polemizar e pousar de o moderno contra os defensores "atrasados" dos valores da vida.

domingo, 16 de março de 2008

Igreja e Aids

Acho interessante alguns "intelequituais" atacarem a igreja por não apoiar as campanhas em prol da camisinha.
Não tenho dúvidas que o estado deve sim informar as formas de prevenção, entretanto, é totalmente equivocado haver o incentivo ao sexo livre mesmo que se tenha camisinha. Cabe a cada um decidir com quem ter intimidades, mas é absurdo campanhas mostrarem pessoas no carnaval saindo com desconhecidos que ficam felizes por terem uma camisinha às mãos. Este tipo de campanha incentiva o sexo irresponsável que é o primeiro passo para o contato com o vírus, se a campanha ensina que se deve usar preservativo, que é correto, ela também "naturaliza" a putaria (desculpem o termo mas acho que cabe aqui).
Voltando às críticas a igreja, se o casal pratica o que a igreja prega, sexo monogâmico e fidelidade, com certeza a probabilidade de se adquirir aids transando com todo mundo, mas com camisinha é muito maior, até porque quem tá de cara cheia, drogado, ou mesmo em caso de falha do preservativo, é muito grande de se infectar. Imagine duas pessoas alucinadas parando e calmamente colocando o preservativo... Com certeza a eficiência não é de 100%.
Praticar o sexo irresponsável e atribuir culpa ao catolicismo chega a ser ridículo, afinal, ou se pratica a fé em sua integridade, ou em caso negativo, previna-se, ora bolas.

sábado, 8 de março de 2008

Vigilância Democrática

Amigos,

não deixem de ler os artigos do blog da Vigilância Democrática.
http://vide.blog.br/

Bom final de semana.
ALlan

domingo, 2 de março de 2008

Dívida externa e estabilização econômica.

Quem acompanha a política nacional sabe bem o debate acerca do endividamento externo travado no país desde a nossa independência.
A história econômica brasileira pode ser resumida em ciclos de endividamento e moratória convivendo concomitantemente, seja por perda nos termos de troca ou por outros choques exógenos como o do petróleo de 1973 e 1979, o choque de juros no governo Reagan, entre outros.
O choque de juros deflagrado pelo ex-presidente do Federal Reserve Paul Volker e a conseqüente crise do endividamento externo, no início dos anos oitenta, é o caso mais emblemático, pois foi tema constante nas campanhas eleitorais mesmo após o advento do Plano Brady lançado ao final dos anos oitenta que equacionou esta questão.
Durante as últimas semanas tem sido debatido constantemente o nível histórico de reservas que a economia brasileira atingiu tornando possível o “pagamento da dívida”. Evidentemente, não é o feito de apenas um governo e certamente está associado à estabilização econômica e a “nova cultura” de cumprimento dos contratos que se deu com o governo Fernando Henrique Cardoso.
A questão da dívida sempre foi uma fonte rica de discussões sobre as “perdas internacionais”, como Brizola falava sem nunca ter deixado claro o que seriam exatamente estas “perdas”, ou com o chamado “plebiscito da dívida” que teve apoio entusiasmado do PT no ano de 2000 conforme pode-se ver no link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u34910.shtml . Este “plebiscito” teve um clima de clara oposição ao governo FHC. Não era difícil prever o resultado.
A questão da superação da dívida externa ilustra de forma cristalina o uso político que este tema teve por décadas e que tantos votos rendeu, com os defensores da moratória sendo vistos por muitos como verdadeiros nacionalistas contra a espoliação internacional. Ironicamente, essa posição externa confortável ocorre justamente durante a gestão do partido que apoiou o tal “plebiscito” sobre a dívida, que muitos políticos diziam ser “impagável”. Deve-se ressaltar a importância dessa prova material que o país tinha total condição de superar as crises externas com nossos próprios esforços, ao contrário do que dizia a propalada demagogia. É uma grande vitória contra o escapismo de se atribuir a fatores externos a causa de nossos problemas, e espero que a maturidade política se instale cada vez mais em nosso país até que tenhamos uma agenda pragmática e objetiva em que o populismo seja apenas mais uma página de nosso passado.

Palmeiras

Palmeiras um a zero. Viva o Palmeiras!
Não se escreve apenas de economia e política em um blog!

