http://www.elpais.com/articulo/internacional/hipocritas/2009/elpepiint/20091220elpepiint_7/Tes
domingo, 17 de janeiro de 2010
Os cinco hipócritas de 2009 segundo o jornal El País
http://www.elpais.com/articulo/internacional/hipocritas/2009/elpepiint/20091220elpepiint_7/Tes
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
País Rico
domingo, 30 de agosto de 2009
Discurso do Deputado Federal por SP Paes Lira
Publico pois gostei do discurso. Quando muitos sequer aparecem ao menos ele mostra claramente qual posição defende. Grata surpresa. Prestarei mais atenção a seu mandato. É o antes suplente do falecido Clodovil.
3º Marcha Nacional da Cidadania pela Vida.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ciclo de palestras - Imperdível
Para aqueles que pela distância ou outras impossibilidades não vão poder comparecer à palestra “Dilemas da Educação no Brasil”, nesta quinta feira (30 de julho) às 19:30 h, sugerimos acompanhar o evento em tempo real no endereço http://www.ead.edumed.org.br/ clicando sobre o ícone de Web TV desse Site.
Ciclo de Palestras “Brasil - Escolhendo o Futuro”
Palestra: Dilemas da Educação no Brasil
Local: Hotel Noumi Plaza – Avenida Júlio de Mesquita, 115 – Cambuí
Data: 30 de julho de 2009 Horário:19:00 horas
Palestrante: Dr Pedro Salomão José Kassab
Presidente da Mesa: Deputado Federal Guilherme Campos
Comentadores: Prof Dr Djalma Moreira de Carvalho Filho e Prof Dr Eiiti Sato
Apresentador: Dr. Antonio R Batista
Organizadores: Fundação Liberdade e Cidadania (www.itn.org.br) e VIDE - Vigilância Democrática (www.vigilanciademocratica.org)
Sobre o Tema: “A Educação está sempre entre as prioridades citadas por políticos e formadores de opinião. Em geral, vemos um consenso, pelo menos declarado, em torno da importância impar da Educação como instrumento de nivelamento de oportunidades, investimento em capital social e insumo vital para o progresso humano e material em qualquer sociedade. Entretanto, não há consenso quanto ao que, de fato, pode ser considerado educação de qualidade, nem quanto à maneira de propiciá-la. Qual o papel da gratuidade nos diversos níveis educacionais? A regulamentação, sempre crescente, é um facilitador ou um inibidor das iniciativas de ensino? Por que temos sempre a sensação de um declínio na qualidade do ensino em geral? O que pode e deve ser feito para conferir ao Brasil a cobertura e o padrão educacional que desejamos e que o país merece? “
Informações sobre os membros da mesa
Médico
Diretor Geral do Liceu Pasteur
Vice-Presidente Acadêmico da FEI – Fundação Educacional Inaciana
Presidente do Conselho Estadual de Educação
Membro do CIEE - Centro de Integração Empresa Escola
* Prof. Dr. Djalma de Carvalho Moreira Filho
Médico
Mestrado, Doutorado e Livre Docência em Medicina Preventiva - UNICAMP
Pós doutorado em Antropologia e Ecologia Humana – Universite de Paris
Professor Titular de Epidemiologia da Fac. de Ciências Médicas – UNICAMP
* Prof. Dr. Eiiti Sato
Economista
Master em Relações Internacionais no Queen’s College – Cambridge
Doutor em Sociologia – USP
Professor Titular de Relações Internacionais - UnB
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será "votar nos candidatos indicados" pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 11/03/2001, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que "pertence ao partido" (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).
Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves. Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade ("que todos sejam um"), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em "tendências" (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o "casamento" de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 "caput"), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz. Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.
Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo. Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana. Não me interessa que, em dezembro de 2001, Lula tenha elogiado o regime comunista de Cuba durante sua viagem a Havana, nem que lá estivessem presentes chefes narco-guerrilheiros colombianos. Se sou petista, não quero saber por que entre os oitos projetos de lei abortistas em tramitação no Congresso Nacional, seis são de autoria do PT. Não me interessa explicar por que nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, tenha ousado propor um projeto de lei antiabortista. Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido. Fora dessa fé não pode haver salvação. Agora, uma pergunta final, com vistas as eleições de 27 de outubro: pode um cristão votar no PT? Pode. Mas antes ele precisa trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.
Fonte: Pró Vida de Anápolis
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0141
sábado, 27 de junho de 2009
A Caridade da Igreja I
Mesmo o francês Voltaire, talvez o maior anti-católico do séc. XVIII, teve de reconhecer a caridade dos filhos da Igreja. Ele disse que “talvez não haja nada maior na terra do que o sacrifício da juventude e da beleza, realizado pelo sexo feminino para trabalhar nos hospitais para aliviar a miséria humana”.
A caridade católica sempre foi totalmente gratuita, desinteressada, diferente de muitas outras formas de filantropia que esperavam algum retorno seja em forma de reconhecimento ou de destaque social.
A caridade ensinada por Cristo foi “algo novo” no mundo antigo; onde se deve “amar até o inimigo” e “perdoar os que nos maltratam”. Esta caridade foi a mola propulsora de todas as ações da Igreja Católica, embora muitos de seus filhos possam às vezes ter negado isto com seus atos; mas isto não anula este fator determinante na vida e na ação das pessoas e das instituições da Igreja. Também para a Igreja vale a frase do Apóstolo: “a sua imensa caridade encobre a multidão dos pecados dos seus filhos.”
Os Padres da Igreja que legaram seus ensinamentos ao mundo, mesmo entre suas enormes ocupações, tiveram tempo de se dedicar ao serviço da caridade. Santo Agostinho fundou um hospital para peregrinos, resgatou escravos, e socorreu os pobres. Ele pedia ao povo não lhe dar roupas, mas vendê-las e dar o dinheiro aos pobres. São João Crisóstomo, o grande Patriarca de Constantinopla no século IV, fundou ali uma série de hospitais. São Cipriano de Cartago e S. Efrém organizaram grandes trabalhos nos tempos de pragas e fome. Não há um santo sequer da Igreja que não tenha vivido exemplarmente a caridade.
A Igreja desde o seu início cuidou dos órfãos e viúvas, numerosos por causa das guerras, e estava presente para socorrer os doentes em todas as epidemias. Muitos e muitos santos e católicos perderam as suas vidas socorrendo os doentes. Durante a peste que atingiu Cartago e Alexandria, os cristãos ganharam respeito e admiração pela coragem e bravura com que consolavam os moribundos e enterravam os mortos, enquanto os pagãos abandonavam até mesmo os amigos à sua terrível sorte.
Sabemos que hospitais como temos hoje não havia na civilização grega e romana; a Igreja Católica foi pioneira em criá-los com médicos, enfermeiros, remédios, e demais procedimentos. No século IV a Igreja começou a mantê-los nas cidades menores, atendendo viajantes e doentes, viúvos, órfãos e pobres.
Uma mulher chamada Fabíola, por caridade cristã, criou o primeiro hospital público em Roma. S. Basílio Magno fundou um hospital em Cesaréia, na Terra Santa, no século IV, especialmente para os leprosos. Os mosteiros também prestaram muitos atendimentos aos doentes.
Risse Guenter, em “A History of Hospitals”, mostra que quando caiu o império romano do ocidente (476), os mosteiros assumiram cada vez mais os cuidados dos doentes como nunca foi feito na Europa por vários séculos. Esses mosteiros se tornaram verdadeiras escolas de medicina entre os séculos V e X; falava-se do período da medicina monástica. Durante os anos do reavivamento (séc. IX) com Carlos Magno, os mosteiros se destacaram como os principais centros de estudo e transmissão dos textos antigos de medicina.
