domingo, 17 de janeiro de 2010

Os cinco hipócritas de 2009 segundo o jornal El País

Interessante a mídia nacional não ter publicado essa importante análise de um dos maiores jornais europeus, se fosse elogio certamente tava na capa dos jornais.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/hipocritas/2009/elpepiint/20091220elpepiint_7/Tes


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

País Rico

Como é bom ser cidadão de um país rico e estruturado como o Brasil. O povo de Chicago e Toquio é contra a realização da Olimpíada em suas cidades pelos gastos que proporciona. Mas o Brasil é diferente, somos tão ricos que a imprensa inteira e o governo tá na maior campanha pelos jogos. Como é bom ter transporte que funciona, hospitais e tudo o mais no Rio de Janeiro e no restante do país.
Como é bom sermos uma potência.
Que felicidade!

domingo, 30 de agosto de 2009

Discurso do Deputado Federal por SP Paes Lira

Publico pois gostei do discurso. Quando muitos sequer aparecem ao menos ele mostra claramente qual posição defende. Grata surpresa. Prestarei mais atenção a seu mandato. É o antes suplente do falecido Clodovil.

video

3º Marcha Nacional da Cidadania pela Vida.

Essas fotos foram tiradas hoje na 3º Marcha Nacional da Cidadania pela Vida.
Como vocês podem verificar muita gente foi. Foi um tremendo sucesso afinal a maioria esmagadora dos Brasileiros são contra a morte de inocentes através do aborto.
Interessante é que em plena Brasília com tanta participação popular a cobertura da mídia foi pífia. Até agora não vi em NENHUM telejornal. Tomara que isso mude nas próximas horas mas estou duvidando...
O isentismo mais uma vez venceu. E a maior parte da imprensa já escolheu de que lado está.
Cliquem nas fotos para vê-las ampliadas.





























quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ciclo de palestras - Imperdível

Para aqueles que pela distância ou outras impossibilidades não vão poder comparecer à palestra “Dilemas da Educação no Brasil”, nesta quinta feira (30 de julho) às 19:30 h, sugerimos acompanhar o evento em tempo real no endereço http://www.ead.edumed.org.br/ clicando sobre o ícone de Web TV desse Site.






Ciclo de Palestras “Brasil - Escolhendo o Futuro”
Palestra: Dilemas da Educação no Brasil

Local: Hotel Noumi Plaza – Avenida Júlio de Mesquita, 115 – Cambuí
Data: 30 de julho de 2009 Horário:19:00 horas


Palestrante: Dr Pedro Salomão José Kassab
Presidente da Mesa: Deputado Federal Guilherme Campos
Comentadores: Prof Dr Djalma Moreira de Carvalho Filho e Prof Dr Eiiti Sato
Apresentador: Dr. Antonio R Batista
Organizadores: Fundação Liberdade e Cidadania (www.itn.org.br) e VIDE - Vigilância Democrática (www.vigilanciademocratica.org)

Sobre o Tema: “A Educação está sempre entre as prioridades citadas por políticos e formadores de opinião. Em geral, vemos um consenso, pelo menos declarado, em torno da importância impar da Educação como instrumento de nivelamento de oportunidades, investimento em capital social e insumo vital para o progresso humano e material em qualquer sociedade. Entretanto, não há consenso quanto ao que, de fato, pode ser considerado educação de qualidade, nem quanto à maneira de propiciá-la. Qual o papel da gratuidade nos diversos níveis educacionais? A regulamentação, sempre crescente, é um facilitador ou um inibidor das iniciativas de ensino? Por que temos sempre a sensação de um declínio na qualidade do ensino em geral? O que pode e deve ser feito para conferir ao Brasil a cobertura e o padrão educacional que desejamos e que o país merece? “


Informações sobre os membros da mesa

* Dr Pedro Salomão José Kassab

Médico

Diretor Geral do Liceu Pasteur

Vice-Presidente Acadêmico da FEI – Fundação Educacional Inaciana

Presidente do Conselho Estadual de Educação

Membro do CIEE - Centro de Integração Empresa Escola


* Prof. Dr. Djalma de Carvalho Moreira Filho

Médico

Mestrado, Doutorado e Livre Docência em Medicina Preventiva - UNICAMP

Pós doutorado em Antropologia e Ecologia Humana – Universite de Paris

Professor Titular de Epidemiologia da Fac. de Ciências Médicas – UNICAMP


* Prof. Dr. Eiiti Sato

Economista

Master em Relações Internacionais no Queen’s College – Cambridge

Doutor em Sociologia – USP

Professor Titular de Relações Internacionais - UnB

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Reparação

Esse vídeo é espetacular....

http://vimeo.com/5199782

quinta-feira, 2 de julho de 2009

PT: Partido ou Religião? Eis a questão!

por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será "votar nos candidatos indicados" pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 11/03/2001, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que "pertence ao partido" (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves. Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade ("que todos sejam um"), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em "tendências" (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o "casamento" de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 "caput"), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz. Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo. Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana. Não me interessa que, em dezembro de 2001, Lula tenha elogiado o regime comunista de Cuba durante sua viagem a Havana, nem que lá estivessem presentes chefes narco-guerrilheiros colombianos. Se sou petista, não quero saber por que entre os oitos projetos de lei abortistas em tramitação no Congresso Nacional, seis são de autoria do PT. Não me interessa explicar por que nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, tenha ousado propor um projeto de lei antiabortista. Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido. Fora dessa fé não pode haver salvação. Agora, uma pergunta final, com vistas as eleições de 27 de outubro: pode um cristão votar no PT? Pode. Mas antes ele precisa trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Fonte: Pró Vida de Anápolis

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0141

sábado, 27 de junho de 2009

A Caridade da Igreja I

A Igreja moldou a civilização ocidental em todos os seus campos: arte, música, arquitetura, direito, economia, moral, ciência, letras, línguas, etc,; mas, o ponto mais marcante foi o da caridade. Seria impossível escrever a história completa da caridade da Igreja, desde que Jesus ensinou os seus discípulos a “a amar o próximo como a si mesmo”. São incontáveis os números de hospitais, sanatórios, escolas para crianças pobres, asilos, creches, etc... que os filhos da Igreja sempre mantiveram durante todos esses vinte séculos de cristianismo. E ainda hoje essa rede imensa de caridade continua; só para dar um exemplo, basta dizer que 25% de todas as obras de assistência aos aidéticos hoje são mantidas pela Igreja católica em todo o mundo.

Mesmo o francês Voltaire, talvez o maior anti-católico do séc. XVIII, teve de reconhecer a caridade dos filhos da Igreja. Ele disse que “talvez não haja nada maior na terra do que o sacrifício da juventude e da beleza, realizado pelo sexo feminino para trabalhar nos hospitais para aliviar a miséria humana”.

A caridade católica sempre foi totalmente gratuita, desinteressada, diferente de muitas outras formas de filantropia que esperavam algum retorno seja em forma de reconhecimento ou de destaque social.

A caridade ensinada por Cristo foi “algo novo” no mundo antigo; onde se deve “amar até o inimigo” e “perdoar os que nos maltratam”. Esta caridade foi a mola propulsora de todas as ações da Igreja Católica, embora muitos de seus filhos possam às vezes ter negado isto com seus atos; mas isto não anula este fator determinante na vida e na ação das pessoas e das instituições da Igreja. Também para a Igreja vale a frase do Apóstolo: “a sua imensa caridade encobre a multidão dos pecados dos seus filhos.”

Os Padres da Igreja que legaram seus ensinamentos ao mundo, mesmo entre suas enormes ocupações, tiveram tempo de se dedicar ao serviço da caridade. Santo Agostinho fundou um hospital para peregrinos, resgatou escravos, e socorreu os pobres. Ele pedia ao povo não lhe dar roupas, mas vendê-las e dar o dinheiro aos pobres. São João Crisóstomo, o grande Patriarca de Constantinopla no século IV, fundou ali uma série de hospitais. São Cipriano de Cartago e S. Efrém organizaram grandes trabalhos nos tempos de pragas e fome. Não há um santo sequer da Igreja que não tenha vivido exemplarmente a caridade.

A Igreja desde o seu início cuidou dos órfãos e viúvas, numerosos por causa das guerras, e estava presente para socorrer os doentes em todas as epidemias. Muitos e muitos santos e católicos perderam as suas vidas socorrendo os doentes. Durante a peste que atingiu Cartago e Alexandria, os cristãos ganharam respeito e admiração pela coragem e bravura com que consolavam os moribundos e enterravam os mortos, enquanto os pagãos abandonavam até mesmo os amigos à sua terrível sorte.

Sabemos que hospitais como temos hoje não havia na civilização grega e romana; a Igreja Católica foi pioneira em criá-los com médicos, enfermeiros, remédios, e demais procedimentos. No século IV a Igreja começou a mantê-los nas cidades menores, atendendo viajantes e doentes, viúvos, órfãos e pobres.

Uma mulher chamada Fabíola, por caridade cristã, criou o primeiro hospital público em Roma. S. Basílio Magno fundou um hospital em Cesaréia, na Terra Santa, no século IV, especialmente para os leprosos. Os mosteiros também prestaram muitos atendimentos aos doentes.

Risse Guenter, em “A History of Hospitals”, mostra que quando caiu o império romano do ocidente (476), os mosteiros assumiram cada vez mais os cuidados dos doentes como nunca foi feito na Europa por vários séculos. Esses mosteiros se tornaram verdadeiras escolas de medicina entre os séculos V e X; falava-se do período da medicina monástica. Durante os anos do reavivamento (séc. IX) com Carlos Magno, os mosteiros se destacaram como os principais centros de estudo e transmissão dos textos antigos de medicina.

Durante as Cruzadas, as ordens militares católicas administraram hospitais em toda a Europa. Por exemplo, os Cavaleiros de São João (Hospitaleiros), que deixaram na Europa a sua marca na história dos hospitais, desde 1080, ajudaram os pobres e os peregrinos que iam à Terra Santa. Com Godofredo de Bulhões esses hospitais cresceram de importância.

Os “Hospitais de São João” impressionavam pelo profissionalismo, onde se realizavam até pequenas cirurgias e os doentes recebiam visitas duas vezes ao dia dos médicos, banhos e duas refeições principais, além de roupas limpas e brancas. Esses hospitais foram modelos para a Europa.

A caridade da Igreja sempre foi tão grande que impressionou até os seus inimigos. O escritor pagão Lúcio (130-200) escrevia impressionado com a urgência com que os cristãos se ajudavam mutuamente.

O próprio imperador Juliano, o Apóstata, inimigo do cristianismo, que tentou restabelecer o paganismo no império, por volta de 360, elogiava a caridade dos cristãos e reconheceu que enquanto os sacerdotes pagãos abandonavam os pobres, os “odiados galileus” os tratam com caridade, com as mesas preparadas para os indigentes, algo que era comum entre eles.

Mesmo Martinho Lutero, inimigo da Igreja, fundador do protestantismo, foi obrigado a reconhecer que “sob o Papa o povo era ao menos caridoso, e que não era preciso a força para conquistar as almas, e que agora, no “reino do Evangelho” (Protestantismo) ao invés de dar, eles roubam um ao outro”. [Baluffi].

Frederick Huiter, um biógrafo do Papa Inocêncio III declarou: “Todas as instituições beneficentes que a humanidade possui nesses dias para ajudar os pobres, todos os que têm sido feito para a proteção dos indigentes e aflitos... e todos os tipos de sofrimentos, vem direta ou indiretamente da Igreja de Roma”. [Baluffi].

No séc.XVI quando Henrique VIII tornou-se inimigo da Igreja e suprimiu os mosteiros da Inglaterra e confiscou as suas propriedades, a conseqüência social, foi enorme. Houve uma rebelião popular em 1536 conhecida como “Peregrinação da Graça”, que teve muito a ver com a ira do povo com o desaparecimento da caridade dos mosteiros. [Daniel Rops. V.1, pág. 181]. A dissolução dos mosteiros ingleses e a redistribuição de suas terras – garante Philip Hughes - significou a ruína de milhares de pobres camponeses, a destruição de pequenas comunidades que os sustentavam”. Milhares de desempregados das fazendas foram colocados nas ruas; o pauperismo cresceu assustadoramente.

Data Publicação: 16/04/2007

Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=IGREJA&id=igr0031

sábado, 6 de junho de 2009

Dom Antônio de Orleans e Bragança

Belíssima a entrevista de Dom Antônio de Orleans e Bragança sobre o seu filho que estava no voo da Airfrance.
Segue a entrevista

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75853-15227,00-A+ESPERANCA+SE+FOI.html

"Conversamos sobre o trabalho dele, que há dois anos trabalhava em um banco francês, e também, coincidentemente, sobre fé e religião. Ele me disse que estava feliz e Deus era muito importante em sua vida", afirma o pai. É a fé católica que tem mantido a família mais calma nesses dias de tragédia. Segundo Dom Antônio, todos estão unidos e rezando pela alma do filho e irmão querido. "Somos católicos de muita fé e respeitamos a vontade de Deus. Estamos rezando muito e isso tem nos ajudado muitíssimo. Muitas pessoas, em horas de sofrimento como esta, questionam erradamente a bondade de Deus. Penso que meu filho era bom demais, e talvez por isso Deus tenha o chamado para perto mais cedo. O problema é a saudade, que é muita", diz.

domingo, 10 de maio de 2009

O bom filho a casa torna

Peço desculpas pelo meu sumiço deste blog. Vou procurar ser mais disciplinado e escrever mais. O que ocorre é que após um dia de trabalho ainda entrar na internet se torna cansativo e meus finais de semana tem sido bastante ocupados.
Fica meu abraço à todos!

ALlan

O Controle de Preços Chavista

Publiquei mais um artigo no site do Vigilância Democrática.
Reproduzo-o logo abaixo.

O Controle de Preços Chavista



Escrito por Allan Cruz
Sáb, 02 de Maio de 2009 00:00
Quem tem acompanhado a situação venezuelana observa uma espécie de sovietização da economia daquele país. A Venezuela já vem desgovernada há muito tempo, com inflação crescente.Apesar da crise venezuelana ser muito mais antiga, coloco um texto publicado no portal G1 em fevereiro do ano retrasado http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL7958-5602-480,00.html quando o petróleo estava com forte tendência de alta. Coloco um trecho da reportagem:
"Vendo os preços subirem e as prateleiras vazias, Chávez, há 13 dias, ameaçou estatizar açougues e supermercados que vendem acima do preço tabelado. Acusou os Estados Unidos de organizarem uma "conspiração" e disse que começaria a expropriação pelas empresas maiores do setor alimentício. Afirmou que aguardava apenas "um bom motivo" para começar".

Portanto, mesmo em uma conjuntura altamente favorável para a economia daquele país, a administração do coronel conseguiu a proeza de ter inflação crescente e desabastecimento. De lá para cá a situação política se deteriorou ainda mais com a bipolarização crescente daquela sociedade, acrescente-se a esse cenário que agora com a crise internacional e a queda do preço do barril de petróleo, a situação econômica e a reboque a política, tende a piorar. Talvez por isso Chavez “deu rapidamente a oportunidade” do povo daquele país aprovar a reeleição indefinida, em virtude do curso inexorável da fragilização de sua popularidade.Como vimos na reportagem do G1 o governo adotou medidas para conter a inflação, afinal, a aceleração dos preços é impopular por ser um grande imposto, sobretudo para os mais pobres. A principal medida é o controle de preços, que é algo que nunca e jamais dá certo sequer a médio prazo, pois com o tempo os setores que não tem uma remuneração adequada param de produzir ou na melhor das hipóteses partem para o mercado paralelo ou fazem "inovações" de forma a sair do controle de preços. Exemplo, se você controla o preço do arroz branco a empresa cria um arroz "azul" e o vende ao preço que bem entender, neste caso ocorre o desabastecimento do arroz branco. Em resposta o governo radicaliza, ameaça e toma medidas legais como expropriar empresas de forma a dissuadi-las a partirem para o mercado paralelo ou burlarem o controle estatal. O processo se retroalimenta e pode levar as empresas a quebrar o que amplia o desabastecimento e a estatização de toda a economia como num círculo vicioso como podemos verificar em outra reportagem do G1 essa agora de fevereiro de 2009: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1022220-9356,00.html . Separo um trecho para análise dos leitores:
"Eu ordenei a imediata intervenção em todos esses setores da agroindústria, intervenção do governo revolucionário", afirmou o presidente venezuelano durante um discurso que comemorou os 20 anos da insurgência contra a inflação descontrolada na Venezuela”.
Evidentemente, o controle de preços causou desabastecimento e ao invés do governo daquele país procurar alguma saída que respeite a lei de oferta e procura, o presidente partiu para a sovietização, solução que nem a Rússia que era a maior república soviética ousa atualmente adotar, pois aprendeu dolorosamente que só aprofunda a crise.A tomada de controle dessas empresas por parte da burocracia chavista irá piorar o desabastecimento e o controle de preços paralisará ainda mais aquela economia. Até que um dia se redescubra a roda e libere os preços, quando terá uma explosão inflacionária, pois um setor tentará remarcar os preços à frente do outro como em uma espécie de espiral inflacionária. O pior é se a administração daquele país decidir aplicar uma dose ainda maior do remédio que não está funcionando estatizando completamente aquele economia. Ainda mais preocupante é se o governo daquele país tiver realmente em mente o objetivo de total estatização, trazendo de volta a experiência soviética pós 1917 ou a chinesa pós Mao.Entretanto, governo nenhum se mantém com inflação e desabastecimento, salvo em casos históricos de totalitarismo. Como sou otimista e naquele país há uma oposição feroz na luta contra a radicalização do regime, acredito que o coronel esteja com seus dias contados e que em breve a Venezuela encontrará uma verdadeira democracia representativa superando a era Chavez. Nos resta rezar.