Entrevista de José Roberto Mendonça de Barros

Para quem gosta de economia e se interessa pela relação câmbio X mercado externo X crise americana X crescimento da Ásia, deve ler a entrevista que segue abaixo:

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco133544,0.htm

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Alternância de poder em Cuba!

Hoje Cuba "escolheu" um "novo" dirigente. Chama-se Raúl Castro ou Castro II como já nomeei neste espaço.
Sobre este assunto o Estadão publicou a seguinte declaração:
"A sociedade cubana não está sujeita aos valores burgueses da sociedade de consumo, como em outros países", afirma, em conversa com alguns colegas estrangeiros, o jornalista cubano Ricardo Martínez. "Uma eleição ou uma sessão legislativa aqui em Cuba é parte de um conjunto sóbrio de decisões políticas, e não um espetáculo de mídia." vejam em:(http://www.estadao.com.br/internacional/not_int129824,0.htm)
Pois é meu caros, como uma boa e velha "democracia popular" a eleição é sóbria, sem dúvida, afinal, a disputa de poder se resolve com uma reunião com meia dúzia de pessoas, aliás, não sei se no caso cubano se é meia dúzia ou apenas um que decide. Ta aí o orgulho de não se sujeitar aos valores burgueses.... enquanto isso lá no Império, aquela civilização tão combatida, a disputa está rolando solta. Para ilustrar, durante a "gestão" de Castro I passaram nada menos que dez presidentes pela Casa Branca.
O interessante que a imprensa burguesa tem cobrado o fim do embargo cubano, sem nenhum recuo da ilha no tocante as liberdades individuais, abertura econômica, liberdade aos presos políticos ou redemocratização. Pessoalmente estou quase aderindo a esta campanha. Penso que o embargo para Cuba é o que tem mantido a melhor desculpa para as péssimas condições e o recrudescimento do regime dentro da ilha. Afinal, é fácil. Não tem carne. Culpa do embargo! Não tem combustível? Malditos EUA! Tem que pegar filas de horas para comer um sorvete. Culpa de quem? Adivinha!
O embargo a Cuba e os problemas da América Latina sempre tem saída no escapismo. Culpa do imperialismo!
Pelo fim do embargo! Já!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Revista Veja deste final de semana

Amigos,
para variar..rs a revista Veja deste final de semana está imperdível. Recomendo enormemente a leitura. Não posso deixar de destacar o brilhante artigo do grande jornalista Reinaldo Azevedo. O título do texto é Fidel e o golpe da revolução operada por outros meios é de grande categoria.
O artigo pode ser lido por assinantes. Segue o link: http://veja.abril.com.br/270208/p_078.shtml
Segue um pequeno trecho:
O assalto ao Erário, à ordem legal e à administração do estado seria apenas a revolução operada por outros meios. Os criminosos precisam dessa mitologia para reivindicar seu exclusivismo moral. É coerente que propagandistas do PT como o arquiteto Oscar Niemeyer, o cantor Chico Buarque e Frei Betto sejam também embaixadores (i)morais da ditadura cubana.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Vigilância Democrática - VIDE

É com grande alegria que informo a vocês que o artigo " O Livro Proibido" foi publicado no blog do VIDE - Vigilância Democrática.
Recomendo a leitura de todos artigos daquele blog, pois são todos de grande qualidade. Também considero imperdível a leitura do manifesto do grupo.
Visitem: http://vide.blog.br/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Castro I se aposenta.

Hoje é um dia histórico. Fidel Castro anuncia sua aposentaria, aliás, melhor definí-lo daqui por diante como Castro I, pois como boa dinastia socialista, o poder passa para as mãos de parentes. Diferentemente da Coréia do Norte, outro bom exemplo de "democracia popular", desta vez o poder não passa para o filho, mas passa "lateralmente", para seu irmão, Castro II, ou Raul caso prefiram.
Hoje, assistindo televisão, algumas falando "presidente", ao invés do verdadeiro nome, ditador. Cuba é uma ditadura sanguinária.
Falamos mal dos EUA, mas os candidatos à presidência dos States lembraram-se dos presos políticos nas masmorras cubanas, da América Latina ouvimos que Castro I é um mito.
É fácil entusiasmar-se com a revolução cubana a distância, difícil, é viver em um lugar em que o sonho de liberdade está a apenas 160 km, em um mar repleto de tubarões.
Resta aposentarmos o Castrismo.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Escolas Finlandesas