Durante as Cruzadas, as ordens militares católicas administraram hospitais em toda a Europa. Por exemplo, os Cavaleiros de São João (Hospitaleiros), que deixaram na Europa a sua marca na história dos hospitais, desde 1080, ajudaram os pobres e os peregrinos que iam à Terra Santa. Com Godofredo de Bulhões esses hospitais cresceram de importância.
Os “Hospitais de São João” impressionavam pelo profissionalismo, onde se realizavam até pequenas cirurgias e os doentes recebiam visitas duas vezes ao dia dos médicos, banhos e duas refeições principais, além de roupas limpas e brancas. Esses hospitais foram modelos para a Europa.
A caridade da Igreja sempre foi tão grande que impressionou até os seus inimigos. O escritor pagão Lúcio (130-200) escrevia impressionado com a urgência com que os cristãos se ajudavam mutuamente.
O próprio imperador Juliano, o Apóstata, inimigo do cristianismo, que tentou restabelecer o paganismo no império, por volta de 360, elogiava a caridade dos cristãos e reconheceu que enquanto os sacerdotes pagãos abandonavam os pobres, os “odiados galileus” os tratam com caridade, com as mesas preparadas para os indigentes, algo que era comum entre eles.
Mesmo Martinho Lutero, inimigo da Igreja, fundador do protestantismo, foi obrigado a reconhecer que “sob o Papa o povo era ao menos caridoso, e que não era preciso a força para conquistar as almas, e que agora, no “reino do Evangelho” (Protestantismo) ao invés de dar, eles roubam um ao outro”. [Baluffi].
Frederick Huiter, um biógrafo do Papa Inocêncio III declarou: “Todas as instituições beneficentes que a humanidade possui nesses dias para ajudar os pobres, todos os que têm sido feito para a proteção dos indigentes e aflitos... e todos os tipos de sofrimentos, vem direta ou indiretamente da Igreja de Roma”. [Baluffi].
No séc.XVI quando Henrique VIII tornou-se inimigo da Igreja e suprimiu os mosteiros da Inglaterra e confiscou as suas propriedades, a conseqüência social, foi enorme. Houve uma rebelião popular em 1536 conhecida como “Peregrinação da Graça”, que teve muito a ver com a ira do povo com o desaparecimento da caridade dos mosteiros. [Daniel Rops. V.1, pág. 181]. A dissolução dos mosteiros ingleses e a redistribuição de suas terras – garante Philip Hughes - significou a ruína de milhares de pobres camponeses, a destruição de pequenas comunidades que os sustentavam”. Milhares de desempregados das fazendas foram colocados nas ruas; o pauperismo cresceu assustadoramente.
Data Publicação: 16/04/2007
Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=IGREJA&id=igr0031
sábado, 6 de junho de 2009
Dom Antônio de Orleans e Bragança
Segue a entrevista
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75853-15227,00-A+ESPERANCA+SE+FOI.html
"Conversamos sobre o trabalho dele, que há dois anos trabalhava em um banco francês, e também, coincidentemente, sobre fé e religião. Ele me disse que estava feliz e Deus era muito importante em sua vida", afirma o pai. É a fé católica que tem mantido a família mais calma nesses dias de tragédia. Segundo Dom Antônio, todos estão unidos e rezando pela alma do filho e irmão querido. "Somos católicos de muita fé e respeitamos a vontade de Deus. Estamos rezando muito e isso tem nos ajudado muitíssimo. Muitas pessoas, em horas de sofrimento como esta, questionam erradamente a bondade de Deus. Penso que meu filho era bom demais, e talvez por isso Deus tenha o chamado para perto mais cedo. O problema é a saudade, que é muita", diz.
domingo, 10 de maio de 2009
O bom filho a casa torna
Fica meu abraço à todos!