Entrevista do Padre Paulo Ricardo

Bela entrevista a do Padre Paulo Ricardo.
vale a pena conferir
A Realidade da Igreja no Brasil - Entrevista
Posted on abril 21st, 2009 por Padre Paulo Ricardo
Com a experiência de consultor da Sagrada Congregação para o Clero, Padre PauloRicardo, em uma entrevista, expõe sua visão sobre realidades da Igreja no Brasil:
REPORTER: O senhor disse em pregação do dia 25 de janeiro, na Canção Nova, que se converteu após cinco anos de sacerdócio. Como pode alguém já ser padre e não ter tido uma experiência pessoal com Jesus?
Padre Paulo Ricardo: O que eu quis afirmar nessa Santa Missa é que aquela foi a conversão mais forte que aconteceu na minha vida. Eu conheço a Renovação Carismática Católica desde que eu era adolescente e vivia nos Estados Unidos, em 1983. Depois, vim para o Brasil com o “gás” todo, batizado no Espírito Santo, rezando em línguas. Entrei para o seminário, mas como a vida é feita de progressos e regressos, lá dentro, eu senti que as coisas de Deus foram tomando o lugar de Deus.Às vezes, nós usamos “as coisas de Deus” e nos esquecemos do “Deus das coisas”, pegamos aqueles presentes que Ele nos dá e os transformamos em ídolos. Para mim, o sacerdócio, o meu ministério e as coisas da Igreja foram se transformando em ídolos naquela época. Foi somente em 1997, que, visitado pelo sofrimento, eu descobri a grandeza da cruz na minha vida.
REPORTER: Quais sofrimentos foram estes?
Padre Paulo Ricardo: Eu passei por uma série de calúnias na minha vida como sacerdote, perdas afetivas de pessoas, seminaristas que eu achava que iriam se tornar padres e não se tornaram. Tive várias frustrações. Um “belo” dia, 31 de janeiro de 1997, dia de São João Bosco, Deus me visitou na oração, dizendo-me que eu deveria esperar, porque aquele sofrimento não tinha sentido para mim, mas para Jesus sim.Quando eu descobri a ressurreição, que está atrás da cruz, aconteceu a minha maior conversão e ressurreição também. A partir daí, eu comecei, verdadeiramente, a ser um sacerdote. Eu já era padre, mas ser sacerdote é ser como Cristo, é oferecer-se imolado na cruz.
REPORTER: O que os seminaristas podem fazer para se orientarem e não permitirem que isso aconteça com eles?
Padre Paulo Ricardo: A primeira coisa é saber que nada substitui a nossa experiência com Deus e que eles devem purificar as suas intenções. Costumo dizer que a razão pela qual o seminarista entra no seminário, não é a razão pela qual ele permanece lá. Muitas vezes, entramos por razões equivocadas, seja para fazer uma carreira, porque achamos o ato eclesiástico bonito, queremos ser importantes ou porque temos alguma vaidade. Mas Deus é muito esperto, e nos chama assim mesmo.Como diz o profeta Oséias: “Deus nos atrai com laços humanos”. Depois, Ele acaba com esses laços, mas, então, já estamos na “armadilha” d’Ele. Por isso, é importante que o seminarista saiba voltar-se cada vez mais para o Senhor. Mas para que isso aconteça, ele precisa ter clareza, identidade sacerdotal, porque um sacerdote não é apenas um homem, é um sacrifício.
REPORTER: Em seu site, o senhor afirma que a Igreja Católica no Brasil sofre de “AIDS Espiritual”. Por quê?
Padre Paulo Ricardo: Para entendermos a “AIDS espiritual”, precisamos entender a AIDS física. Ela é uma deficiência que torna o corpo incapaz de “soar o alarme” e dizer que tem algum elemento agressor em nosso corpo, o qual está nos fazendo mal. O sistema imunológico trata o vírus como amigo, e “chama” aquilo que lhe faz mal de amigo.
A Igreja no Brasil está doente por causa de uma mania chamada “politicamente correto”, ou seja, nós não queremos chamar o mal de mal. Por exemplo, nós já não queremos dizer que o homossexualismo é algo que precisa ser curado porque isso não é “politicamente correto”. Todo mundo fica com medo de ser processado pelo “movimento gay”; e isso intimida a todos.
Nós vivemos numa época em que os maus têm uma arrogância, um destemor, mas nós, que estamos lutando para o bem, somos tímidos. Com isso, é claro que a maldade só poderia crescer como uma “AIDS Espiritual”, mas antes de irmos contra ela, precisamos dar-lhe o nome correto, por mais feio que seja, e identificar essas dificuldades.
REPORTER: A AIDS física não tem cura. E a “AIDS espiritual” tem? Como combatê-la?
Padre Paulo Ricardo: Ela tem cura sim, mas é necessário que a pessoa tenha um amor pela verdade maior do que pela harmonia, pela paz. Atualmente, nós não somos amantes da paz como Jesus nos pede: “Bem-aventurados aqueles que promovem a paz”. Ao contrário, nós somos irenistas, ou seja, queremos colocar “panos quentes” em tudo.
É necessário que nosso amor pela verdade seja maior do que pela tranqüilidade. A pessoa que ama a verdade, abraça-a mesmo que ela doa. Jesus disse que a verdade nos libertará, mas Ele não disse que promovê-la seria prazeroso. Quando eu me encontro com a minha verdade de pecador, isto pode ser extremamente doloroso, mas é uma dor que redime, que salva, porque atrás dela há uma ressurreição.Nós, cristãos, não somos masoquistas, não gostamos de sofrer, mas, às vezes, existe algo mais valioso do que a tranqüilidade que estamos vivendo. Na verdade, isso é uma crise de valores, uma crise axiológica, ou seja, uma crise em que os valores estão fora de lugar, e não são os mesmos de antes. Nós colocamos como supremo valor a nossa tranqüilidade e o nosso bem-estar.
REPORTER: Há erros doutrinários que assolam o Brasil hoje?
Padre Paulo Ricardo: O mais trágico, hoje, na Igreja do Brasil é que nós estamos deixando Jesus de lado. Não que a Igreja Católica em si O esteja deixando de lado, mas existem pessoas e tendências dentro dela que estão fazendo isso. Por exemplo, com essa coisa do “pluralismo religioso”, do “macro-ecumenismo”, Jesus se tornou um grande incômodo. E não sou eu que digo isso, quem diz isso é o Papa Bento XVI num livro, que ele escreveu quando ainda era sacerdote, no final da década de 60, chamado “Introdução ao Cristianismo”. Nesta obra, ele diz que Jesus se tornou um grande incômodo porque, - se querem unir as religiões -, Jesus é aquele que nos divide em cristãos e não-cristãos.Fica muito mais fácil pregar essa beleza de que Deus é Pai, é maravilhoso e deixar Jesus de lado, com o pretexto de que Ele está nos incomodando e nos dividindo. Eu conheço padres que são capazes de falar horas a respeito de Deus sem pronunciar a palavra Jesus, porque Ele está sendo, aos poucos, inconscientemente, deixado de lado por eles.
REPORTER: Então Jesus incomoda mais do que Deus?
Padre Paulo Ricardo: Sim, porque um Deus que não se fez carne é um Deus que eu posso mais facilmente manipular. Mas um Deus que se fez carne, que tem uma história que eu não posso negar, este não dá para eu manipular, por isso Ele incomoda.
Só para se ter uma idéia, existem livros publicados aqui no Brasil com os seguintes títulos: “Jesus, símbolo de Deus”. Pense bem! Quer dizer, para muitos, Jesus não é Deus, Ele é só símbolo de Deus. Outro livro: “A Metáfora do Deus Encarnado”. Para quem não entendeu a palavra metáfora, ela está dizendo que o fato de que Deus se encarnou e se fez homem, é somente uma comparação, é poesia, e que, de fato, Deus não se encarnou. Só a partir dos títulos desses dois livros, você já imagina que tipo de coisa está sendo publicada no Brasil e utilizada em faculdades teológicas “à luz do dia”, sem ninguém dizer nada.Uma Igreja que não se levanta para absurdos como esses, não é uma Igreja que “sofre de AIDS”? Nós precisamos chamar o mal de mal e a heresia de heresia!
REPORTER: Quais livros o senhor indica a quem deseja se aprofundar nesses assuntos?
Padre Paulo Ricardo: Os livros, de uma forma geral, do professor Felipe Aquino são extraordinários e conhecidos entre nós. Outros, que eu posso citar, são os livros do Santo Padre Bento XVI, e outros dois que, infelizmente, são pouco publicados aqui no Brasil: “A fé em crise” e “O sal da terra”. São entrevistas que fazem uma radiografia da crise da Igreja nos tempos atuais. Eles fazem um diagnóstico preciso e extraordinário daquilo que a Igreja vive atualmente.
Existe uma série de tentativas da grande mídia internacional de lançar uma “cortina de fumaça” entre os fiéis e a figura de Jesus para impedí-los de ter um contato direto com o Jesus dos Evangelhos. A teologia liberal impede os cristãos de entrar em contato com Cristo, porque, segundo ela, Ele não fez milagres, não multiplicou pães, não curou leprosos, nem ressuscitou. Coisas absurdas assim são ditas em faculdades de Teologia. Mas o Sumo Pontífice, atento às necessidades do mundo moderno, vai lançar um livro, no primeiro semestre deste ano de 2007, sobre Jesus Cristo, cujo título vai ser “Jesus de Nazaré, do batismo no Jordão até a transfiguração”.
Bento XVI é o maior teólogo vivo da atualidade. Sem dúvida nenhuma, este livro nos dará acesso ao Jesus dos Evangelhos.
REPORTER: Como está a expectativa do senhor para a V Conferência Geral do Episcopado da América-Latina e do Caribe?
Padre Paulo Ricardo: O mais importante é a presença do Papa Bento XVI no Brasil. Nós, brasileiros, temos de nos dar conta do dom e da graça que é a presença desse homem entre nós. Ele é um Papa diferente de João Paulo II, porque ele não vai visitar os países do mundo inteiro. Primeiro porque ele já foi eleito Sumo Pontífice com idade avançada - este ano ele completa 80 anos - ou seja, 20 anos a mais que João Paulo II, quando este foi eleito. Ele não visitou os Estados Unidos, nem visitou a maior parte dos países europeus. O “centro do mundo”, de onde surgiram os interesses mundiais, não foi visitado por ele. Por esta razão, o fato de Bento XVI visitar o Brasil é um momento de graça e de derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja brasileira.
O maior segredo da Igreja do Brasil, que ela mantém guardado “a sete chaves”, chama-se Papa Bento XVI. Ninguém o conhece bem. A Canção Nova é praticamente a única mídia que apresenta com freqüência as visitas, aparições e pronunciamentos dele. Há também algumas outras redes de televisão católicas, que, vez por outra, transmitem alguma coisa dele. Da parte do clero, até mesmo - eu ouso dizer - dos bispos em geral, existe um silêncio em relação à figura de Bento XVI. Ninguém fala dele, muito menos a grande mídia. E quando falam é para criticá-lo ou para dar uma má notícia.
REPORTER: A que se deve isto?
Padre Paulo Ricardo: Isso se deve ao preconceito em relação à figura do Papa Bento XVI no Brasil. No dia em que ele foi eleito, os jovens se abraçavam na Praça de São Pedro, e o povo o aclamava, contente, feliz, pulando e ovacionando. No intervalo, uma jornalista se voltou para um sacerdote e perguntou: “Padre, se esse homem é tão conservador assim, porque o povo o está aplaudindo?” É essa a mentalidade que reina aqui no Brasil, é como se Bento XVI fosse algum nazista inquisitorial, que está aí para acabar com a liberdade democrática. Mas ele não é nada disso. Isso é uma imagem desleal que fazem dele, é uma caricatura horrível dele. Ele é um homem inteligente, extraordinário, mas, para o Brasil é como se ele não tivesse sido eleito ainda, é como um “segredo” inacessível.Não podemos deixar que este grande homem de Deus morra sem que ninguém note que ele foi dado por Deus à Igreja!
REPORTER: João Paulo II nomeou o senhor, em 2002, como consultor da Sagrada Congregação do Clero em assuntos de Catequese. Qual é a sua missão nesse sentido?
Padre Paulo Ricardo: Trata-se do Conselho Internacional de Catequese. São sete pessoas do mundo inteiro escolhidas pela Santa Sé para aconselhar o Vaticano em termos de catequese. Em 1992, a Igreja Católica publicou o Catecismo da Igreja Católica. Em 2002, foi convocado um Congresso Internacional de Catequese no Vaticano, onde estavam presentes vários cardeais especialistas em catequese do mundo inteiro, inclusive o então cardeal Ratzinger.Fui convidado a fazer uma preleção a respeito da situação da catequese no Brasil. Uma das coisas que eu disse, e que repito agora, é que a catequese no Brasil precisa mudar, porque, infelizmente, muitas pessoas ligadas à mentalidade da “Teologia da Libertação” quiseram fazer da catequese um instrumento de transformação social. Para essas pessoas, a finalidade dela [catequese] não é instruir o cristão na fé, mas lhe transmitir valores sociais para implantar o socialismo.
As crianças e jovens que chegam à recepção dos sacramentos não têm a mínima idéia do que seja a fé verdadeira e as principais doutrinas da Igreja, porque a catequese brasileira está obcecada com a transformação social. O problema é que a catequese foi criada para fazer bons cristãos, mas esses senhores de tendências marxistas têm “na agenda deles” que o importante é transformar a sociedade e trazê-la mais próxima do socialismo. Assim, “vende-se” a catequese para esse tipo de finalidade, que não é a finalidade da própria natureza da obra catequética.

domingo, 26 de abril de 2009

Esse video é belíssimo

http://www.youtube.com/watch?v=B8YcTurtcJQ

sábado, 7 de março de 2009

Abaixo o puritanismo


Vida longa ao PAPA!

Adoro essa foto rs

Retirada do Blog do Luís Guilherme


Chavez cava a própria sepultura política

Quem tem acompanhado a situação venezuelana observa uma espécie de sovietização da economia daquele país. A Venezuela já vem desgovernada há muito tempo, com inflação crescente. A situação política piorou durante o mandato do coronel com a polarização daquela sociedade, no entanto, antes o petróleo estava em alta e agora o preço do barril caiu drasticamente. Mesmo com dinheiro sobrando o ditador daquele país conseguiu a proeza de uma inflação crescente.
Agora com a queda vertiginosa do petróleo e a polarização mais incisiva daquele país a inflação levou o governo a adotar medidas para contê-la, afinal, a aceleração dos preços é impopular em virtude de ser um grande imposto, sobretudo pros mais pobres.
A principal medida é o controle de preços, que é algo que nunca e jamais dá certo a médio prazo, pois com o tempo os setores que não tem uma remuneração adequada param de produzir ou na melhor hipótese partem para o mercado paralelo ou fazem "novações" de forma a sair do controle de preços, exemplo, se você controla o preço do arroz branco a empresa cria um arroz " azul" e o vende ao preço que bem entender. Neste caso ocorre o desabastecimento do arroz branco.
Voltando ao caso mencionado. O controle de preços causa desabastecimento e ao invés do governo daquele país procurar alguma saída que respeite a lei de oferta e procura o presidente partiu para a sovietização, solução que nem a Russia que era a maior república soviética ousa em adotar, pois aprendeu dolorosamente que não funciona.
Enfim, a encampação dessas empresas só irá piorar o desabastecimento e o controle de preços paralisará ainda mais aquela economia. Até que um dia ele descubra a roda e libere os preços, quando terá uma explosão inflacionária pois um setor tentará remarcar os preços a frente do outro como uma espécie de espiral inflacionária.
E governo nenhum se mantém com inflação e desabastecimento, salvo em casos históricos de totalitarismo genocida. O que creio que não ocorrerá naquele país pois há uma oposição feroz na luta contra o autoritarismo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Extermínio de Ucranianos

Recomendo fortemente que assistam ao video sobre o extermínio de ucranianos pelo regime comunista da ex URSS. O video está disponível no site do Vigilância Democrática, segue o link:
Indubitavelmente se trata de uma das maiores covardias da história da humanidade e que muitas vezes cai no esquecimento.

Reinaldo Azevedo é leitor deste blog?

Pode ser coincidência, pois não tenho o monopólio do video do último post. entretanto, dias depois o Tio Rei publicou o mesmo video. O do Benício del Toro virando um pequeno novilho berrador.
Será que este espaço tem a honra de ser visitado por ele? hehe

sábado, 31 de janeiro de 2009

Che "bonzinho" complica Benicio del Toro.