Em linha com os últimas publicações, a revista Veja deste final de semana publica uma reportagem interessante a respeito do sistema educacional da Finlândia, considerado atualmente o melhor do mundo.
Como poderão verificar na reportagem não é necessário mega-obras e sim boa gestão, bons professores e alunos motivados.
Segue um pequeno trecho:
"Quem entra numa escola na Finlândia se espanta com a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "

Maria Helena Guimarães de Castro

Excelente a entrevista da secretária de educação do Estado de São Paulo a revista veja na edição da semana passada.
Deixo claro que acabo de ler a entrevista, e meu artigo sobre educação que publiquei na quinta-feira 14 de fevereiro, não fui inspirado nesta ótima entrevista. Teria sido uma boa fonte de inspiração.
Seleciono alguns trechos para meus queridos leitores:
Veja – Qual seria o melhor caminho para elevar o nível dos professores?Maria Helena – Num mundo ideal, eu fecharia todas as faculdades de pedagogia do país, até mesmo as mais conceituadas, como a da USP e a da Unicamp, e recomeçaria tudo do zero. Isso porque se consagrou no Brasil um tipo de curso de pedagogia voltado para assuntos exclusivamente teóricos, sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas. Esse é um modelo equivocado. No dia-a-dia, os alunos de pedagogia se perdem em longas discussões sobre as grandes questões do universo e os maiores pensadores da humanidade, mas ignoram o básico sobre didática. As faculdades de educação estão muito preocupadas com um discurso ideológico sobre as múltiplas funções transformadoras do ensino. Elas deixam em segundo plano evidências científicas sobre as práticas pedagógicas que de fato funcionam no Brasil e no mundo. Com isso, também prestam o desserviço de divulgar e perpetuar antigos mitos. Ao retirar o foco das questões centrais, esses mitos só atrapalham.
Veja – O currículo escolar também é visto com certa reticência pelos professores brasileiros, segundo mostram as pesquisas... Maria Helena – De novo, os professores se sentem tolhidos na sua liberdade de ensinar – baboseira ideológica que passa ao largo de uma questão central. Sem contar com um currículo, o professor de escola pública no Brasil, de modo geral, continua a encarar as classes sem uma referência mínima na qual se mirar. Poucos estados brasileiros (entre as exceções, São Paulo, Minas Gerais e o Tocantins) dispõem de um currículo para oferecer às escolas, no qual estejam incluídos os assuntos a ser abordados em cada matéria, no detalhe. É uma pena. A experiência mostra que professores com um apoio didático dessa natureza vão mais longe em sala de aula. Investir na construção de um currículo, como fizeram alguns dos países da Europa dois séculos atrás, é certamente um destino mais adequado para as verbas públicas do que esparramar canteiros de obras Brasil afora – um caminho tão comum para o orçamento da educação no país.
Boa Leitura!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sarkozy

Boa noite amigos,
recebi este texto que seria de um discurso atribuido ao presidente da França Sarkozy.
o texto é excelente não tenho nada a acrescentar ao brilhantismo destas palavras.
Abraços,
Allan
" Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto como o mestre, que não se podia dar notas para não traumatizar o mau estudante. Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'... Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética. Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma frase: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, mas seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República. Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar.Quero criar uma cidadania de deveres. Primeiro os deveres, logo após os direitos. "

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O Computador ajuda no aprendizado?