ALlan
O Controle de Preços Chavista
Portanto, mesmo em uma conjuntura altamente favorável para a economia daquele país, a administração do coronel conseguiu a proeza de ter inflação crescente e desabastecimento. De lá para cá a situação política se deteriorou ainda mais com a bipolarização crescente daquela sociedade, acrescente-se a esse cenário que agora com a crise internacional e a queda do preço do barril de petróleo, a situação econômica e a reboque a política, tende a piorar. Talvez por isso Chavez “deu rapidamente a oportunidade” do povo daquele país aprovar a reeleição indefinida, em virtude do curso inexorável da fragilização de sua popularidade.Como vimos na reportagem do G1 o governo adotou medidas para conter a inflação, afinal, a aceleração dos preços é impopular por ser um grande imposto, sobretudo para os mais pobres. A principal medida é o controle de preços, que é algo que nunca e jamais dá certo sequer a médio prazo, pois com o tempo os setores que não tem uma remuneração adequada param de produzir ou na melhor das hipóteses partem para o mercado paralelo ou fazem "inovações" de forma a sair do controle de preços. Exemplo, se você controla o preço do arroz branco a empresa cria um arroz "azul" e o vende ao preço que bem entender, neste caso ocorre o desabastecimento do arroz branco. Em resposta o governo radicaliza, ameaça e toma medidas legais como expropriar empresas de forma a dissuadi-las a partirem para o mercado paralelo ou burlarem o controle estatal. O processo se retroalimenta e pode levar as empresas a quebrar o que amplia o desabastecimento e a estatização de toda a economia como num círculo vicioso como podemos verificar em outra reportagem do G1 essa agora de fevereiro de 2009: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1022220-9356,00.html . Separo um trecho para análise dos leitores:
Entrevista do Padre Paulo Ricardo
Posted on abril 21st, 2009 por Padre Paulo Ricardo
Com a experiência de consultor da Sagrada Congregação para o Clero, Padre PauloRicardo, em uma entrevista, expõe sua visão sobre realidades da Igreja no Brasil:
REPORTER: O senhor disse em pregação do dia 25 de janeiro, na Canção Nova, que se converteu após cinco anos de sacerdócio. Como pode alguém já ser padre e não ter tido uma experiência pessoal com Jesus?
Padre Paulo Ricardo: O que eu quis afirmar nessa Santa Missa é que aquela foi a conversão mais forte que aconteceu na minha vida. Eu conheço a Renovação Carismática Católica desde que eu era adolescente e vivia nos Estados Unidos, em 1983. Depois, vim para o Brasil com o “gás” todo, batizado no Espírito Santo, rezando em línguas. Entrei para o seminário, mas como a vida é feita de progressos e regressos, lá dentro, eu senti que as coisas de Deus foram tomando o lugar de Deus.Às vezes, nós usamos “as coisas de Deus” e nos esquecemos do “Deus das coisas”, pegamos aqueles presentes que Ele nos dá e os transformamos em ídolos. Para mim, o sacerdócio, o meu ministério e as coisas da Igreja foram se transformando em ídolos naquela época. Foi somente em 1997, que, visitado pelo sofrimento, eu descobri a grandeza da cruz na minha vida.
REPORTER: Quais sofrimentos foram estes?
Padre Paulo Ricardo: Eu passei por uma série de calúnias na minha vida como sacerdote, perdas afetivas de pessoas, seminaristas que eu achava que iriam se tornar padres e não se tornaram. Tive várias frustrações. Um “belo” dia, 31 de janeiro de 1997, dia de São João Bosco, Deus me visitou na oração, dizendo-me que eu deveria esperar, porque aquele sofrimento não tinha sentido para mim, mas para Jesus sim.Quando eu descobri a ressurreição, que está atrás da cruz, aconteceu a minha maior conversão e ressurreição também. A partir daí, eu comecei, verdadeiramente, a ser um sacerdote. Eu já era padre, mas ser sacerdote é ser como Cristo, é oferecer-se imolado na cruz.