Imperdível o vídeo abaixo. Mostra Benicio del Toro se engasgando, completamente desnorteado com as questões levantadas brilhantemente pela jornalista. Benicio trabalha no filme sobre a vida do assassino comunista Che Guevara.
Vejam

domingo, 18 de janeiro de 2009

Decisão Vergonhosa

Sinto-me envergonhado com a decisão do Ministro da Justiça em conceder refúgio a um condenado por terrorismo na Itália. Triste, como se crimes com "ideologia" fossem permitidos
A Globo fez uma reportagem fraca mas ao menos mostra um dos condenados a "prisão perpétua" por atos dessa escória que praticou o terrorismo naquele país. Percebi um certo tom "light" nesta reportagem, observem que não se filma o Italiano condenado à cadeira de rodas, talvez para não nos chocar, não é verdade? Afinal pessoas em cadeira de rodas chocam né? Ainda mais alguém que ficou daquela forma em virtude de atentado.
Bem, ironias a parte tinha que ter mostrado aquele senhor na cadeira de rodas e deixar claro que o condenado por aquele crime está tranquilo por aqui no nosso país. Mas que isso poderia ser mudado....
Segue a reportagem:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dissidente Soviético

Interessantíssimos os vídeos do dissidente Yuri Bezmenov que o site http://www.vigilanciademocratica.org/ tem publicado. São imperdíveis.
Publico apenas os primeiros videos, os demais basta visitar o site indicado.
Estou surpreso com o conteúdo desses vídeos. eles são de 1983 e o processo que ele descreveu naquele ano, foi exatamente o que podemos ver palpável no Brasil de hoje.

Entrevista para vocês mesmos assistirem

O video de hoje está no site da Globo News endereço
http://globonews.globo.com/Jornalismo/Gnews/0,,3284,00.html

É a entrevista do Professor Bernardo Kocher

Escrevi a Globo News

Encaminho abaixo a mensagem que postei na página da Globo News.
Mais uma vez lamentável a cobertura dos senhores a respeito do conflito em Gaza. Em mais uma oportunidade os senhores trouxeram um entrevistado para apedrejar Israel. Os senhores´já conseguiram achar até um professor israelense que condena veementemente Israel, quando vão entrevistar alguém que condena o veementemente o Hamas e explica o por que da intervenção Israelense?

Mais um dia contra Israel

Hoje, mais uma vez, a Globo News entrevistou um Professor que condena o lado israelense do conflito.
Essa é a cobertura "imparcial" do conflito. Quem será o entrevistado de amanhã? O mesmo canal conseguiu até garimpar um israelense que ataca fervorosamente a política israelense desde a fundação daquele estado. O que mais irão procurar?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Abortismo financiado com dinheiro público.

Copiei o texto abaixo da comunidade Católicos no Orkut. Fico pensando na legalidade da distribuição do documentário, afinal, aborto é crime, ou não?
Dia 30/12, no JB, a ministra Nilcéa Freire admite que 2009 será o ano das ofensivas para legalizar o aborto no Brasil:.http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/12/30/e301217722.html.Um trecho da ministra: "Fomos ao presidente Chinaglia porque achamos que essa CPI não tem objeto nenhum. Qual a base de investigação? Mais nos parece o resultado da pressão de deputados de perfil muito conservador. Eles têm todo o direito de serem conservadores, mas não podem impor suas convicções para a sociedade fazendo delas políticas de Estado.".Mas aí o Zero Hora de hoje traz o seguinte:.http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2356983.xml&template=3898.dwt&edition=11439&section=1003.Trecho da matéria: "Thereza admite que o filme 'é claramente a favor do aborto'. A cineasta diz que chegou a entrevistar especialistas contrários e favoráveis à prática, como previa o projeto original, mas optou por manter apenas a participação das mulheres." E aí o bispo dom Antonio Augusto expõe a contradição do governo quando diz: "Não me parece correto, do ponto de vista ético, financiar com dinheiro público um filme que defende posições pessoais do ministro."

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ano Novo em Brasília



Vemos aqui os fogos no ano novo em Brasília. Foram 21 minutos, o maior tempo no país e quem sabe no mundo. E eu estava lá!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Emails

Acho que cabe nos manifestarmos sobre o assunto junto a prefeitura de SP. Não se deve falar da vida de pessoas que se foram e santas e não podem se defender.

Prefeitura de SP se metendo até em teologia.

Não sabia que o GGB e a prefeitura de SP fossem especialistas em teologia.
Lamentável, não se respeita nem a religião da maior parte da população querendo dar pitaco em questões que são religiosas e não cabem ao estado. Falando até da vida de Santos que tiveram sua vida estudada a fundo pela Igreja em seus processos de canonização.

http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/coordenadorias/diversidade_sexual/2008/08/0004

10 VERDADE SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE12/08/2008 - CADS
1] Ser homossexual não é crime. Nenhuma lei no Brasil condena a prática da homossexualidade. Crime é discriminar os gays, lésbicas e travestis. É legal ser homossexual!
2] Homossexualidade não é doença. Todas as Ciências garantem: é normal ser homossexual. Querer "curar" o homossexual é ignorância.
3] Homossexualidade não é pecado. Os gays e lésbica s também se amam e foram criados por Deus. Jesus nunca condenou os homossexuais.
4] A homossexualidade sempre existiu. O amor homossexual é tão antigo quanto a própria humanidade - e nunca vai acabar.
5] Todos os povos praticam o homo erotismo. Em muitas tribos indígenas e africanas os sacerdotes e as próprias divindades são homossexuais.
6] A homossexualidade é natural. Inúmeras espécies animais praticam a homossexualidade. Os gays não ameaçam a extinção da espécie humana.
7] A causa da homossexualidade é um mistério. Nada distingue o físico e a mente do gay dos demais cidadãos. Todos somos seres humanos.
8] A Constituição Federal proíbe qualquer forma de discriminação. O preconceito contra lésbicas, gays e travestis é um tipo de racismo. Denuncie a discriminação homofóbica.
9] A Aids não é doença de gay. A Aids se transmite através do sangue, esperma e secreção vaginal. Só pratique sexo sem risco: camisinha sempre !
10] Conheça algumas celebridades que praticaram o homoerotismo ou foram travestis: Platão, Safo, Santo Agostinho, Leonardo da Vinci, Santa Joana Darc, Shakespeare, Miguel Ângelo, Mazaropi, Mário de Andrade, Santos Dumont, Imperatriz Leopoldina, Maria Quitéria, Gilberto Freyre, Martina Navratilova, Marina Lima, Elton John, Renato Russo, Angela Rorô, etc, etc.
Por Luiz Mott - Grupo Gay Bahia

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Vovó Rambo de Melbourne, Austrália

Não sei se a notícia abaixo é real, mas como recebi no email sem a fonte e achei interessante, divido com vocês.

A Vovó Rambo de Melbourne, Austrália
A delicada vovó Ava Estelle, de 81 anos, ficou tão chocada quando dois delinqüentes estupraram sua neta de 18 anos que ela conseguiu localizar os desavisados ex-condenados - e os baleou nos testículos. "A velha senhora passou uma semana caçando esses homens - e quando os encontrou vingou-se desta forma inusitada", disse Evan Delp, investigador da polícia de Melbourne. Em seguida ela tomou um taxi, foi até a delegacia de polícia mais próxima, colocou a arma no balcão do sargento de plantão e lhe disse, com toda a calma: "Por Deus, esses bastardos não vão estuprar mais ninguém!"Os policiais disseram que Davis Furth, de 33 anos, ex-condenado e estuprador, perdeu o pênis e os testículos quando a ultrajada Ava abriu fogo com sua pistola de 9 mm no quarto do hotel onde ele vivia junto com Stanley Thomas, de 29 anos, seu companheiro de cela do período em que haviam cumprido pena na cadeia. A polícia disse que a enrugada vingadora mandou para o outro mundo também os testículos de Thomas, mas o médico procurou salvar seu pênis mutilado. "Thomas não perdeu sua masculinidade mas o médico com quem conversei disse que ele não poderá usá-lo com antigamente", disse o investigador Delp aos repórteres. "Os dois homens ainda estão em más condições, mas acho que devem estar felizes por terem sobrevivido depois daquilo que passaram". A Vovó Rambo entrou em ação em 21 de agosto, após sua neta Debbie ter sido agarrada e violentada em plena luz do dia pelos dois bandidos armados de facas. "Quando vi a expressão no rosto da minha Debbie, aquela noite no hospital, decidi que sairia sozinha atrás daqueles bastardos porque imaginei que a lei seria branda com eles", relatou a bibliotecária aposentada. "E eu não estava com medo deles porque eu tinha um revolver e tinha atirado durante toda a vida. E não fui tonta de devolvê-lo quando a lei mudou a respeito de possuir um."Assim, usando um esboço dos suspeitos e da descrição feita por Debbie, firme como uma rocha, Ava passou sete dias rondando a vizinhança onde o crime havia acontecido até ver os azarados estupradores entrarem no hotel decadente em que moravam. A idosa senhora relembra "Eu sabia que eram eles no minuto em que os vi, mas ainda assim fiz uma foto deles e a levei para Debbie e ela disse, segura como o diabo, que eram eles. Assim voltei para o hotel e encontrei o quarto deles e bati na porta, e no instante em que o grandão abriu a porta eu atirei em linha reta entre suas pernas, exatamente onde ele realmente ficaria mais ferido, sabe. Então entrei e atirei no outro quando ele recuou, suplicando-me que o poupasse. Então fui até a delegacia de polícia e me entreguei."Agora, especialistas perplexos tentam imaginar exatamente o que fazer com a vovó vigilante. "O que ela fez está errado e ela infringiu a lei, mas é difícil mandar uma velha senhora de 81 anos para a cadeia" - disse o investigador Delp - "Especialmente quando 3 milhões de pessoas na cidade querem nomeá-la prefeito."

Sumiço?

Amigos,

devo sumir um período, pois terei menos acesso a internet. Mas retorno no final de dezembro com este blog. Se nesses dias sobrar um tempinho e eu conseguir acesso a grande rede, publicarei novamente.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Política racialista também no DF

Pois é....
muitos de nós criticam o PT por suas políticas racialistas, mas o que dizer do governo do DEM em Brasília fazer um "Museu da Igualdade Racial"? Aliás, além de pelo que temos visto será mais um espaço que cria a idéia que somos dividos em "raças" e não uma nação de iguais, está previsto para um local totalmente infeliz, e conjunto com o "Projeto Orla" a beira do Lago que é um local destinado a bares e restaurantes.
Com essa "direita", nem precisamos de esquerda.
Triste. Penso que devemos manifestar nossa opinião a respeito.
Seria interessante se o Blog do Reinaldo Azevedo ou o Demetrio Magnoli dessem visibilidade a mais este absurdo.
vejam vocês mesmos

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Gramsci Católico.

Amigos,

fiquem pasmos, mas o Gramsci que tanto a esquerdalha idolatra retornou aos braços do Catolicismo no final da vida. Isso é uma das belezas do Cristianismo, o perdão.
Segue a reportagem, e que nossos comunas retornem à Santa Madre.


http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL875924-16021,00-GRAMSCI+TERIA+SE+CONVERTIDO+AO+CATOLICISMO+NA+HORA+DA+MORTE.html


http://construindoopensamento.blogspot.com/2008/11/gramsci-e-converso-ao-catolicismo-ou.html

que isso não sirva de pretexto para se querer retoricamente aliar Catolicismo a Socialismo, que são inconciliáveis conforme diversas vezes os Papas tem dito. Mas sim, mostrar mais uma vez a fraqueza das idéias socialistas.

sábado, 22 de novembro de 2008

Cotas passam pela Câmara

Vejo com muita tristeza o projeto de cotas ter passado pela Câmara. Agora depende do Senado. Pessoalmente ainda tenho alguma esperança que o Senado reprove tal projeto.
O interessante é a forma que ele está encaminhado. As cotas raciais estão no mesmo pacote que as cotas para as escolas públicas que tem um maior apelo popular. Vi reportagens que falavam das cotas como algo único. Agora respondam, porque a "necessidade" de cotas étnicas se as sociais já atenderiam os desfavorecidos por um ensino de baixa qualidade? Isso ninguém explica, por que um branco da escola pública deve ser diferenciado de um negro? Esse tipo de ação leva ao risco de se criar ressentimentos entre os que tiveram o "azar" de além de nascer pobres, terem a pele alva. E sem esse papo de 500 anos de exploração. Quem é branco hoje, além de poder também ser descendente de ex-escravos, não açoitou ninguém. Chega de hipocrisia.
Como os seres humanos não tem um longo horizonte de vida terrena, querem seu problema resolvido imediatamente. Se tiveram uma escola de má qualidade as cotas são uma esperança para se conseguir o diploma em uma universidade renomada. Aliás, sejamos justos, diferentemente de décadas atrás ter um canudo hoje ficou muito fácil. As instituições privadas estão a caça de alunos.
Muitos se questionam sobre a qualidade de nossos formandos. E posso afirmar, não adianta achar que a universidade irá corrigir todas as falhas de formação de pessoas que não tiveram acesso à boas escolas. e boa escola é aquela que faz o máximo para ensinar, cria um bom ambiente intectual em que o estudo é valorizado, e REPROVA se for necessário. Meritocracia pura e simples.
Penso que mesmo as cotas sociais não sejam uma boa solução. Cotas raciais sou radicalmente contra, pois não devemos avaliar as pessoas pela quantidade de melanina na pele, e sinceramente vejo isso como um grande retrocesso, algo que eu considerava inimaginável em um país como o nosso, um país em que um irmão é pardo e o outro é branco, mas que uma lei poderá considerá-los distintos.
Sobre as sociais, elas tem sido eficientes em se apequenar a discussão sobre implementação de ações que mostrem claramente e em indicadores internacionais, isso é em relação a outros paises, a melhora de nosso nível educacional. Não resolvermos de vez os problemas em nossas escolas e perder tempo em um debate pobre sobre a cor das pessoas, demonstra um traço de nossa personalidade. O importante é o canudo e não o que de fato ele teria que representar. E o que me importa é se o meu segmento social é atendido. O resto é o resto.

Deflação

Retiro tudo que eu disse sobre considerar muito improvável uma deflação conforme apontado pelo economista Nakano.
De fato, conforme um colega gentilmente postou aqui, o Japão viveu este fenômeno e demorou a se recuperar. A peculiaridade da economia Japonesa é a grande capacidade daquele povo em poupar, diferentemente do consumista EUA. Portanto, as pessoas, digamos, "poupavam demais" e o consumo, em relação à renda tinha uma participação muito baixa, a famosa propensão a consumir.
Entretanto, já há sinais de deflação nos EUA e Europa.
Pois é, caros amigos, vamos ver como de fato a economia real será afetada.
No Brasil, em São Paulo nossa locomotiva, a construção civil já caiu drasticamente.
O ano de 2009 nós trará as respostas.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mais fotos da noite de autógrafos em Brasília






















Sucesso esse dia! Estas fotos foram tiradas pelo meu amigo João Felipe.



























Anthony Bourdain na DMZ

Continuando meu papel de comentarista de TV, ontem assisti a um dos meus programas prediletos no Discovery Travel and Living, Anthony Bourdain. Ele foi à Coréia do Sul acompanhado de uma de suas funcionárias que a família teve a sorte de fugir do Norte para o Sul ela, a funcionária de Bourdain, foi criada na América.
O programa é sobre culinária dos mais variados tons, mas é impossível se ir a Coréia e não se abordar nem que seja superficialmente a divisão do país. O Totalitarismo Comunista ao Norte e o capitalismo e liberdade de iniciativa no sul americanizado. É o que sempre digo, se for para escolher um lado e um regime não tenho dúvidas qual, e vocês?
Em um momento do programa o avô da garota que vive no Sul se emociona ao falar que gostaria antes de morrer de ver a vila onde foi criado, o túmulo de seus pais e poder chorar. É um dos milhões de família divididas por uma ditadura mundo afora.
É aí que se pode concluir a sorte dos Sul-Coreanos que tiveram os EUA como aliados e puderam escapar do comunismo.
Resta-nos torcer e rezar pelo Norte da Península a um dia se libertar da fome da opressão socialista. Contra essa opressão e violação dos direitos humanos não vemos abaixo-assinados de artistas e intelequituais brasileiros.