Não sou “educador” mas fui estudante e trabalhei na área de Educação.Chamou-me muito a atenção o estudo realizado por pesquisadores da UNICAMP disponível no link (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302007000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=ptt) que analisa se o computador auxilia ou atrapalha no aprendizado.
Não tem como um blogueiro esconder que aprecia bastante a utilização de computadores e vê o advento da internet como algo fantástico seja para entretenimento ou como ferramenta para adquirir novos conhecimentos. No entanto, quanto à educação sou bastante conservador e penso que nada substitui, bons livros e bons professores.
Na universidade cursei algumas disciplinas em que utilizávamos computadores e invariavelmente durante este tipo de aula a turma se dispersava. O computador tem tantas ferramentas que fica difícil dedicar atenção exclusiva ao professor.
Quando trabalhei na área eram freqüentes as divergências com alguns colegas que imaginavam alguma forma revolucionária de educação. Durante a minha formação na escola pública, sempre ironizei brincava que qualquer experimento pedagógico sempre seria feito em escolas públicas, como um laboratório sociológico (ou pedagógico). Quanto a experimento, leia-se novas formas ou formas alternativas de pedagogia e ensino. Em escola de rico, ou melhor, em boas escolas o que funciona é livro e professor.
Convivi com “adeptos” da procura constante por “alternativas”, defensores ardorosos de métodos pedagógicos não-tradicionais, mas que matriculavam seus filhos em colégios tradicionais, a velha e boa educação bancária! Vi até autoentitulado ateu e progressista matricular filho em colégio tradicional católico, isso mesmo caro leitor, colégio conservador. Devo registrar que entendo que era uma decisão acertada, apesar de completamente incoerente com o discurso. Em suma, o progressismo é bom apenas para os filhos dos outros.
Outra versão desta linha de pensamento eram pessoas que tiveram o privilégio de ter estudado em bons colégios defendendo a balela de que o indivíduo deve aprender de acordo com sua realidade, que a educação do campo deve ser apenas para o garoto do campo e por ai vai. Nada contra ter algo de grande relevância local, agora matemática, química, física e português deve ser universal em nosso país. Esta alternativa “revolucionária”, de esquerda ou progressista tem apenas um resultado: o menino do campo vai ficar eternamente lá e o da favela eternamente no gueto.
Para finalizar, não quero deixar a impressão que todos que trabalham com educação são progressistas, na definição de progressismo que se pode inferir destes escritos. O Brasil tem profissionais de grande capacidade e que seu trabalho contribui para a melhoria da educação em nosso país, entretanto, não se pode negar que o progressismo continua bastante ativo.

OBS: tenho observado que este blog tem tido visitas, mas poucos recados. Por favor, quem nos visitar, por favor deixem um recadinho para este humilde blogueiro. É desestimulante pensar que se está pregando ao deserto...rs

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Receita para o Socialismo.

Esta reportagem é bastante interessante. Ela ilustra bem o caminho que o socialismo leva, aliás, esse filme é antigo e foi visto no Chile de Allende, na antiga União Soviética, no leste Europeu e o caso extremo, durante a grande fome na China.
Nossa vizinha Venezuela ainda não degringolou a tal ponto, no entanto, já apresenta alguns desses sintomas. A reportagem foi publicada no portal de O Estado de São Paulo:

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int122810,0.htm
América Latina
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008, 15:50 Online


Chávez ameaça desapropriar fábrica da Nestlé e Parmalat

Presidente tenta encorajar a produção de empresas do setor privado com medidas como aumento de preços
Reuters


CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou fechar fábricas de leite da suíça Nestlé e da italiana Parmalat, se elas prejudicarem o fornecimento da matéria-prima para as fábricas estatais no mercado.
Reforçando o abastecimento do setor privado com empresas estatais, Chávez procurou este ano acabar com a escassez crônica de alimentos, incluindo leite, que está afetando sua popularidade.
O presidente vem tentando encorajar a produção de empresas do setor privado com medidas como aumento de preços para alguns bens regulados, mas economistas temem que sua retórica persistente contra produtores possa minguar os investimentos e minar seu objetivo.
Em seu programa semanal de TV, Chávez reclamou que fábricas administradas pelo Estado ou cooperativas não puderam elevar a produção porque estavam com dificuldades de obter leite como matéria-prima.
"Não fazemos nada instalando fábricas (estatais e cooperativas) se depois não tem leite para as fábricas porque ele foi todo pego pela Parmalat ou Nestlé", disse Chávez. "Este governo precisa tomar alguma medida a respeito", acrescentou.
"Se, por exemplo, a Nestlé ou a Parmalat... se demonstra que por meio de diferentes mecanismos econômicos ou de pressão ... deixam fábricas estatais ou cooperativas sem o leite necessário... então teremos que usar a Constituição para intervir e expropriar as fábricas", afirmou o presidente.

Ameaças

Chávez frequentemente faz ameaças contra o setor privado sem depois concretizá-las. Mas no ano passado, ele nacionalizou setores-chave da economia, como o setor de petróleo e serviços públicos, num esforço para construir um Estado socialista.
No país, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e beneficiado pela alta no preço do produto, até simpatizantes de Chávez estão apreensivos com as prateleiras vazias e longas filas nos supermercados. Tem havido escassez de produtos como açúcar, ovos, carne e especialmente leite.
Economistas afirmam que os produtores estão tentando suprir a demanda, mas a burocracia e as políticas de Chávez, particularmente o controle de preço e moedas, atrasam seus negócios.
O presidente, que chama o capitalismo de demônio, culpa a ganância das empresas por parte dos problemas da economia.