REPORTER: O que os seminaristas podem fazer para se orientarem e não permitirem que isso aconteça com eles?
Padre Paulo Ricardo: A primeira coisa é saber que nada substitui a nossa experiência com Deus e que eles devem purificar as suas intenções. Costumo dizer que a razão pela qual o seminarista entra no seminário, não é a razão pela qual ele permanece lá. Muitas vezes, entramos por razões equivocadas, seja para fazer uma carreira, porque achamos o ato eclesiástico bonito, queremos ser importantes ou porque temos alguma vaidade. Mas Deus é muito esperto, e nos chama assim mesmo.Como diz o profeta Oséias: “Deus nos atrai com laços humanos”. Depois, Ele acaba com esses laços, mas, então, já estamos na “armadilha” d’Ele. Por isso, é importante que o seminarista saiba voltar-se cada vez mais para o Senhor. Mas para que isso aconteça, ele precisa ter clareza, identidade sacerdotal, porque um sacerdote não é apenas um homem, é um sacrifício.
REPORTER: Em seu site, o senhor afirma que a Igreja Católica no Brasil sofre de “AIDS Espiritual”. Por quê?
Padre Paulo Ricardo: Para entendermos a “AIDS espiritual”, precisamos entender a AIDS física. Ela é uma deficiência que torna o corpo incapaz de “soar o alarme” e dizer que tem algum elemento agressor em nosso corpo, o qual está nos fazendo mal. O sistema imunológico trata o vírus como amigo, e “chama” aquilo que lhe faz mal de amigo.
A Igreja no Brasil está doente por causa de uma mania chamada “politicamente correto”, ou seja, nós não queremos chamar o mal de mal. Por exemplo, nós já não queremos dizer que o homossexualismo é algo que precisa ser curado porque isso não é “politicamente correto”. Todo mundo fica com medo de ser processado pelo “movimento gay”; e isso intimida a todos.
Nós vivemos numa época em que os maus têm uma arrogância, um destemor, mas nós, que estamos lutando para o bem, somos tímidos. Com isso, é claro que a maldade só poderia crescer como uma “AIDS Espiritual”, mas antes de irmos contra ela, precisamos dar-lhe o nome correto, por mais feio que seja, e identificar essas dificuldades.
REPORTER: A AIDS física não tem cura. E a “AIDS espiritual” tem? Como combatê-la?
Padre Paulo Ricardo: Ela tem cura sim, mas é necessário que a pessoa tenha um amor pela verdade maior do que pela harmonia, pela paz. Atualmente, nós não somos amantes da paz como Jesus nos pede: “Bem-aventurados aqueles que promovem a paz”. Ao contrário, nós somos irenistas, ou seja, queremos colocar “panos quentes” em tudo.
É necessário que nosso amor pela verdade seja maior do que pela tranqüilidade. A pessoa que ama a verdade, abraça-a mesmo que ela doa. Jesus disse que a verdade nos libertará, mas Ele não disse que promovê-la seria prazeroso. Quando eu me encontro com a minha verdade de pecador, isto pode ser extremamente doloroso, mas é uma dor que redime, que salva, porque atrás dela há uma ressurreição.Nós, cristãos, não somos masoquistas, não gostamos de sofrer, mas, às vezes, existe algo mais valioso do que a tranqüilidade que estamos vivendo. Na verdade, isso é uma crise de valores, uma crise axiológica, ou seja, uma crise em que os valores estão fora de lugar, e não são os mesmos de antes. Nós colocamos como supremo valor a nossa tranqüilidade e o nosso bem-estar.
REPORTER: Há erros doutrinários que assolam o Brasil hoje?