Jogos do Poder

Primeiramente peço perdão pelo sumiço, mas o tempo é exíguo. Como só posso publicar a noite, muitas vezes ou não dá tempo ou o cansaço me vence.
Como se pode perceber, gosto de falar de filmes e História. Nessa linha irei falar sobre o filme que assisti ontem "Jogos do Poder", originalmente chamado de Charlie Wilson´s War que é a história de um congressista norte-americano, que não prima pela moralidade, entretanto, sensibiliza-se com a guerra no Afeganistão e o drama dos refugiados e dilacerados e com a ameaça à segurança americana se a invasão soviética tivesse continuado e chegado ao Golfo Pérsico. Afinal, por que a URSS invadiria o Afeganistão? Eu não havia pensado nisso, é óbvio, eu sei, mas realmente não havia visto nada de concreto sobre o assunto.
Até então o máximo que vi sobre a Guerra do Afeganistão foi no filme em que Rambo iria aquela terra lutar contra os soviéticos....rs
Brincadeiras a parte, Jogos do Poder é baseado em fatos reais e é uma história instigante, mas evidentemente, pode se tornar massante à queles desinteressados em geopolítica, neste caso é melhor ver películas como Meu vizinho Mafioso, Austin Powers e por aí vai.
É mais uma oportunidade em ver o horror que o Comunismo trouxe ao mundo, e lamento muito o país que após se libertar dos soviéticos, cujas atrocidades o filme apenas relata um pouquinho, cair nas mãos dos Talebans. Neste tipo de conflito também vemos a hipocrisia dos "liberals" em que o suposto pacifismo e a opção pela omissão, escolhe claramente um dos lados, e que é o do mais forte.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

SP investe mais que governo federal

Muito interessante a reportagem do Valor sobre os investimentos no estado de SP.
O jornalismo costuma repetir siglas como PAC, mas não as relativizam com outros tipos de investimentos de forma a deixar mais clara a ordem de grandeza.
"Serra está investindo em São Paulo mais que o governo federal em todo o país com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que é coordenado pela ministra Dilma Rousseff (PT), sua provável adversária em 2010. No ano passado, o governo paulista investiu R$ 9 bilhões e o PAC, R$ 8 bilhões. Neste ano, desembolsou R$ 12,7 bilhões até outubro, enquanto o governo federal liberou apenas R$ 8,2 bilhões para seu programa prioritário. "
Eu que já sai de SP há alguns anos as vezes vejo pessoas de outros estados achando que o governo federal privilegiaria aquele estado. Tá aí gente, o próprio estado procura recursos, faz concessões, torna mais eficiente a arrecadação. Não é característica paulista ficar culpando outras unidades federativas por sua virtual incompetência.
Mãos a obra!

domingo, 9 de novembro de 2008

O ditador de Caracas

Os esquerdistas e os politicamente-corretos contestam as acusações de uma ditadura na Venezuela. Eles dizem que lá tem eleições e, portanto, se trata de uma democracia. Teve até uma pessoa famosa que disse que há "democracia demais" no país vizinho.
Em relação às eleições, não tenho dúvidas que elas existem, mas sempre respondo da mesma forma. No Iraque também havia eleições e Sadam atingia quase que a unanimidade, mais de 99% dos votos. Cuba também tem algumas formas de votação. O sucesso da administração da ilha é tamanho que teve um "presidente" por mais de quarenta anos e que conseguiu deixar o irmão como sucessor, mais um paradigma de "democracia". E tem gente que acredita nisso, inclusive escreve em jornais, dá aulas em universidades públicas e vai à televisão!E ainda temos que ouvir que ditadura são os EUA que invadiram o Iraque e tem o Bush....
Agora o presidente venezuelano ameaçou usar tanques em caso de vitória da oposição no estado de Carabobo, uma unidade regional daquele país. Quem quiser mais detalhes pode verificar em: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int274735,0.htm
Esta é a democracia bolivariana. Mesmo que a oposição vença e o coronel não coloque os tanques na rua, é um caso claro de interferência nas eleições, ou alguém tem dúvida que alguns eleitores amedrondados não podem simplesmente ceder à chantagem?
Escutem o que estou falando.. Caso a oposição vença e os tanques não tomem as ruas, vai ter gente achando que é natural este tipo de declaração em um regime democrático.
Grande parte da América do Sul, e da Central, infelizmente está vendo erodir sua institucionalidade. Tem presidente que impede que funcionários de uma empresa deixem o país, o que claramente é uma atribuição do judiciário se couber, outra encampa fundos de pensão outros tomam empresas e outro é mais explícito, coloca os tanques nas ruas.
Deve ser culpa do imperialismo americano, nada de incompetência.

sábado, 8 de novembro de 2008

Os riscos de deflação

Não estou localizando o artigo que irei abordar, mas não é por isso que deixarei de comentar.
Li ontem um artigo do Economista Yoshiake Nakano em que ele alertava para os riscos de uma deflação global.
Primeiramente vamos conceituar. Deflação e recessão são coisas distintas. As economias centrais já entraram em recessão que é a queda no produto. Isso já é fato, mas bem distinto de deflação.
Deflação seria o contrário de inflação, ou seja queda no índice geral de preços.
Em um país com a memória inflacionária como o nosso parece até ser bom, uma queda de preços, bom para o consumidor, não?
Ao contrário do senso comum a deflação seria sintoma de algo gravíssimo, a queda generalizada, aliás, selvagem nas vendas, uma recessão muito profunda, e conseqüentemente, desemprego galopante. Isso ocorreu nos anos 30, a Grande Depressão, e foi desastroso. Abaixa-se os preços esperando que as pessoas comprem e em muitos casos se posterga o consumo, tornando-se como uma profecia auto-realizável.
Mas a economia mudou nas últimas sete décadas. A economia se oligopolizou e os preços flexíveis, flex prices, reduziram drasticamente sua participação na cesta de consumo da população. A forma de ajuste nos preços dos oligopólios evitando uma guerra de preços que pode ser danosa para os próprios, numa guerra sem vencedores, mudou a lógica e acredito seja quase impossível uma deflação.
Mas uma coisa falo, se ocorrer ta deflação de preços se preparem é porque a coisa está muito, mas muito feia!
Sinceramente, considero isso muito improvável.

O Bloqueio a Cuba

Ontem conversando com alguns amigos percebi que eles estavam bastante esperançosos do fim do bloqueio dos EUA a Cuba.
Apesar de ter grande apreço por eles ocorreu divergência sobre o tema, o que é bom, afinal estamos numa democracia e não em Cuba.Podemos discordar.
Eu expus meu ponto de vista, que não deveríamos minimizar o regime cubano, uma ditadura quase que dinástica, o poder passou para o irmão (não foi filho é verdade), que restringe as liberdades individuais e responsável por execuções. Algumas poucas fotos podem ser vistas no blog do Reinaldo Azevedo e em diversos outros sites na internet. Eu disse que acho uma coisa de positivo no final do embargo. O embargo é o inimigo externo, o culpado de todos os males na ilha. O fim dele acabaria com as desculpas sobre o fracasso do regime cubano.
Um dos colegas me questionou se Cuba ainda tortura, sabemos que lá é uma ditadura, se alguém conhecer sites a respeito das violações aos direitos humanos naquele país é só comentar aqui.
Só uma coisa tenho certeza. Os cubanos preferem se arriscar em meio a tubarõs do que ficar na ilha-prisão.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vigilância da Mídia

Alguns amigos do site Vigilância Democrática, http://www.vigilanciademocratica.org/ , me propuseram observar mais atentamente o que tem sido escrito de bom e ruim em nossa imprensa. Devemos nos manifestar e deixar clara nossa concordância ou discordância, sobretudo naqueles casos em que sentimos no ar desonestidade intelectual, "isentismo" e o parcialismo esquerdopata.
Fica o convite quem tiver afim de participar por favor me escreva. É importante que acompanhemos criticamente a mídia nacional e também as mídias locais.
Meu email é: allanrc@yahoo.com

sem br

Ditador em solo brasileiro.

A pedido da amiga deste espaço a Elke lembro da campanha que o Reinaldo tem divulgado em seu blog sobre a vinda do ditador Raul Castro ao Brasil e a questão dos direitos humanos.



Do Blog do Reinaldo Azevedo:


"Enviem mensagens para o Movimento Nacional pelos Direitos Humanos repudiando a presença do assassino Raúl Castro em solo brasileiro. O e-mail é este: mndh@mndh.org.br."

Queria pedir que se alguém ainda lê este blog aqui rs, e tem um blog, me mande um comentário que irei colocar como link. Já adianto e divulgo um belo blog do Zé Costa. o endereço é:
Amanhã vou ver se escrevo mais. Hoje tou bem cansado, tá dificil até pra dormir neste calor.
Meus conterrâneos de SP devem estranhar pois lá tá frio hehe
Isso que dá viver em um país continente rs
Que bom.
temos climas pra todos os gostos .

sábado, 1 de novembro de 2008

Um pitaco sobre a crise

Ainda não me manifestei sobre a crise financeira internacional que deixou de ser norte-americana há um bom tempo.
Pelo noticiário vemos que a volatilidade das bolsas está elevadíssima, os bancos centrais tem atuado de forma bastante vigorosa e a Argentina teve sua classificação de risco rebaixada por méritos da incompetência de sua administração.
No fundo nenhum analista sabe exatamente o grau em que esta crise afetará a economia real. Entretanto, a teoria econômica mostra a capacidade dos bancos de "gerar" moeda através do multiplicador bancário. Como a incerteza aumentou drasticamente os bancos tendem a ser bastante conservadores ao emprestar, e em um país com juros altos como o nosso, pode ser mal negócio correr o risco de inadimplência, reduzindo o crédito que é o elástico da economia.
A tendência é a desaceleração sobretudo, no ano que vem, haja a vista que o PIB norte-americano já retraiu o que está arrastando a economia euopéia e certamente afetará a China e todo os demais paises. Neste cenário já vemos conseqüências sobre os maiores parceiros comerciais do Brasil. São eles os EUA, Europa, Argentina e China, faltou algum?
Não acredito que o Brasil enfrente uma recessão, mas um país com as carências e o potencial crescimento como o nosso, um crescimento de 2% leva ao aumento na taxa de desemprego.
Certamente, esta crise vai durar alguns anos, e em 2010 ela deve de alguma forma ter efeitos eleitorais.

A cor e o cargo

Será que a cor da pele deve influenciar a eleição de alguém?
A onda politicamente correta se diz preocupada dizendo que o racismo pode atrapalhar o seu queridinho Obama, mas aí pergunto, será que o fato de ele ser de uma "minoria", aliás com tanto dinheiro que ele arrecadou pra campanha acho que a minoria aí o o Mccain rs, isso não o favorece ao invés de atrapalhar?
Não é cretinismo e desonestidade intelectual criar o clima de que quem não vota no Democrata seria racista? Onde está a liberdade de se achar o Mccain melhor?
Cadê a liberdade meus caros?
Por falar nisso, a imprensa brasileira tem se comportado de maneira muito interessante na cobertura dessa campanha norte-americana. O mais curioso é que se observarmos as plataformas de governo a princípio, Obama seria pior para o Brasil pelo simples fato de ser mais protecionista. Mas o oba oba é incrível.
Ainda sobre a campanha. A demonização feita contra a Sara Pallin, dentro do EUA, mas também fora, parece que deu certo. A cretinice chegou a tal grau que se contexta a experiência da Governadora do Alasca para ser VICE-presidente, mas ninguém contesta a inexperiência de Obama. Indubitavelmente, a grande imprensa e o dinheiro, vide financiamento de campanha, favorecem fortemente os Democratas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

The Tudors

Hoje tem mais um capítulo da série The Tudors no canal People and Arts. The Tudors conta a história do reinado de Henrique VIII, um sujeito nefasto que por puro interesse pessoal e despotismo rompeu com a Igreja. Foi um rei que cortou relações com o Papa para se casar novamente e que para se impor mandou martirizar inúmeras pessoas de grande fé e que para completar condenou a segunda esposa a morte... Hoje a série deve mostrar a execução desta mulher... O interessante é que ele fez tudo isso, pois queria casar-se novamente para ter um filho varão, mas inexplicavelmente mesmo trocando de mulheres, não consegue. Será que é a mão de Deus? Não ouso afirmar nada a respeito, mas é um pensamento que ocorre para quem acompanha tal reinado.
A primeira temporada mostrou que a Igreja cresceu no sangue dos mártires covardemente perseguidos por tal sujeito. As histórias de São Thomas Moore e do Cardeal Fischer são emblemáticas, quem puder sugiro que faça uma pesquisa a respeito.
Em tempos em que a igreja é tão atacada, é interessante ver a coerência que o Vigário de Cristo teve mesmo ao custo de "perder" a Inglaterra. E hoje vemos muitas personagens da história Britânica se declarando ou tidas como Católicas. Tony Blair atualmente é a mais nova, a namorada de um dos príncipes, e pasmem a Rainha Mãe.
A Igreja Anglicana está implodindo, pois não está construída sobre a "Pedra" ( Cefas) escolhida por Jesus.
Independente de sua religião, se tiver acesso a esse canal, sugiro que não perca essa série, ou então aprofunde-se nessa história. Sobretudo, a respeito de São Thomas Moore e o Cardeal Fischer que mesmo após quinhentos anos são lembrados e que certamente continuarão na memória das próximas gerações.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Vigilância Democrática

Amigos,
sugiro que leiam os artigos do Vigilância Democrática no seguinte endereço: www.vigilanciademocratica.org
Para quem esteve no evento aqui ontem, viu o professor Paulo Cramer citar o Dr Batista de Campinas. Batista é meu amigo e também escreve neste site! rs
Não deixem de conhecer o Vide, tem excelentes textos lá!

Mais fotos em breve

Antes que eu me esqueça. O João Felipe levou câmera e também bateu fotos. Assim que ele me enviar as fotos publicarei aqui.

Ontem com Tio Rei

Como prometido irei relatar o evento de ontem aqui em Brasília. Ressalto a minha ansiedade em dividir esta experiência com vocês mesmo após noites mal dormidas nesta onda de calor que assola Brasília .
Quando estava chegando à livraria, já dentro do Shopping Pátio Brasil encontrei um grande amigo, o João Felipe, o que tornou a noite ainda mais animada, pois ele já havia iniciado a leitura de " O País dos Petralhas".
Chegamos por volta das 18:30 e tinha muito poucas cadeiras, a maioria já estava ocupada. Como é bom vermos uma reunião de direitistas hehe, aliás, modéstia a parte nós direitistas somos bem animados..rs. Fica aqui uma dica a quem irá ao lançamento em outras cidades, só pega o chapéu quem comprar o livro na hora... E sem dúvida, foi de muito bom gosto esta distribuição dos chapéis. Parabéns à editora!
Não posso negar que após uma noite pessimamente dormida pensei duas vezes antes de ir ao evento, pensei, ah o Reinaldo apenas dará uma palestra curta pois o foco será a noite de autógrafos. Mesmo assim resolvi ir, afinal, não é todo dia que temos uma oportunidade dessas ainda mais considerando que ele não reside no Distrito Federal.
Agora vem a melhor parte. A palestra foi excepcional! Uma hora de palestra, contando a abertura para perguntas, da melhor qualidade, sorte que gravei a verei novamente. Vou ver a viabilidade de disponibilizá-la aqui no blog, no entanto, admito que informática não é meu forte.
Uma má notícia, aos apreciadores de vinho, não vá dirigindo. Pelo menos aqui em Brasília foi servido vinho Apreciei um pouco do branco. Quando os vi servindo, pensei...Será que é de graça? No fim peguei uma taça e não me cobraram. rs
Ah o Reinaldo é muito simpático e alegre! Foi um prazer conhecê-lo Reinaldão! Brasília o aguarda de braços abertos!
Fica o abraço à todos vocês!

PS: Constantine, não me esqueci de suas fotos e de seus filhos... Fui eu quem tirou rs

Petralhas em ação.

Bem meus amigos,

Identifico uma pequena invasão Petralha neste Blog. Vamos manter o alto nível do debate, que é a nossa principal característica, mas parafraseando um ex presidente : " Não me deixem só" rs

Estou de volta

Primeiramente quero agradecer as visitas e os inúmeros comentários neste Blog.
Meu nome é Allan e espero que possamos manter contato já que temos muito em comum.
Jajá escreverei sobre a fantástica noite de ontem!
Qualquer coisa meu email é allanrc@yahoo.com
abraços,
ALlan!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O País dos Petralhas com Reinaldo Azevedo






Dona Reinalda vai ficar com ciumes, vejam o detalhe... hehe









O País dos Petralhas com Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo e o Senador Agripino Maia DEM/RN





O País dos Petralhas com Reinaldo Azevedo


Esse sou eu a carater hehe

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Conservadores e liberais no Brasil pós 64.