O Brasil também teve uma experiência amarga com o controle de preços. Durante o Plano Cruzado, presenciamos cenas épicas, de fazer inveja a qualquer filme de faroeste, de bois sendo laçados nos pastos.
Na teoria econômica, os preços são vistos como uma espécie de sinalização do mercado de acordo com a escassez, simplificando, é a antiga lei da oferta e da procura. Caso o Estado determine um preço que os produtores não aceitem, invariavelmente ocorrerá desabastecimento, haja fiscalização pra laçar boi, ou no caso venezuelano, ordenhar as vaquinhas... Outro fator é a confiança, se o empresário fica sempre na expectativa de ser expropriado, para utilizar uma expressão marxista rs, não há investimento.
Evidentemente que há setores na economia que o Estado deve regular, nem todos tem um certo grau de competição que permita a liberdade de preços, entretanto, em uma economia de mercado, a regra é a liberdade, o restante é exceção.
Irei abordar mais vezes, mas no livro A Era da Turbulência, de Alan Greespan, ele conta a experiência de encontros com economistas do leste, na época da transição para a economia de mercado. Na Polônia, por exemplo, as prateleiras encontravam-se vazias e tomou-se uma decisão radical que foi a de liberalização geral de preços. Primeiramente, os preços explodiram, e o abastecimento foi se regularizando, passando a impressão que poderia ser ruidosa a transição, mas logo em seguida os preços passaram a se ajustar e as prateleiras foram inundadas de produtos.
Para finalizar, pelo visto a receita para o socialismo do século XXI do presidente Chavez, não contempla leite, açúcar, ovos e carne.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sumi, mas voltei.

Bem gente, espero que após ter tido alguns problemas no computador de casa, retorne com mais freqüência a esta blog. Vamos tentar!
E quem ler, por favor, comente. O blog é uma bela ferramenta para o debate.
Abraços,
Economista

Diogo, o Terrível.

Para quem gosta do jornalista Diogo Mainardi, há uma boa entrevista com ele na folha de SP, o link segue abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u369381.shtml

Boa Leitura!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O Livro Proibido

Na minha graduação em Economia, existiam diversos tabus. Entre alguns docentes e colegas que professavam da mesma fé, eram inquestionáveis os dogmas de alguns autores clássicos, sobretudo, Karl Marx e John Maynard Keynes. Outros autores nacionais também eram inquestionáveis, não vou mencionar nomes, mas são os textos dos economistas "desenvolvimentistas".
Quanto a Marx, estudei em diversos momentos da graduação, um semestre em especial, em que tive uma disciplina em que foi praticamente inteira dedicada ao pensador alemão. O deslumbre de diversos colegas era tal que eu, quando estava com O Capital em minhas mãos, em tom sarcástico dizia que naquele livro encontraríamos resposta para tudo, de unha encravada a salvação da humanidade.
Como mencionei, li vastamente autores brasileiros, todos estruturalistas, não critico o fato de os ter lido, tenho certeza que se não concordei foi válido para reforçar minha visão de mundo ou para rever algum conceito equivocado. Entretanto, existiam vários tabus no meio acadêmico entre eles eram os livros do diplomata Roberto Campos. Apesar de ser uma personalidade respeitada pela sua trajetória, em nenhum momento da graduação, tive contato com sua obra. Era sempre algo nebuloso, quase que caricatural a partir das aulas, mas nada concreto como discutir diretamente textos do renomado economista. A partir desta constatação cometi a "heresia" de adquirir o livro A Lanterna na Popa que tem muito me agradado na leitura, aliás, recomendo este livro aos meus poucos mas excelentes leitores.
Campos foi diplomata e teve vivência dentro de diversos governos brasileiros como JK, Jânio Quadros, o governo Castelo Branco, sendo bastante crítico ao desenvolvimentismo militarista ocorrido após o 1968, principalmente, o II PND de Geisel em meio a grande turbulência internacional. O autor conviveu com personalidades como Kennedy, Thatcher, foi parlamentar constituinte. Certamente a experiência que esta figura teve não pode e não deve de forma alguma ser desperdiçada.
É uma pena que algumas pessoas encaram a atividade intectual como um prolongamento da luta de classes de Karl Marx, a luta entre bons e maus, entre mocinhos e bandidos, e entre o que se deve discutir e o que está fora de discussão. Minha personalidade contestadora, me levou a adquirir o que apelidei ironicamente de "livro proibido", mas e aqueles que aceitam a lavagem cerebral e o discurso advindo dos mestres sem contestações? Daí a importância de se atiçar o verdadeiro espírito crítico, deixando claro que espírito crítico implica em diversidade e não em debates pré-definidos. Este é o desafio de parcela significativa da intectualidade brasileira que não se libertou do famoso livro do século XIX e da missão de "conscientização" de seus estudantes.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Cidade Perdida