Muito se debate nos círculos universitários a respeito da propalada aliança Liberal-Conservadora, algo que no Brasil é difícil se verificar.
Provavelmente os comunas que adoram acusar essa eventual aliança pelos males do Brasil estejam com a cabeça nos EUA.
Os republicanos nos EUA de fato tem um discurso não intervencionista e conservador. Em relação ao conservadorismo, de fato os Republicanos são referência mundial o que mostra a religiosidade de grande parte do povo americano. Em relação ao liberalismo, de fato os Democratas são mais protecionistas, entretanto, no tocante ao gasto público os republicanos são muito mais flexíveis, o que tem gerado enormes déficits gêmeos. Austeridade e liberalismo da boca pra fora, mas evidentemente, estão longe de ser estatistas soviéticos, o que seria incompatível com a sociedade plural e de grande pujança econômica como os EUA.
Parte de nossos intelectuais acusam a tal aliança “Liberal-Conservadora” da revolução de 1964, tenho dificuldades em engolir tal versão. Admito que no mandato de Castelo Branco a dupla Campos/Bulhões procurou arrumar a casa na área econômica. De fato Roberto Campos foi um dos expoentes do liberalismo brasileiro, entretanto, nesse mandato tivemos a reforma do sistema financeiro com a criação da correção monetária, instituição do FGTS como poupança compulsória entre outras ações que não primam pelo liberalismo econômico. Evidentemente, quando deparamos o governo do general Castelo Branco com outros que estavam por vir, certamente ele foi o menos heterodoxo.
Acusar o homem forte de governos seguintes, o então ministro Delfim Neto, de liberalismo, se trata de pura ignorância. Controle de importações, política fiscal expansionista, controle de taxa de juros, são instrumentos bastante heterodoxos.
Certamente nossos militares eram anticomunistas, entretanto, isso jamais os colocaria como arautos do liberalismo e da economia de mercado. Sem dúvida alguma, foram bastante estatistas e certamente a “esquerda” tupiniquim tão crítica do tal neoliberalismo deveria admitir que liberais nossos generais não foram!
Bem, quem leu o texto até aqui acha que sou adepto do liberalismo Friedmaniano, mas não sou. Apenas quero ilustrar o equívoco bastante difundido por muitos.
Observando nosso processo histórico fica claro que na atual conjuntura não temos nenhum partido autenticamente conservador, não temos nada que sequer se aproxime disso, como é o caso dos Republicanos e também não temos nenhum partido Liberal, puro sangue.
Entretanto, com as reformas econômicas nos anos Collor e FHC, muitas no sentido pró-mercado com desestatização, abertura comercial, liberalização de capitais, há a impressão em que o país passou por um surto de liberalismo. Não tivemos governos de Chicago Boys, mas sem dúvida procurou se criar um ambiente de negócios mais favorável, em um país de cultura notadamente estatista. e anticapitalista.
Os liberais no Brasil, deixando bem claro que liberal não é necessariamente conservador e vice-versa, tem um discurso bastante pobre. Geralmente miram seus canhões apenas para a questão de aumento de servidores públicos, mas nunca para formas de modernização da máquina. E quando escrevo modernização, me refiro à despolitização de funções técnicas, o que significa quadro de pessoas qualificadas e isso implica sim gasto público. Chega a ser autista o discurso de que se paga quase 10% do PIB com pessoal, eu não sei qual o valor ideal, só sei que ao invés de se preocupar com esse número é dizer como poderia ser menor que isso, não que eu ache isso impossível, longe de mim, acho importante a redução radical de cargos comissionados e profissionalização de toda máquina pública, em linha com o que ocorre com algumas carreiras do funcionalismo atual. Esse discurso liberal desprovido de conteúdo é o mesmo que ir pregar ao deserto, está fadado a perder nas urnas.
Quanto a defesa dos valores de família, respeito e religiosidade, hoje não temos absolutamente nada que represente essa trincheira no país, diferentemente dos EUA conforme já exposto. E arrisco dizer que nossa cultura é essencialmenet conservadora, basta conversar com o povo e ver que grande parte quer punição rígida pra bandidagem, punição de menores infratores de forma exemplar, algo que a legislação atual não permite, muitos adeptos da pena de morte e a maioria absoluta é contra o aborto. Somos uma sociedade conservadora governada há décadas por “liberals” no sentido americano da palavra. Há um vácuo político e incrivelmente ninguém o ocupa.
Pobre política nacional.
Portanto, o discurso economicista cretino acabou, a inflação foi debelada, a economia está muito mais estável, os liberais ainda vão ficar falando apenas em economia? Sem dúvida a economia é importante, a pobreza no Brasil é enorme, mas a proposta liberal para isso se resume a corte de gastos públicos? A Economia resolve tudo?
O povo que ter maiores salários? Claro que quer! Mas também quer Educação, Saúde e sobretudo Segurança Pública! Qual a proposta liberal par ao transporte? Corte de gastos públicos? Entendem onde quero chegar?
Uma sociedade violenta como está a nossa com a desagregação familiar, com uma juventude de famílias desestruturadas e sem valores fortes, qual a solução? Descristianizar? Dar pílulas do dia seguinte à adolescentes? Isso é ser “liberal” o indivíduo resolve tudo, não precisa de instituições não precisa da família, da Igreja, de nada. Será que é mais importante debatermos a taxa de juros que isso se resolve?
A organização social transcende a questão econômica e uma sociedade com valores corrompidos não fica de pé. Na economia precisamos usar bem o dinheiro à disposição, nossa carga tributária é alta? Sem dúvida, desburocratizar é importante, mas isso soluciona nossa desestruturação familiar? Claro que não. Ai que ta
Conservadores Uni-vos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Um país sem heróis

Não é preciso ser nenhum expert em História para perceber o desdém com que nós brasileiros tratamos nossas figuras históricas. Ao contrário dos EUA em que se tem total respeito aos Foundig Fathers, ou Pais da Pátria, aqui em nosso país ridicularizamos tudo, até mesmo Dom João VI em que sua vinda consolidou nossa nação e abriu caminho para a independência.
Mas nós somos muitos espertos, os portugueses que não eram, não é verdade? Veja só um país como Portugal pequenino com a Espanha que se tornou em seguida a maior potência do mundo, mesmo após a União Ibérica, levou nosso país a ter um território muito maior.
Tivemos Dom Pedro II, um homem de grande cultura , José Bonifácio, Joaquim Nabuco, aliás quantos brasileiros já ouviram falar de Joaquim Nabuco, ou Partido Abolicionista? Quantos leram sua obra prima, O Abolicionismo? Acho que muito poucos, estávamos mais ocupados em nossas escolas com a doutrinação pseudo-marxista em voga. Não houve tempo para conhecer o Movimento Abolicionista... Hoje os nossos governantes estão mais interessados em que aprendamos História da África, aliás qual África até hoje não sei, afinal é um continente completamente heterogêneo, ao invés da nossa própria História.
Posso estar errado, não sou psicólogo, sou um simples blogueiro, mas para onde é canalizado esta "falta" de heróis? Digo falta de heróis pois, não tivemos sequer o direito de comemorar os 500 anos de nosso país, os bate-paus esquerdistas fizeram inúmeros protestos de forma a desgastar o presidente da época, tudo para chegar ao poder! Tudo pelo poder! Temos que nos envergonhar de tudo, destruir nossa nacionalidade.
Não é esconder nosso passado, mas é ficarmos felizes por muita coisa ter mudado e por termos hoje um país pacífico, com fronteiras definidas e com um futuro e passado em comum. Se formos viver apenas de ressentimentos, vamos nos matar aqui, aliás nenhum país do mundo conseguiria conviver, imagine a Europa, que teve "opressores" Romanos, Francos, Vândalos, invasão Árabe , os Bárbaros e por aí vai... Isso é o que tem ocorrido na África, uma etnia matando a outra por causa do formato diferente do nariz...
Bem fugi do assunto, penso que toda essa necessidade de referências é conduzida para o esporte. Nestas Olimpíadas temos tido cenas grotescas. Chegamos ao cúmulo de um atleta pedir desculpas, desculpas pelo que? A mim ele não deve desculpas alguma, pode ficar com a consciência tranquila, meu amigo.
O Brasil provavelmente está se tornando piada no exterior, nossos atletas choram quando vencem, quando perdem, quando dão entrevistas, enfim, se banalizaram as lágrimas. A televisão já vai entrevistar com aquela expectativa de "emoção" afinal o povo gosta, brasileiro é emotivo... Parece aquele quadro do Faustão em que um artista dá entrevista, se colocam parentes, amigos que perderam contato, até que enfim, o ator chora!! Fantástico, o objetivo foi alcançado.
Sei que lancei um bando de idéias nestes texto, a concisão não é a melhor, mas enquanto não observamos que em nosso passado há grandes figuras em quem se espelhar, ficaremos tristes como se tivessemos perdido uma guerra, quando levarmos um Gol, ou perdermos um set.
O Brasil não se encerra em quatro linhas, o Brasil é muito maior.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Karol – O Homem que se tornou Papa.

Neste final de semana assisti ao filme “Karol - O Homem que se tornou Papa”. O nome do filme deixa claro que se trata da trajetória de Karol Wojtyla, mais conhecido pelo nome escolhido após o conclave de 1978, Papa João Paulo II.
A história do primeiro Papa eslavo é comovente. Karol viveu em um país espremido entre potências militares, a União Soviética de um lado e a Alemanha do outro.
Na eclosão da II Guerra Mundial, a Alemanha Nazista invadiu a Polônia. A violência foi tamanha que Karol, junto com seu pai e milhares de compatriotas retiram-se da cidade rumo ao leste, após caminhar cerca de duzentos quilômetros são surpreendidos pela invasão soviética. Os poloneses vivenciaram o acordo macabro entre Hitler e Stalin que dividira a Polônia.
O intuito dessas linhas não é o de contar o filme, mas sim aguçar a curiosidade do leitor quanto à história daquele que é para muitos a maior personalidade do século XX. Este filme não é apenas recomendado aos católicos, mas sim a todos aqueles que sonham com um mundo livre, mas curiosamente também àqueles que simpatizam com regimes como o socialismo.
Costumo dizer a meus amigos, que nós estudamos o socialismo, nazismo e totalitarismos em geral a partir dos livros. Com o Papa João Paulo II foi muito diferente. Ele sentiu na pele as agruras que estes regimes totalitários impõem aos seus cidadãos-vítimas.
Em alguns livros se aprende que o socialismo é lindo e maravilhoso! Uma verdadeira utopia! O céu na Terra. Por isso recomendo que todos vejam a história de Wojtyla e que o espectador tente se colocar no lugar dos poloneses que por tantos anos sofreram com a repressão dos dois mais cruéis regimes que assolaram o mundo. A partir daí, é possível se tirar as próprias conclusões.
A luta de Karol não foi com armas foi com amor. A dor e a fé são constantes no filme, a perda e o reencontro de amigos, sua vida clandestina no seminário, que foram fechados primeiro pelos nazistas e em seguida pelos comunistas, os riscos e as perseguições aos sacerdotes, a perseguição e extermínio dos insurgentes. Para se ter uma idéia, os nazistas em pouco tempo eliminaram cerca de um terço do valoroso clero polonês.
A devoção do povo polaco também é tocante e a chegada de um dos seus ao trono de Pedro representou muito àquele povo sofrido, que com o amor e a fé derrubou as armas, derrubou o Estado Ateísta.
Vou parar por aqui para não estragar a surpresa que certamente este filme reserva a você. Mas adianto, Karol viveu sua fé intensamente levando alegria aos que sentiam dor e entusiasmo aos que necessitavam lutar.

sábado, 26 de julho de 2008

Sumido

Andei sumido, eu sei!
Mas estou de volta.
Ultimamente tenho me dedicado muito a leitura, sobretudo sobre a Igreja e descobri coisas belíssimas.
Estou lendo " Deus e o Sentido da Vida" de Rafael Llano Cifuentes. Dom Rafael, Bispo de Nova Friburgo é iluminado. Belo livro, indico sobretudo, aos ateus e aos que tem pouca fé, sobretudo os racionalistas. Ele trava um debate com estas linhas de pensamento em seu livro.
Adianto que fiquei muito impressionado com a Imagem da Virgem de Guadalupe, um milagre fantástico, o milagre Eucarístico de Lanciano e o Milagre dos Milagres de Nossa Senhora do Pilar.
O Chamado no livro de Milagre dos Milagres me chama a atenção também pois se realizou na data de meu aniversário e a Igreja mais famosa perto da casa onde cresci em Ribeirão Pires/SP é a de Nossa Senhora do Pilar!
Recomendo fortemente.
Estão curiosos sobre estes fatos? Pesquisem na internet. Tem farto material e fotos. Aproveitem.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

São Josemaría Escrivá

Quero deixar minha homenagem, pois é dia de São Josemaría Escrivá. Peço-lhe humildemente que continue intercedendo por nós. Os Católicos devem ser gratos pela Obra que São Josemaría foi instrumento de construção sob inspiração divina.
São Josemaría intercedei por nós.
Hoje é dia de festa!

domingo, 1 de junho de 2008

Histeria esquerdopata.






Mais fotos do antigo Touring e fica a pergunta. É Cultura afro-brasileira?
Podemos ver nestas fotos até onde a histeria esquerdopata está levando o país. Minha avó era filha de italianos e ela se vestia normalmente, e com todo respeito, não andava com indumentária de pizzaiola...
Nenhum negro brasileiro se veste desta forma! Aliás, arrisco dizer que não existe uma cultura afro-brasileira, existe sim uma cultura brasileira que é a fusão de diversas influências. Mas já que querem forçar a barra poderiam mostrar algo como a capoeira, o acarajé na culinária e por aí vai.

Cultura Afro-Brasileira?




Publico algumas fotos que tirei da frente do antigo Touring próximo à Rodoviária do Plano Piloto em Brasília.

sábado, 17 de maio de 2008

Queima da Bandeira Brasileira no Paraguai.

Interessante a reportagem do Estadão sobre a queima da bandeira brasileira no paraguai por um aliado do presidente Lugo. O homem mal assumiu e o Brasil já aceitará "renegociar" o tratado de Itaipu. Vejam o texto em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080517/not_imp174124,0.php
Agora vamos ficar calados quanto a ameaça a nossos irmãos brasiguaios? É assim que devemos deixar tratar nossos cidadãos?
Alguns brasileiros sofrem de terceiro-mundismo, acham que vamos formar uma "comunidade" latino-americana, ignorando toda nossa história do continente.
Primeiramente, somos também ibero-americanos, mas devemos lembrar que mesmo entre os países de mesma língua, no caso a espanhola, nossos vizinhos não se entendem. Caso se entendessem, não teria havido tanta desintegração territorial gerando esse número tão grande de países.
Segundo, somos um dos maiores países do mundo, arrisco dizer que em terras habitáveis, somos os maiores, os outros países baleias tem climas quase que inabitáveis (EUA tem o Alaska, Rússia Sibéria, etc.). Temos unidade linguística e uma economia que se destaca se compararmos com nossos colegas de fronteira. Portanto, somos os "EUA" da América do Sul, somos os "imperialistas", basta verificar o comportamento de muitos de nossos vizinhos com nosso país. A inveja é patrimônio latino-americano. Aliás, dentro do nosso país isso também ocorre, no caso o bode expiatório é sempre São Paulo.
Quero deixar claro que não estou defendendo de forma alguma a beligerância, até porque está clara que a agressividade não parte do Brasil, mas penso que nosso país deve marcar posição e defender nossos interesses. O Paraguai quer aumentar o valor da energia? Sem problemas! Lancemos como contraproposta eles arcarem com metade de Itaipu, por que não?
Vejamos que o discurso do político paraguaio está em linha com o que escutamos sempre em nosso país "É injusto que um brasileiro tenha 50 mil hectares de terra e muitos paraguaios não tenham um pedaço de terra." Vou ser sincero com os senhores, quando vejo algum político ou "movimento social" falar em injustiça social tremo na base. As maiores barbaridades que ocorreram na humanidade surgiram neste contexto.
E por falar em terras...Quanto a Roraima... Ontem vi na TV Senado, muitos parlamentares defenderem que a demarcação de reservas passem pelo crivo daquela casa. Acho correto, não devemos deixar esta decisão sem a análise dos parlamentares. Quanto à expulsão de brasileiros da fronteiras, estamos na contramão do mundo, a política sempre foi habitar as fronteiras, até porque pouca gente se dispõe a desbravar terras tão distantes e quando se instalam e produzem alimentos, ficam sobre a ameaça de desterramento. Fico muito decepcionado com isso, afinal tem títulos de propriedade do século retrasado e outros estão produzindo antes de meu próprio nascimento...Faz tempo!
Como sempre escrevo, esta política de "identidades" só separa as pessoas, temos que ser tratados todos como brasileiros, afinal aqueles "índios" deixaram de ser nômades há muito tempo, eles são cidadãos como nós. Aliás, um parênteses, um "líder" indígena tentou jogar água em um parlamentar em plena câmara, se eu fizesse isso, o que ocorreria? Será que seria detido?Acho que sim.
O grande retrocesso da ditadura militar foi a universidade ter sido dominada por este pensamento atrasado , este esquerdismo bocó, esta é a raiz da cobertura viesada de grande parte da opinião pública, inclusive de jornais ditos "conservadores".
Quanto à reserva Raposa Serra do Sol estou otimista, tenho certeza que o STF agirá com bom senso, mas quanto ao destino dos brasiguaios... Sei não, este não depende de nossa justiça, mas da firmeza de nossa parte e da intransigência dos nossos hermanos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Papa impedido de se expressar em.....ROMA!

Acabo de ler um belo texto no Blog do César Kyn (http://proliberdade.blogspot.com/), tão bom que vou colocar abaixo para que vocês também possam ler, imperdível:
Recebi o texto abaixo por e-mail. Faço parte de uma lista de discussão chamada Pagnosiologia. Não sei quem é o autor do texto, mas recomendo a leitura.See you later, alligator. Quando os cientistas mandam, todos devem obedecer. Do alto de sua pretensa racionalidade impassível de erro, falha ou deslize, os arautos da modernidade pontificaram: não há lugar para Bento XVI na Universidade La Sapienza, em Roma. No princípio deste ano, 67 mentes iluminadas da instituição prepararam um abaixo-assinado manifestando-se contrariamente à visita do papa, que abriria o ano letivo com uma aula magna, e trataram de incitar os jovens estudantes para que se indispusessem com a chegada do vigário de Cristo. Sempre dispostos a defender o baluarte da liberdade de expressão, desde que apenas e tão-somente a deles próprios, enxotaram sem muita cerimônia a maior autoridade intelectual do catolicismo, mediante aquela fúria pseudoletrada característica que jamais dispensa epítetos pouco singelos como "reacionário" e "obscurantista". Ô, gente antipática.Alguns podem crer que, no curso destes recém-completos três anos de um papado imbuído de preocupações elevadas – como a preservação da fé, o diálogo ecumênico, a bioética, a sustentação do conceito de verdade e a defesa obstinada da vida em todas as suas etapas –, um episódio como o sucedido represente pouco, quase nada. Que não se enganem: ele foi enormemente significativo, revelador de muitos dos embates dos quais a Igreja Católica não poderá se escusar caso queira permanecer forte, influente e norte moral a milhões e milhões de pessoas.O campo de batalha é a arena pública, palco dos debates contemporâneos, e, especialmente, a academia. Contudo, nem sempre o espectador, mesmo o mais atento, é capaz de diferenciar os diversos exércitos recrutados em nome do iluminismo chinfrim. Se a intenção é, como nas palavras de Voltaire, "esmagar a infame", toda sorte de relativistas, secularistas, pragmatistas, utilitaristas, materialistas, ateístas e multiculturalistas, exemplares cada vez mais confusos e internamente contraditórios, não hesitam em dar as mãos, nesta espécie de "We are the world" em tributo a um laicismo maquiavélico, de conseqüências perigosas.Aos pouquinhos, a religião é empurrada para fora da vida democrática natural, apequenada e aprisionada àquilo que os partidários de uma moralidade laica chamam de "esfera íntima". Todo argumento alicerçado em concepções religiosas de mundo é automaticamente desqualificado da contenda, sob a acusação de que seria imposição de uma fé particular à totalidade dos cidadãos. Mas eis que surge o problema: por mais cética e filosoficamente embasada que seja, toda dúvida demonstra uma série de outras crenças, que às vezes passam despercebidas até mesmo por seus enunciadores e que podem ser tão dogmáticas quanto quaisquer outras. Se, afinal, todos os valores são relativos, por que não incluímos na lista os defendidos por estes intelectuais ativistas?De certo modo, o expediente não é nada novo. Com ares de sofisticação, basta que se recauchute a decrépita retórica sofista, seja com os malabarismos retóricos de Rousseau, a exuberância lingüística de Nietzsche ou a baderna filosófica pós-moderna. O importante é preservar a experiência de que tudo o que é sólido se desmancha no ar. A roupagem não faz muita diferença.Ignorando propositadamente que todas as civilizações conhecidas tiveram alguma expressão do transcendente, a fim de preservar uma abertura da alma e da inteligência àquilo que não pode ser explicado pela mera captação sensorial, os embaixadores da modernidade – este tipo particular de diabo-da-tasmânia, que devasta, destrói e destroça todas as compreensões tradicionais de organização que nos trouxeram até aqui – sabem perfeitamente que uma vez que assolada a metafísica, só o que sobra é a força, o domínio, o poder.Para o bem da nossa inteligência, Bento XVI está perfeitamente ciente de todo este imbróglio e absolutamente preparado para conduzir a Barca de Pedro por estes mares insólitos, unindo, acima de tudo, fé e razão. Podem mistificar, sacolejar, confundir, teorizar e bagunçar. Não importa. Os valores fundamentais permanecem incólumes. E resta-nos a felicidade de perceber que o chão sobre o qual nos detemos é muito maior do que a extensão coberta pelos nossos pés.

domingo, 4 de maio de 2008

Santos Mártires


Esta foto está no álbum de fotos de meu amigo Sebastian. Acho ela sensacional, pois mostra claramente a perseguição sofrida pelos cristãos. Vocês podem observar alguns prestes a serem devorados por leões e mesmo assim continuavam fortes em sua fé, e outros sendo queimados na Cruz.

A história conta que o Imperador Nero gostava de ter seu jardim bastante iluminado e para isso utilizava tochas humanas. Cristãos ficavam lá queimando e iluminando o jardim do Imperador.

Mesmo assim o Cristianismo venceu e continua vivo, graças a essas pessoas, muitos anônimos, e que devem ser sempre homenageados. Os restos mortais de muitos desses encontram-se hoje enterrados embaixo da Básílica de São Pedro no Vaticano. Dentre eles encontra-se Pedro apóstolo de Jesus que dá o nome à Basílica. Sugiro que visitem o endereço: http://www.fimdostempos.net/saopedro_primeiropapa.html leiam o texto e vejam a foto, uma cena belíssima e concomitantemente de arrepiar.

Aqui vai minha homenagem, lembrando que hoje existem muitos cristãos sendo perseguidos em alguns países desse mundo e pela ideologia ou totalitarismo socialista.
Que Deus proteja e dê força aos perseguidos.
Amém.


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Três anos em Brasília.

Hoje dia 1 de maio faz três anos que cheguei em Brasília. Nunca planejei emigrar de São Paulo e hoje estou há mais de mil quilometros de minha família.
Não posso reclamar, minha estadia aqui tem sido muito boa, fiz muitos amigos, me sinto em casa, o ruim é só a distância da família.
A temperatura aqui no planalto é bastante agradável, a seca é ruim, mas por um lado não tem aquele frio com garoa...
As festas juninas aqui são muito boas e o friozinho seco de junho é ótimo. Essa é a época do ano que mais me agrada aqui no cerrado.
Fugi do tema, mas o registro está feito. Estou há três anos em Brasília, e pelo menos no curto prazo, não tenho planos de ir embora.
Agradeço a acolhida.
ALlan

domingo, 27 de abril de 2008

Virada Cultural

Coloco abaixo notícias em que "rappers" reclamam do esquema de segurança na Virada Cultural em São Paulo/SP: http://guia.folha.com.br/shows/ult10052u396179.shtml
A Virada Cultural são inúmeros shows bancados pela prefeitura de São Paulo. Não há como criticar esta iniciativa, afinal, a idéia de difundir a música e levar entretenimento às pessoas é algo bastante louvável, o triste é que em nossos tempos, por maior que seja o esquema de segurança, nunca se tem certeza se retornaremos às nossas casas sãos e salvos.
Após o desastre no show dos Racionais no ano passado, em que houve confronto entre a polícia e vândalos veja em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135048.shtml e refresque sua memória, a prefeitura foi mais cuidadosa com a segurança no show. Claro que teve chiadeira... Coloco um trecho da reportagem:
"No final da apresentação, ele voltou a reforçar as críticas ao policiamento e à Prefeitura de São Paulo. "Eles têm medo de negão, da revolução. Eles querem zoar a gente, mas na época da eleição vão pedir o nosso voto." "
Desculpem minha ignorância mas que revolução é essa? Quer dizer que os contribuintes paulistanos, involuntariamente estão financiando um "revolucionário"? Afinal, quem paga o show é a população por intermédio dos impostos.
E que medo de "negão" é esse? Só tinham negros nas apresentações? Até quando vamos ter que aguentar estas babaquices? A polícia fazia a segurança de todos os cidadãos independente de cor ou outra coisa, e se saiu da linha, tenha pele clara ou amarela tem mesmo é que ir para a cadeia e ponto final, cor não culpa, mas também não absolve ninguém.
E até quando nossos "direitistas" vão ajudar a promover este tipo de artista que reclama até quando a prefeitura tenta manter a ordem pública? Sabe-se muito bem que muitas destas músicas, colocam claramente em suas letras uma certa, digamos, aversão a polícia. Devemos promover isso?
Quando este sujeito disse "eles querem zoar a gente" Quem são "eles"? Vamos nomear! que tal sermos objetivos?
Para finalizar, a prefeitura que promoveu este evento, ainda tem que aguentar o "na época da eleição vão pedir o nosso voto." " Estou enganado, ou alguém acha que o artista não está fazendo uma pitada de campanha para a oposição? Quero deixar claro, não tem que fazer campanha para ninguém! Ele tá lá para cantar! Ou foi lá fazer o que?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aniversário de BRASÍLIA


Milhares de pessoas na Esplanada

domingo, 13 de abril de 2008

Violência e Elitismo (nova versão)

Amigos,
publico um nova versão do artigo Violência e Elitismo com a grande ajuda da Ana Cristina em sua revisão. Segue abaixo:

Hoje conversei com uma senhora trabalhadora, honesta e de baixa renda, residente no Jardim Ingá, distrito de Luziânia/GO e trabalha em Brasília/DF. Para deslocar-se, se não houver congestionamento, encara uma hora e meia de ônibus lotado, muitas vezes vem em pé.

Contou-me, com certa tristeza que nenhum comércio próximo a casa dela vai pra frente. Os "malas", expressão bastante comum por aqui, roubam, depredam, ameaçam e o comerciante acaba desistindo. Ela acredita que ficou um pouco melhor com a força nacional de segurança, e que torce para que este cenário se modifique. Logo, pensei... e quando a força nacional for embora?

Com a nossa conversa, lembrei-me que num dia desses vi na TV um "jovem da periferia", o sujeito rotulava-se como “rapper” e falava que sua música retratava a periferia, os preconceitos e a opressão. Claro que tudo isso com aquela maneira peculiar de falar, permeada de gírias... Eu que fui criado na periferia de São Paulo, não me fiz de rogado e logo pensei: Por que este vagabundo não pára com este papo de opressão e vai trabalhar. Por que não vai estudar?

Os “intelectóides” adoram o discurso do “rapper”. Entretanto, a maioria esmagadora dos moradores dos subúrbios são como àquela senhora do Jardim Ingá não escutam rap ou funk, não se vestem como os moradores do Bronx e querem é tranqüilidade, chegar em casa com segurança, poder ter comércio nas proximidades, escola para os filhos, serviços públicos com qualidade, só isso. Não estão interessados em discursos de opressão, de apologia à malandragem, pois dedicam o seu tempo à manutenção de sua família e em construir uma vida melhor.

Pasmem senhores! A saída da pobreza é o esforço, não é fácil, não tenho dúvidas disso, vi meus pais em sua batalha diária, ambos migrantes de outros estados, minha mãe da região sul e meu pai do nordeste, com certeza não foram para São Paulo por causa das praias, este discursinho vagabundo serve apenas à demagogia.

A sociedade tem a obrigação de proteger os milhões de pessoas como a senhora do Jardim Ingá, aqueles são nossos heróis nacionais. São as pessoas que mostram diariamente que com os valores do trabalho e da honestidade que se constrói um país.

Ela é a minha heroína, deixo para os “progressistas” o Zé Pequeno.

sábado, 12 de abril de 2008

Frase da Noite

Início da madrugada e coloco um trecho de grande sabedoria:
"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)"
Quem estiver acostumado ao petismo de batina e misturar catolicismo com socialismo, achando que é intriga da direita, pode conferir diretamente na fonte:
Bom final de semana!
ALlan

domingo, 6 de abril de 2008

El País

Saiu uma reportagem apavorante no El País que diz que a máfia carcerária iniciada em SP, tentará se infiltrar no congresso financiando campanhas de candidatos. Quando não se enfrenta o crime de verdade é nisso que dá.
Até penso que as autoridade paulistas tem procurado combater este grupo, entretanto, se não mudarmos as leis, recrudescendo as penalidades (não somente as penas) para crime organizado, terrorismo e tudo o mais, estaremos a mercê deste tipo de coisa. O Regime disciplinar diferenciado teria que ser expandido, mas hoje as leis não permitem...Coitadinhos dos bandidos.
A delinqüência ideológica que está se apossando de nossa sociedade coloca um trade off, como se diz em economia, entre escolas e cadeias. Este argumento bárbaro diz que basta fazer novas escolas que cairia a violência. Mentira. Se fosse assim não existiria máfia japonesa, italiana e por aí vai. Quando o crime se "industrializa" isso só serve para o enfraquecimento do estado de direito.
Passou muito da hora de mudarmos nossa legislação, tomando como referência paises como EUA, em que bandido é tratado como bandido e fala com vidro na frente e telefone, quem assiste aos filmes americanos e viu Carandiru sabe bem a diferença. Evidente que temos que acabar com os depósitos de gente que são algumas de nossas cadeias, medida essa iniciada em SP, tanto que o próprio Carandiru foi demolido.
Segue a reportagem e que Deus proteja o Brasil.
http://www.elpais.com/articulo/internacional/mafia/carcelaria/PCC/intenta/infiltrar_se/Congresso/Brasil/elpepuint/20080402elpepuint_1/Tes

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Violência e elitismo

Hoje estava conversando com uma senhora trabalhadora, honesta e de baixa renda. Ela reside no Jardim Ingá distrito de Luziânia/GO e trabalha em Brasília/DF. Quando não pega trânsito encara uma hora e meia de ônibus lotado.
Ela me contou que nenhum comércio próximo a casa dela vai pra frente. Os "malas", expressão bastante comum por aqui, roubam, destroem, ameaçam e o comerciante acaba desistindo. Ela lamentava e dizia que agora estava um pouco melhor com a força nacional de segurança, e que torcia para que este cenário se modificasse. Logo, pensei... e quando a força nacional for embora?
Isso tudo me remeteu a outro dia na TV mostrando um "jovem da periferia", o sujeito se dizia rapper e falava que esta música retratava a periferia, os preconceitos e a opressão, claro que tudo isso com aquela maneira peculiar de falar, permeada de gírias. Eu que fui criado na periferia de São Paulo, não me fiz de rogado e logo pensei: Por que este vagabundo não pára com este papo de opressão e vai trabalhar. Por que não vai estudar?
Tenho certeza que os politicamente corretos se chocarão com as palavras deste texto. Alguns dos nascidos na classe média, conheci muitos pois consegui chegar a universidade graças ao esforço de meus pais e ao meu também, pensam que todo pobre escuta rap e se veste como os moradores do Bronx. Ledo engano meu caros, a maioria esmagadora do subúrbio é como aquela senhora do primeiro parágrafo, ela quer tranquilidade, quer saber que vai chegar em casa, quer poder ter comércio nas proximidades que possa empregar seus semelhantes, quer escola para os filhos, só isso. Ela não tá interessada em discurso de opressão, pois o tempo dela é dedicado a manutenção de sua família.
Pasmém senhores, a saída da pobreza é o esforço, não é fácil, não tenho dúvidas disso, vi meus pais em sua batalha diária, ambos migrantes de outros estados, minha mãe da região sul e meu pai do nordeste, com certeza não foram para São Paulo por causa das praias, este discursinho vagabundo serve apenas à demagogia.
A sociedade tem a obrigação de proteger os milhões de pessoas como aquela senhora do Jardim Ingá, aqueles são nossos heróis nacionais. São as pessoas que mostram diariamente que é com os valores do trabalho e da honestidade que se constrói um país.
Ela é a minha heroína, deixo para os progressistas o Zé Pequeno.

Que falta faz um Voltaire

O artigo do Reinaldo Azevedo publicado na revista Veja do final de semana passado é brilhante. Recomendo a leitura.
Quem é assinante pode ver em: http://veja.abril.com.br/020408/p_052.shtml
Seguem alguns trechos:
"Falei outro dia a estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Um deles, militante socialista, antiimperialista, favorável ao bem, ao justo e ao belo, um verdadeiro amigo do povo (por alguma razão, ele acha que eu não sou), tentou esfregar Rousseau (1712-1778) na minha cara como exemplo de filósofo preocupado com o bem-estar do homem. "Justo esse suíço que não cuidava nem dos próprios filhos, entregando-os todos a asilos de crianças?", pensei. O sujeito amava demais a humanidade para alimentar as suas crias. "O que será que alguns mestres andam dizendo nas escolas?"
"O socialismo acabou, sim. Então vamos lá: "Abaixo o socialismo!". Porque ele sobreviveu nas mentalidades e ainda oprime o cérebro dos vivos com o peso de seus milhões de mortos. O século passado viu nascer e morrer esse delírio totalitário. Seu marco anterior importante é a Revolução Francesa, mas sua consolidação se deu com a Revolução Russa de 1917, que ousou manipular a história como ciência da iluminação. A liberdade encontrou a sua tradução nos campos de trabalhos forçados, com a população de prisioneiros controlada por uma caderneta ensebada que o ditador soviético Josef Stalin (1879-1953) levava no bolso. A igualdade mostrou-se na face cinzenta da casta dos privilegiados do regime. A fraternidade converteu os homens em funcionários do partido prontos a delatar os "inimigos do estado e do povo". A utopia humanista vivida como pesadelo impôs-se pelo horror econômico e acabou derrotada pelo inimigo contra o qual se organizou: o mercado. Mas, curiosamente, sobreviveu como um alucinógeno cultural."

segunda-feira, 31 de março de 2008

Domingo em Brasília


Não poderia deixar de publicar esta bela foto da nossa capital.

Pobrologia

Imperdível a leitura da reportagem da revista Veja desta semana Tratados de "pobrologia" http://veja.abril.com.br/020408/p_124.shtml
A reportagem retrata a obsessão de alguns de nossos cineastas de mostrar a pobreza, a melancolia.
Coloco um trecho para seu deleite:
" gênero tem suas regras. A primeira é a melancolia. Um bom filme sobre pobres precisa ser triste. Veja o caso de Sumidouro, de Cris Azzi, que mostra famílias desalojadas por causa da construção da barragem da Usina Hidrelétrica de Irapé, no Vale do Jequitinhonha. Muitos dos desalojados que aparecem ali gostaram da mudança – ganharam casa nova com energia elétrica e em frente a uma rua pavimentada. Mas o filme é triste, triste. Exibe uma estrada de terra durante 47 segundos, uma dona-de-casa andando pela rua em 75 segundos e ela mesma, logo depois, em irritantes 54 segundos."
Com certeza a tropa politicamente correta irá dizer que a reportagem é preconceituosa, que estão mostrando a realidade e que eu deveria criticá-la por ser "elitista"... Mas já aviso de antemão aos marxistas informatizados...Um dos documentários se dá em Cidade Tirfadentes, bairro em que um de meus primos tem um apartamento e que fica a 20 minutos da casa de meus pais...Essa não cola..rs

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lula Homenageia Severino Cavalcanti

Vejam com seus próprios olhos:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM808249-7823-LULA+FAZ+DEFESA+POLEMICA+DE+SEVERINO+CAVALCANTI,00.html

Com certeza os petistas vão entender. Deve ser culpa de FHC.
Abraços,
ALlan

PS: Tou orgulhoso da "elite" paulista e paranaense.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O "consenso" contra as privatizações.