Neste feriado de carnaval assisti ao filme "Cidade Perdida" do cubano-americano Andy Garcia. O filme é bastante interessante pois mostra uma família rica em Cuba que se divide, parte se junta a revolução de Fidel Castro e a outra parte seria reformista. Não pretendo contar o final do filme, mas é óbvio que a fuga pela liberdade nos EUA é inevitável.
Admira-me pessoas bem instruídas a defesa de ditaduras sanguinárias, em que não se há o direito de oposição, e que os direitos individuais estão ameaçados constantemente por estupros por parte do Estado, ou dos despotas nada esclarecidos. Interessante como este tipo de idéia prolifera na América Latina. Aliás, é muito mais fácil culparmos os outros por nossa incompetência do que admitirmos nossos erros.
Vemos o tempo todo em nosso país, pessoas defendendo o regime cubano, mas nem os próprios cubanos defendem o próprio regime (salvo em caso de coerção), basta vermos o número de cubanos que saltam ao mar repleto de tubarões, tentando alcançar a liberdade e uma vida digna na América.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ricos X Pobres, Negros X Brancos

Sou contra este tipo de bipolarização da sociedade. A idéia, ou ideologia, muito bem propagada em nossas escolas e universidades de que a pessoa é pobre porque o outro é rico, só cria situações como as do Haiti, de desagregação social.
Evidente, que quem tem maior renda, naturalmente tem que arcar com maiores encargos/tributos, entretanto, o questionamento que devemos fazer é: Como melhorar a vida de todos? Sobretudo, os mais pobres, mas não somente deles.
Outra questão muito em voga com o governo petista é a propalada desigualdade entre negros e brancos. Primeiramente, é difícil até mesmo definir quem é negro ou branco, outro questionamento, é que vemos diversas vezes se dizer que metade da população é negra, o que é mentira, basta pegar o metrô em São Paulo ou Brasília pra ver que a maioria da periferia não é negra, conforme o próprio IBGE demonstra que são 6% da população.
A maior parte da população é mestiça e estes são usados estatisticamente como "negros" quando se interessa defender alguma causa. O raciocínio que os negros são em média mais pobres porque os brancos são ricos é absurdo, ninguém se lembra de branco pobre... incrível.
Vejo a tentativa de se criar uma bipolarização em nossa sociedade um retrocesso, algo que Gilberto Freire superou em meados do século passado. Se levarmos o raciocínio ao extremo, teremos que criar cotas de forma a reduzir a participação dos amarelos no ensino superior, afinal é maior que a participação deles na população total, raciocínio que considero equivocado.

Eu

Bom dia! Como diz o nome do blog sou Economista, na verdade, Economista quase engenheiro, mas gosto mesmo é de política!
As amizades e a admiração por uma figura política muito respeitável levaram a me filiar a um partido político, mas na verdade tenho dúvidas ainda se estou no lugar certo. Não por dúvidas quanto a algumas figuras que me levaram a assinar aquela ficha, mas em virtude de cada vez estar mais distante da esquerda, além do discurso populista me irritar profundamente.
Tenho convicção que não é através do tal socialismo que resolveremos nossos problemas, mas através da democracia, o que se pressupõe o império da lei, democraticamente em vigor.
Ao contrário de muitos, não vejo o Brasil como uma "ditadura", o Brasil é sim um país democrático, democracia representativa burguesa, seja lá que nomes queiram dar e através da democracia é a única forma de reformularmos nosso país. Não conheço até hoje um modelo socialista de democracia, inexoralmente são ditaduras.
Logo posto mais e me apresento melhora a vocês.
Abraços
do Economista.