Ontem vi na TV reportagens sobre o Leilão da CESP - Companhia Energética de São Paulo. Uma delas chamou a atenção em especial, pois entrevistava pessoas nas ruas perguntando a opinião sobre o leilão fracassado. Todos os entrevistados se disseram contra a venda. Evidentemente que a "amostra" do entrevistador não tem validade estatística alguma, considero, inclusive, que é falho se fazer uma reportagem daquela forma. O irônico é que podemos brincar argumentando que até os compradores foram "contra" a venda..rs Afinal, se o patrimônio público estava sendo vendido a preço de banana, por que ninguém arrematou?
A campanha esquerdista contra as privatizações é antiga e muito anterior a 2006. Entretanto, é importante ressaltar que na última eleição presidencial, o debate em torno das privatizações foi muito fraco. O candidato do governo dando a entender que foram ruins que não teria privatizado e o da oposição dava impressão de querer se afastar dessa herança política e nem questionar sobre se o adversário é contra, porque não estatizar... É demais cobrar coerência no Brasil? Isso tudo em um ano que as vendas de celulares explodiam e ironicamente na propaganda do candidato governista isso era mostrado, e com razão, como um bom indicador.
A partir das privatizações a telefonia, isso sem citar outros casos como produção siderúrgica, o crescimento da Embraer, etc... se expandiu de forma antes inimaginável, quem viveu a época em que telefones eram alugados, isso mesmo caro leitor, fonte de renda e declarados no imposto de renda, sabe muito bem o que estou descrevendo. Entretanto, mesmo com o acesso ter se difundido de forma tão fantástica ainda vemos alguns baterem no peito e se dizerem contra as privatizações.
Voltando ao caso Cesp, não estudei o caso específico daquela companhia para ter uma opinião formada, entretanto, é de se estranhar que em um país que teve tantos avanços com a desestatização ainda existam aqueles que vejam este tipo de política com tanta desconfiança.
Indubitavelmente, a demagogia encontra terra fértil em nossas paisagens e ela tem ganho este debate....

Estado e Sociedade no combate a dengue.

Blog é algo bastante interessante... O texto que achei que iria levantar menos polêmica é o de maior número de comentários..rs
Antes de mais nada sugiro que leiam dois artigos em especial. Sociedade e Sistema Econômico e O Livro Proibido que são textos interessantíssimos para um bom debate.
Sobre a dengue, as minhas palavras foram apenas um desabafo, quanto a nossa reação frente a problemas. Estou levantando o papel da sociedade no combate não somente a dengue, mas a qualquer tipo de problema que requeira adesão.
Não tenho dúvidas, conforme muito bem levantado por alguns colegas em seus pertinentes comentários, que o Estado tem responsabilidade sobre o combate a dengue, isso pode ser visto no texto O Ministro e a dengue (leiam) em que ironizo as prioridades retóricas na área de saúde. É irônico em um sistema de saúde que não consegue combater doenças simples como a dengue, forçar o debate em torno do aborto, logo se infere que não culpo apenas a sociedade. As vezes penso que estamos na Suécia, será que não tem nada mais importante a "debater"?
Portanto, com certeza o poder público deve atuar na educação, no combate direto a dengue com os agentes de saúde etc, e no tratamento no caso de falha dos dois primeiros. Agora é triste pensar que tanta gente tá sofrendo por algo perfeitamente conhecido e evitável.
Para finalizar, conforme escrevi, reafirmo que a sociedade também tem sua parcela de culpa, afinal, se tem cidadãos que deixam água parada em suas casas, jogam lixo na ruas, dificultam que os agentes acessem suas residências, penso ser impossível um combate eficiente à doença...haja recursos públicos.. um fiscal para cada cidadão? Não queremos isso.
Agradeço muito os comentários! e estou à disposição aqui no blog e no email
sem br

terça-feira, 25 de março de 2008

Vigilância democrática

Amigos,
visitem o site do Vide - Vigilância Democrática. Tem artigos excelentes.
Leiam o manifesto que também é um belo texto.
Abraços,
ALlan

segunda-feira, 24 de março de 2008

A vitória do Mosquito

A imprensa tem divulgado diariamente as mortes decorrentes da dengue. Independente do mosquito ser federal, estadual ou municipal me entristece profundamente ver que nós como nação, não conseguimos vencer um mero inseto. Se fosse uma doença inevitável, seria compreensível, entretanto, se todos fiscalizarmos e impedirmos o acúmulo de água parada, muito sofrimento seria evitado, a dengue seria erradicada.
Se nossa sociedade não consegue vencer o Aedes imagine maiores desafios que temos e ainda virão.
Precisamos mudar muito nossa educação, e agora não me refiro a educação formal, pois do pós graduado ao analfabeto jogamos lixo no chão, ocorre bebedeira antes de dirigir, enfim, somos uma sociedade falida e deseducada. Estas palavras são fortes, mas tenho certeza que podemos mudar esta realidade, e sem dar nenhum tiro para subverter a ordem constitucional como os pseudo-revolucionários defendem, basta agirmos como um país de verdade.

sábado, 22 de março de 2008

Sociedade e Sistema econômico.

Como já mencionei em meu artigo O Livro Proibido tive aulas com muitos professores de esquerda, aliás, posso afirmar que é impossível se formar em qualquer curso de ciências humanas em universidades brasileiras sem ter uma dose cavalar de marxismo.
Uma das formas de legitimação da luta contra o capitalismo, é a noção de que este sistema econômico não possui ética, sua base está apenas na busca do lucro, seja na fabricação de medicamentos ou no narcotráfico, tudo dependeria apenas de uma variável: a taxa de retorno.
Seguindo esta linha de raciocínio ocorreria uma espécie de Adam Smith às avessas, todos os males da sociedade moderna seriam oriundos da busca incessante e amoral do lucro capitalista. Esta lógica levaria à mercantilização das relações humanas, logo, o individualismo exacerbado seria apenas uma das conseqüências da forma de produção desta sociedade, em última instância, como diria Marx, as formas de reprodução da sociedade determinam as formas de consciência.
Com a aura de cientificismo em que estas questão são lançadas, parece bastante coerente a tese, todavia se trata de mais um grande engodo dos adeptos da tal revolução. Revolução esta, diga-se de passagem, que só trouxe desastres à todas as nações que tiveram o desprazer de experimentá-la.
Indubitavelmente, o capitalismo é um sistema econômico que se guia pela lógica do lucro, entretanto, é a sociedade que determina os benefícios e os malefícios de nossa vida. Portanto, o capitalismo se apresenta de uma forma na França e de outra na Inglaterra, são sociedades distintas, com dinâmicas completamente diferentes.
Sem se desligar do descrito nas linhas acima, vamos trazer um pouco dessa divagação para algo concreto, nossa realidade. Em nosso país, basta rebolar bem e cantar alguns refrões repetitivos que caiam no "gosto popular" que é o suficiente para se atingir o sucesso, estar na televisão, dar autógrafos e muitas vezes ser entrevistado sobre assuntos que nada tem a ver com "sua arte". Sem dúvida o grau de declínio moral e intelectual de nossos dias é algo estarrecedor, sendo um excelente laboratório a céu aberto para que as teorias esquerdistas tomem força. Os mesmos esquerdistas que querem nos passar a imagem de que viver na favela é ótimo, mesmo sem nunca terem morado em uma, ou se um dia moraram, rapidamente se mudaram para a zonal sul.
O ponto que quero chegar é que qualquer sistema econômico se insere dentro de uma sociedade, se nossa sociedade tem seus valores corroídos, é desonestidade intectual atribuir suas mazelas a um sistema econômico. As tentativas de reforma social, implementadas pela totalitarismo socialista levaram milhões a morte e não trouxeram algo novo, a não ser a bancarrota econômica, não reinventaram o ser humano.
O papel da religião e seus valores são imprescindíveis para a coesão social. O cristianismo e sua pregação do bem comum, do respeito ao próximo, a preservação da família são o eixo que sempre nortearam a sociedade ocidental, por isso em um país em que o governador sai com prostitutas cai, em outro ele seria apenas um garanhão.
O ataque aos valores desta sociedade é que promove a desagregação social, e não o sistema econômico por si só. Não estou inventando nada aqui, basta ler um pouco sobre o conceito de hegemonia em Gramsci, para perceber a que estou me referindo.
Dentro do cenário exposto, o que mais me preocupa, é o petismo de batina. Esta "corrente" tenta introduzir Marx na igreja, que são como óleo e água, impossível se misturar, basta ver o caso Polonês para se constatar que a despeito da violência soviética, o totalitarismo foi fortemente derrotado. Neste último parágrafo escrevo explicitamente sobre esta penetração no catolicismo, sobretudo, por seu papel político na América Latina nas últimas décadas com a tal "teologia da libertação".
Para finalizar, o eixo da civilização judaico-cristã ocidental, são os valores da tolerância e do respeito que Cristo nos ensinou. Dentro desses valores o capitalismo floresceu e pôde encontrar sua melhor forma de desenvolvimento. Quebrando o eixo de nossa sociedade, ela desmonta e cada vez mais veremos a periferia ensinar algo ao centro, e não o centro se expandir e incorporar a periferia. A degradação da música e da cultura é apenas o começo.
Allan Cruz é economista.

O Ministro e a dengue

Enquanto o Ministro da Saúde queria discutir Teologia com Bento XVI, ou aborto com os católicos, a dengue proliferava no Rio de Janeiro.
Seus discursos com jargões do tipo "vamos abrir o debate" ou " É uma questão de saúde pública", alegravam às platéias de progressistas dos "movimentos" feministas ou da esquerda em geral (menos os petistas de batina é verdade) entretanto, o mosquito continuava seu "trabalho" no RJ.
Não dá pra negar que Temporão é bom de mídia, afinal o caos que a saúde pública vive, sobretudo no RJ e no Nordeste e ainda por cima ser bem visto pela grande imprensa é um feito e tanto.
Aliás, no governo do PT, não me lembro do nome de nenhum outro ministro, a não ser o atual, que sempre procurou polemizar e pousar de o moderno contra os defensores "atrasados" dos valores da vida.

domingo, 16 de março de 2008

Igreja e Aids

Acho interessante alguns "intelequituais" atacarem a igreja por não apoiar as campanhas em prol da camisinha.
Não tenho dúvidas que o estado deve sim informar as formas de prevenção, entretanto, é totalmente equivocado haver o incentivo ao sexo livre mesmo que se tenha camisinha. Cabe a cada um decidir com quem ter intimidades, mas é absurdo campanhas mostrarem pessoas no carnaval saindo com desconhecidos que ficam felizes por terem uma camisinha às mãos. Este tipo de campanha incentiva o sexo irresponsável que é o primeiro passo para o contato com o vírus, se a campanha ensina que se deve usar preservativo, que é correto, ela também "naturaliza" a putaria (desculpem o termo mas acho que cabe aqui).
Voltando às críticas a igreja, se o casal pratica o que a igreja prega, sexo monogâmico e fidelidade, com certeza a probabilidade de se adquirir aids transando com todo mundo, mas com camisinha é muito maior, até porque quem tá de cara cheia, drogado, ou mesmo em caso de falha do preservativo, é muito grande de se infectar. Imagine duas pessoas alucinadas parando e calmamente colocando o preservativo... Com certeza a eficiência não é de 100%.
Praticar o sexo irresponsável e atribuir culpa ao catolicismo chega a ser ridículo, afinal, ou se pratica a fé em sua integridade, ou em caso negativo, previna-se, ora bolas.

sábado, 8 de março de 2008

Vigilância Democrática

Amigos,

não deixem de ler os artigos do blog da Vigilância Democrática.
http://vide.blog.br/

Bom final de semana.
ALlan

domingo, 2 de março de 2008

Dívida externa e estabilização econômica.

Quem acompanha a política nacional sabe bem o debate acerca do endividamento externo travado no país desde a nossa independência.
A história econômica brasileira pode ser resumida em ciclos de endividamento e moratória convivendo concomitantemente, seja por perda nos termos de troca ou por outros choques exógenos como o do petróleo de 1973 e 1979, o choque de juros no governo Reagan, entre outros.
O choque de juros deflagrado pelo ex-presidente do Federal Reserve Paul Volker e a conseqüente crise do endividamento externo, no início dos anos oitenta, é o caso mais emblemático, pois foi tema constante nas campanhas eleitorais mesmo após o advento do Plano Brady lançado ao final dos anos oitenta que equacionou esta questão.
Durante as últimas semanas tem sido debatido constantemente o nível histórico de reservas que a economia brasileira atingiu tornando possível o “pagamento da dívida”. Evidentemente, não é o feito de apenas um governo e certamente está associado à estabilização econômica e a “nova cultura” de cumprimento dos contratos que se deu com o governo Fernando Henrique Cardoso.
A questão da dívida sempre foi uma fonte rica de discussões sobre as “perdas internacionais”, como Brizola falava sem nunca ter deixado claro o que seriam exatamente estas “perdas”, ou com o chamado “plebiscito da dívida” que teve apoio entusiasmado do PT no ano de 2000 conforme pode-se ver no link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u34910.shtml . Este “plebiscito” teve um clima de clara oposição ao governo FHC. Não era difícil prever o resultado.
A questão da superação da dívida externa ilustra de forma cristalina o uso político que este tema teve por décadas e que tantos votos rendeu, com os defensores da moratória sendo vistos por muitos como verdadeiros nacionalistas contra a espoliação internacional. Ironicamente, essa posição externa confortável ocorre justamente durante a gestão do partido que apoiou o tal “plebiscito” sobre a dívida, que muitos políticos diziam ser “impagável”. Deve-se ressaltar a importância dessa prova material que o país tinha total condição de superar as crises externas com nossos próprios esforços, ao contrário do que dizia a propalada demagogia. É uma grande vitória contra o escapismo de se atribuir a fatores externos a causa de nossos problemas, e espero que a maturidade política se instale cada vez mais em nosso país até que tenhamos uma agenda pragmática e objetiva em que o populismo seja apenas mais uma página de nosso passado.

Palmeiras

Palmeiras um a zero. Viva o Palmeiras!
Não se escreve apenas de economia e política em um blog!

Entrevista de José Roberto Mendonça de Barros

Para quem gosta de economia e se interessa pela relação câmbio X mercado externo X crise americana X crescimento da Ásia, deve ler a entrevista que segue abaixo:

http://www.estadao.com.br/economia/not_eco133544,0.htm

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Alternância de poder em Cuba!

Hoje Cuba "escolheu" um "novo" dirigente. Chama-se Raúl Castro ou Castro II como já nomeei neste espaço.
Sobre este assunto o Estadão publicou a seguinte declaração:
"A sociedade cubana não está sujeita aos valores burgueses da sociedade de consumo, como em outros países", afirma, em conversa com alguns colegas estrangeiros, o jornalista cubano Ricardo Martínez. "Uma eleição ou uma sessão legislativa aqui em Cuba é parte de um conjunto sóbrio de decisões políticas, e não um espetáculo de mídia." vejam em:(http://www.estadao.com.br/internacional/not_int129824,0.htm)
Pois é meu caros, como uma boa e velha "democracia popular" a eleição é sóbria, sem dúvida, afinal, a disputa de poder se resolve com uma reunião com meia dúzia de pessoas, aliás, não sei se no caso cubano se é meia dúzia ou apenas um que decide. Ta aí o orgulho de não se sujeitar aos valores burgueses.... enquanto isso lá no Império, aquela civilização tão combatida, a disputa está rolando solta. Para ilustrar, durante a "gestão" de Castro I passaram nada menos que dez presidentes pela Casa Branca.
O interessante que a imprensa burguesa tem cobrado o fim do embargo cubano, sem nenhum recuo da ilha no tocante as liberdades individuais, abertura econômica, liberdade aos presos políticos ou redemocratização. Pessoalmente estou quase aderindo a esta campanha. Penso que o embargo para Cuba é o que tem mantido a melhor desculpa para as péssimas condições e o recrudescimento do regime dentro da ilha. Afinal, é fácil. Não tem carne. Culpa do embargo! Não tem combustível? Malditos EUA! Tem que pegar filas de horas para comer um sorvete. Culpa de quem? Adivinha!
O embargo a Cuba e os problemas da América Latina sempre tem saída no escapismo. Culpa do imperialismo!
Pelo fim do embargo! Já!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Revista Veja deste final de semana

Amigos,
para variar..rs a revista Veja deste final de semana está imperdível. Recomendo enormemente a leitura. Não posso deixar de destacar o brilhante artigo do grande jornalista Reinaldo Azevedo. O título do texto é Fidel e o golpe da revolução operada por outros meios é de grande categoria.
O artigo pode ser lido por assinantes. Segue o link: http://veja.abril.com.br/270208/p_078.shtml
Segue um pequeno trecho:
O assalto ao Erário, à ordem legal e à administração do estado seria apenas a revolução operada por outros meios. Os criminosos precisam dessa mitologia para reivindicar seu exclusivismo moral. É coerente que propagandistas do PT como o arquiteto Oscar Niemeyer, o cantor Chico Buarque e Frei Betto sejam também embaixadores (i)morais da ditadura cubana.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Vigilância Democrática - VIDE

É com grande alegria que informo a vocês que o artigo " O Livro Proibido" foi publicado no blog do VIDE - Vigilância Democrática.
Recomendo a leitura de todos artigos daquele blog, pois são todos de grande qualidade. Também considero imperdível a leitura do manifesto do grupo.
Visitem: http://vide.blog.br/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Castro I se aposenta.

Hoje é um dia histórico. Fidel Castro anuncia sua aposentaria, aliás, melhor definí-lo daqui por diante como Castro I, pois como boa dinastia socialista, o poder passa para as mãos de parentes. Diferentemente da Coréia do Norte, outro bom exemplo de "democracia popular", desta vez o poder não passa para o filho, mas passa "lateralmente", para seu irmão, Castro II, ou Raul caso prefiram.
Hoje, assistindo televisão, algumas falando "presidente", ao invés do verdadeiro nome, ditador. Cuba é uma ditadura sanguinária.
Falamos mal dos EUA, mas os candidatos à presidência dos States lembraram-se dos presos políticos nas masmorras cubanas, da América Latina ouvimos que Castro I é um mito.
É fácil entusiasmar-se com a revolução cubana a distância, difícil, é viver em um lugar em que o sonho de liberdade está a apenas 160 km, em um mar repleto de tubarões.
Resta aposentarmos o Castrismo.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Escolas Finlandesas

Em linha com os últimas publicações, a revista Veja deste final de semana publica uma reportagem interessante a respeito do sistema educacional da Finlândia, considerado atualmente o melhor do mundo.
Como poderão verificar na reportagem não é necessário mega-obras e sim boa gestão, bons professores e alunos motivados.
Segue um pequeno trecho:
"Quem entra numa escola na Finlândia se espanta com a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "

Maria Helena Guimarães de Castro

Excelente a entrevista da secretária de educação do Estado de São Paulo a revista veja na edição da semana passada.
Deixo claro que acabo de ler a entrevista, e meu artigo sobre educação que publiquei na quinta-feira 14 de fevereiro, não fui inspirado nesta ótima entrevista. Teria sido uma boa fonte de inspiração.
Seleciono alguns trechos para meus queridos leitores:
Veja – Qual seria o melhor caminho para elevar o nível dos professores?Maria Helena – Num mundo ideal, eu fecharia todas as faculdades de pedagogia do país, até mesmo as mais conceituadas, como a da USP e a da Unicamp, e recomeçaria tudo do zero. Isso porque se consagrou no Brasil um tipo de curso de pedagogia voltado para assuntos exclusivamente teóricos, sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas. Esse é um modelo equivocado. No dia-a-dia, os alunos de pedagogia se perdem em longas discussões sobre as grandes questões do universo e os maiores pensadores da humanidade, mas ignoram o básico sobre didática. As faculdades de educação estão muito preocupadas com um discurso ideológico sobre as múltiplas funções transformadoras do ensino. Elas deixam em segundo plano evidências científicas sobre as práticas pedagógicas que de fato funcionam no Brasil e no mundo. Com isso, também prestam o desserviço de divulgar e perpetuar antigos mitos. Ao retirar o foco das questões centrais, esses mitos só atrapalham.
Veja – O currículo escolar também é visto com certa reticência pelos professores brasileiros, segundo mostram as pesquisas... Maria Helena – De novo, os professores se sentem tolhidos na sua liberdade de ensinar – baboseira ideológica que passa ao largo de uma questão central. Sem contar com um currículo, o professor de escola pública no Brasil, de modo geral, continua a encarar as classes sem uma referência mínima na qual se mirar. Poucos estados brasileiros (entre as exceções, São Paulo, Minas Gerais e o Tocantins) dispõem de um currículo para oferecer às escolas, no qual estejam incluídos os assuntos a ser abordados em cada matéria, no detalhe. É uma pena. A experiência mostra que professores com um apoio didático dessa natureza vão mais longe em sala de aula. Investir na construção de um currículo, como fizeram alguns dos países da Europa dois séculos atrás, é certamente um destino mais adequado para as verbas públicas do que esparramar canteiros de obras Brasil afora – um caminho tão comum para o orçamento da educação no país.
Boa Leitura!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sarkozy

Boa noite amigos,
recebi este texto que seria de um discurso atribuido ao presidente da França Sarkozy.
o texto é excelente não tenho nada a acrescentar ao brilhantismo destas palavras.
Abraços,
Allan
" Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto como o mestre, que não se podia dar notas para não traumatizar o mau estudante. Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'... Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética. Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma frase: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, mas seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República. Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar.Quero criar uma cidadania de deveres. Primeiro os deveres, logo após os direitos. "

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O Computador ajuda no aprendizado?

Não sou “educador” mas fui estudante e trabalhei na área de Educação.Chamou-me muito a atenção o estudo realizado por pesquisadores da UNICAMP disponível no link (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302007000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=ptt) que analisa se o computador auxilia ou atrapalha no aprendizado.
Não tem como um blogueiro esconder que aprecia bastante a utilização de computadores e vê o advento da internet como algo fantástico seja para entretenimento ou como ferramenta para adquirir novos conhecimentos. No entanto, quanto à educação sou bastante conservador e penso que nada substitui, bons livros e bons professores.
Na universidade cursei algumas disciplinas em que utilizávamos computadores e invariavelmente durante este tipo de aula a turma se dispersava. O computador tem tantas ferramentas que fica difícil dedicar atenção exclusiva ao professor.
Quando trabalhei na área eram freqüentes as divergências com alguns colegas que imaginavam alguma forma revolucionária de educação. Durante a minha formação na escola pública, sempre ironizei brincava que qualquer experimento pedagógico sempre seria feito em escolas públicas, como um laboratório sociológico (ou pedagógico). Quanto a experimento, leia-se novas formas ou formas alternativas de pedagogia e ensino. Em escola de rico, ou melhor, em boas escolas o que funciona é livro e professor.
Convivi com “adeptos” da procura constante por “alternativas”, defensores ardorosos de métodos pedagógicos não-tradicionais, mas que matriculavam seus filhos em colégios tradicionais, a velha e boa educação bancária! Vi até autoentitulado ateu e progressista matricular filho em colégio tradicional católico, isso mesmo caro leitor, colégio conservador. Devo registrar que entendo que era uma decisão acertada, apesar de completamente incoerente com o discurso. Em suma, o progressismo é bom apenas para os filhos dos outros.
Outra versão desta linha de pensamento eram pessoas que tiveram o privilégio de ter estudado em bons colégios defendendo a balela de que o indivíduo deve aprender de acordo com sua realidade, que a educação do campo deve ser apenas para o garoto do campo e por ai vai. Nada contra ter algo de grande relevância local, agora matemática, química, física e português deve ser universal em nosso país. Esta alternativa “revolucionária”, de esquerda ou progressista tem apenas um resultado: o menino do campo vai ficar eternamente lá e o da favela eternamente no gueto.
Para finalizar, não quero deixar a impressão que todos que trabalham com educação são progressistas, na definição de progressismo que se pode inferir destes escritos. O Brasil tem profissionais de grande capacidade e que seu trabalho contribui para a melhoria da educação em nosso país, entretanto, não se pode negar que o progressismo continua bastante ativo.

OBS: tenho observado que este blog tem tido visitas, mas poucos recados. Por favor, quem nos visitar, por favor deixem um recadinho para este humilde blogueiro. É desestimulante pensar que se está pregando ao deserto...rs

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Receita para o Socialismo.

Esta reportagem é bastante interessante. Ela ilustra bem o caminho que o socialismo leva, aliás, esse filme é antigo e foi visto no Chile de Allende, na antiga União Soviética, no leste Europeu e o caso extremo, durante a grande fome na China.
Nossa vizinha Venezuela ainda não degringolou a tal ponto, no entanto, já apresenta alguns desses sintomas. A reportagem foi publicada no portal de O Estado de São Paulo:

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int122810,0.htm
América Latina
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008, 15:50 Online


Chávez ameaça desapropriar fábrica da Nestlé e Parmalat

Presidente tenta encorajar a produção de empresas do setor privado com medidas como aumento de preços
Reuters


CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou fechar fábricas de leite da suíça Nestlé e da italiana Parmalat, se elas prejudicarem o fornecimento da matéria-prima para as fábricas estatais no mercado.
Reforçando o abastecimento do setor privado com empresas estatais, Chávez procurou este ano acabar com a escassez crônica de alimentos, incluindo leite, que está afetando sua popularidade.
O presidente vem tentando encorajar a produção de empresas do setor privado com medidas como aumento de preços para alguns bens regulados, mas economistas temem que sua retórica persistente contra produtores possa minguar os investimentos e minar seu objetivo.
Em seu programa semanal de TV, Chávez reclamou que fábricas administradas pelo Estado ou cooperativas não puderam elevar a produção porque estavam com dificuldades de obter leite como matéria-prima.
"Não fazemos nada instalando fábricas (estatais e cooperativas) se depois não tem leite para as fábricas porque ele foi todo pego pela Parmalat ou Nestlé", disse Chávez. "Este governo precisa tomar alguma medida a respeito", acrescentou.
"Se, por exemplo, a Nestlé ou a Parmalat... se demonstra que por meio de diferentes mecanismos econômicos ou de pressão ... deixam fábricas estatais ou cooperativas sem o leite necessário... então teremos que usar a Constituição para intervir e expropriar as fábricas", afirmou o presidente.

Ameaças

Chávez frequentemente faz ameaças contra o setor privado sem depois concretizá-las. Mas no ano passado, ele nacionalizou setores-chave da economia, como o setor de petróleo e serviços públicos, num esforço para construir um Estado socialista.
No país, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e beneficiado pela alta no preço do produto, até simpatizantes de Chávez estão apreensivos com as prateleiras vazias e longas filas nos supermercados. Tem havido escassez de produtos como açúcar, ovos, carne e especialmente leite.
Economistas afirmam que os produtores estão tentando suprir a demanda, mas a burocracia e as políticas de Chávez, particularmente o controle de preço e moedas, atrasam seus negócios.
O presidente, que chama o capitalismo de demônio, culpa a ganância das empresas por parte dos problemas da economia.

O Brasil também teve uma experiência amarga com o controle de preços. Durante o Plano Cruzado, presenciamos cenas épicas, de fazer inveja a qualquer filme de faroeste, de bois sendo laçados nos pastos.
Na teoria econômica, os preços são vistos como uma espécie de sinalização do mercado de acordo com a escassez, simplificando, é a antiga lei da oferta e da procura. Caso o Estado determine um preço que os produtores não aceitem, invariavelmente ocorrerá desabastecimento, haja fiscalização pra laçar boi, ou no caso venezuelano, ordenhar as vaquinhas... Outro fator é a confiança, se o empresário fica sempre na expectativa de ser expropriado, para utilizar uma expressão marxista rs, não há investimento.
Evidentemente que há setores na economia que o Estado deve regular, nem todos tem um certo grau de competição que permita a liberdade de preços, entretanto, em uma economia de mercado, a regra é a liberdade, o restante é exceção.
Irei abordar mais vezes, mas no livro A Era da Turbulência, de Alan Greespan, ele conta a experiência de encontros com economistas do leste, na época da transição para a economia de mercado. Na Polônia, por exemplo, as prateleiras encontravam-se vazias e tomou-se uma decisão radical que foi a de liberalização geral de preços. Primeiramente, os preços explodiram, e o abastecimento foi se regularizando, passando a impressão que poderia ser ruidosa a transição, mas logo em seguida os preços passaram a se ajustar e as prateleiras foram inundadas de produtos.
Para finalizar, pelo visto a receita para o socialismo do século XXI do presidente Chavez, não contempla leite, açúcar, ovos e carne.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sumi, mas voltei.

Bem gente, espero que após ter tido alguns problemas no computador de casa, retorne com mais freqüência a esta blog. Vamos tentar!
E quem ler, por favor, comente. O blog é uma bela ferramenta para o debate.
Abraços,
Economista

Diogo, o Terrível.

Para quem gosta do jornalista Diogo Mainardi, há uma boa entrevista com ele na folha de SP, o link segue abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u369381.shtml

Boa Leitura!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O Livro Proibido

Na minha graduação em Economia, existiam diversos tabus. Entre alguns docentes e colegas que professavam da mesma fé, eram inquestionáveis os dogmas de alguns autores clássicos, sobretudo, Karl Marx e John Maynard Keynes. Outros autores nacionais também eram inquestionáveis, não vou mencionar nomes, mas são os textos dos economistas "desenvolvimentistas".
Quanto a Marx, estudei em diversos momentos da graduação, um semestre em especial, em que tive uma disciplina em que foi praticamente inteira dedicada ao pensador alemão. O deslumbre de diversos colegas era tal que eu, quando estava com O Capital em minhas mãos, em tom sarcástico dizia que naquele livro encontraríamos resposta para tudo, de unha encravada a salvação da humanidade.
Como mencionei, li vastamente autores brasileiros, todos estruturalistas, não critico o fato de os ter lido, tenho certeza que se não concordei foi válido para reforçar minha visão de mundo ou para rever algum conceito equivocado. Entretanto, existiam vários tabus no meio acadêmico entre eles eram os livros do diplomata Roberto Campos. Apesar de ser uma personalidade respeitada pela sua trajetória, em nenhum momento da graduação, tive contato com sua obra. Era sempre algo nebuloso, quase que caricatural a partir das aulas, mas nada concreto como discutir diretamente textos do renomado economista. A partir desta constatação cometi a "heresia" de adquirir o livro A Lanterna na Popa que tem muito me agradado na leitura, aliás, recomendo este livro aos meus poucos mas excelentes leitores.
Campos foi diplomata e teve vivência dentro de diversos governos brasileiros como JK, Jânio Quadros, o governo Castelo Branco, sendo bastante crítico ao desenvolvimentismo militarista ocorrido após o 1968, principalmente, o II PND de Geisel em meio a grande turbulência internacional. O autor conviveu com personalidades como Kennedy, Thatcher, foi parlamentar constituinte. Certamente a experiência que esta figura teve não pode e não deve de forma alguma ser desperdiçada.
É uma pena que algumas pessoas encaram a atividade intectual como um prolongamento da luta de classes de Karl Marx, a luta entre bons e maus, entre mocinhos e bandidos, e entre o que se deve discutir e o que está fora de discussão. Minha personalidade contestadora, me levou a adquirir o que apelidei ironicamente de "livro proibido", mas e aqueles que aceitam a lavagem cerebral e o discurso advindo dos mestres sem contestações? Daí a importância de se atiçar o verdadeiro espírito crítico, deixando claro que espírito crítico implica em diversidade e não em debates pré-definidos. Este é o desafio de parcela significativa da intectualidade brasileira que não se libertou do famoso livro do século XIX e da missão de "conscientização" de seus estudantes.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Cidade Perdida

Neste feriado de carnaval assisti ao filme "Cidade Perdida" do cubano-americano Andy Garcia. O filme é bastante interessante pois mostra uma família rica em Cuba que se divide, parte se junta a revolução de Fidel Castro e a outra parte seria reformista. Não pretendo contar o final do filme, mas é óbvio que a fuga pela liberdade nos EUA é inevitável.
Admira-me pessoas bem instruídas a defesa de ditaduras sanguinárias, em que não se há o direito de oposição, e que os direitos individuais estão ameaçados constantemente por estupros por parte do Estado, ou dos despotas nada esclarecidos. Interessante como este tipo de idéia prolifera na América Latina. Aliás, é muito mais fácil culparmos os outros por nossa incompetência do que admitirmos nossos erros.
Vemos o tempo todo em nosso país, pessoas defendendo o regime cubano, mas nem os próprios cubanos defendem o próprio regime (salvo em caso de coerção), basta vermos o número de cubanos que saltam ao mar repleto de tubarões, tentando alcançar a liberdade e uma vida digna na América.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ricos X Pobres, Negros X Brancos

Sou contra este tipo de bipolarização da sociedade. A idéia, ou ideologia, muito bem propagada em nossas escolas e universidades de que a pessoa é pobre porque o outro é rico, só cria situações como as do Haiti, de desagregação social.
Evidente, que quem tem maior renda, naturalmente tem que arcar com maiores encargos/tributos, entretanto, o questionamento que devemos fazer é: Como melhorar a vida de todos? Sobretudo, os mais pobres, mas não somente deles.
Outra questão muito em voga com o governo petista é a propalada desigualdade entre negros e brancos. Primeiramente, é difícil até mesmo definir quem é negro ou branco, outro questionamento, é que vemos diversas vezes se dizer que metade da população é negra, o que é mentira, basta pegar o metrô em São Paulo ou Brasília pra ver que a maioria da periferia não é negra, conforme o próprio IBGE demonstra que são 6% da população.
A maior parte da população é mestiça e estes são usados estatisticamente como "negros" quando se interessa defender alguma causa. O raciocínio que os negros são em média mais pobres porque os brancos são ricos é absurdo, ninguém se lembra de branco pobre... incrível.
Vejo a tentativa de se criar uma bipolarização em nossa sociedade um retrocesso, algo que Gilberto Freire superou em meados do século passado. Se levarmos o raciocínio ao extremo, teremos que criar cotas de forma a reduzir a participação dos amarelos no ensino superior, afinal é maior que a participação deles na população total, raciocínio que considero equivocado.

Eu

Bom dia! Como diz o nome do blog sou Economista, na verdade, Economista quase engenheiro, mas gosto mesmo é de política!
As amizades e a admiração por uma figura política muito respeitável levaram a me filiar a um partido político, mas na verdade tenho dúvidas ainda se estou no lugar certo. Não por dúvidas quanto a algumas figuras que me levaram a assinar aquela ficha, mas em virtude de cada vez estar mais distante da esquerda, além do discurso populista me irritar profundamente.
Tenho convicção que não é através do tal socialismo que resolveremos nossos problemas, mas através da democracia, o que se pressupõe o império da lei, democraticamente em vigor.
Ao contrário de muitos, não vejo o Brasil como uma "ditadura", o Brasil é sim um país democrático, democracia representativa burguesa, seja lá que nomes queiram dar e através da democracia é a única forma de reformularmos nosso país. Não conheço até hoje um modelo socialista de democracia, inexoralmente são ditaduras.
Logo posto mais e me apresento melhora a vocês.
Abraços
do Economista.