Padre Paulo Ricardo: O mais trágico, hoje, na Igreja do Brasil é que nós estamos deixando Jesus de lado. Não que a Igreja Católica em si O esteja deixando de lado, mas existem pessoas e tendências dentro dela que estão fazendo isso. Por exemplo, com essa coisa do “pluralismo religioso”, do “macro-ecumenismo”, Jesus se tornou um grande incômodo. E não sou eu que digo isso, quem diz isso é o Papa Bento XVI num livro, que ele escreveu quando ainda era sacerdote, no final da década de 60, chamado “Introdução ao Cristianismo”. Nesta obra, ele diz que Jesus se tornou um grande incômodo porque, - se querem unir as religiões -, Jesus é aquele que nos divide em cristãos e não-cristãos.Fica muito mais fácil pregar essa beleza de que Deus é Pai, é maravilhoso e deixar Jesus de lado, com o pretexto de que Ele está nos incomodando e nos dividindo. Eu conheço padres que são capazes de falar horas a respeito de Deus sem pronunciar a palavra Jesus, porque Ele está sendo, aos poucos, inconscientemente, deixado de lado por eles.
REPORTER: Então Jesus incomoda mais do que Deus?
Padre Paulo Ricardo: Sim, porque um Deus que não se fez carne é um Deus que eu posso mais facilmente manipular. Mas um Deus que se fez carne, que tem uma história que eu não posso negar, este não dá para eu manipular, por isso Ele incomoda.
Só para se ter uma idéia, existem livros publicados aqui no Brasil com os seguintes títulos: “Jesus, símbolo de Deus”. Pense bem! Quer dizer, para muitos, Jesus não é Deus, Ele é só símbolo de Deus. Outro livro: “A Metáfora do Deus Encarnado”. Para quem não entendeu a palavra metáfora, ela está dizendo que o fato de que Deus se encarnou e se fez homem, é somente uma comparação, é poesia, e que, de fato, Deus não se encarnou. Só a partir dos títulos desses dois livros, você já imagina que tipo de coisa está sendo publicada no Brasil e utilizada em faculdades teológicas “à luz do dia”, sem ninguém dizer nada.Uma Igreja que não se levanta para absurdos como esses, não é uma Igreja que “sofre de AIDS”? Nós precisamos chamar o mal de mal e a heresia de heresia!
REPORTER: Quais livros o senhor indica a quem deseja se aprofundar nesses assuntos?
Padre Paulo Ricardo: Os livros, de uma forma geral, do professor Felipe Aquino são extraordinários e conhecidos entre nós. Outros, que eu posso citar, são os livros do Santo Padre Bento XVI, e outros dois que, infelizmente, são pouco publicados aqui no Brasil: “A fé em crise” e “O sal da terra”. São entrevistas que fazem uma radiografia da crise da Igreja nos tempos atuais. Eles fazem um diagnóstico preciso e extraordinário daquilo que a Igreja vive atualmente.
Existe uma série de tentativas da grande mídia internacional de lançar uma “cortina de fumaça” entre os fiéis e a figura de Jesus para impedí-los de ter um contato direto com o Jesus dos Evangelhos. A teologia liberal impede os cristãos de entrar em contato com Cristo, porque, segundo ela, Ele não fez milagres, não multiplicou pães, não curou leprosos, nem ressuscitou. Coisas absurdas assim são ditas em faculdades de Teologia. Mas o Sumo Pontífice, atento às necessidades do mundo moderno, vai lançar um livro, no primeiro semestre deste ano de 2007, sobre Jesus Cristo, cujo título vai ser “Jesus de Nazaré, do batismo no Jordão até a transfiguração”.
Bento XVI é o maior teólogo vivo da atualidade. Sem dúvida nenhuma, este livro nos dará acesso ao Jesus dos Evangelhos.
REPORTER: Como está a expectativa do senhor para a V Conferência Geral do Episcopado da América-Latina e do Caribe?
Padre Paulo Ricardo: O mais importante é a presença do Papa Bento XVI no Brasil. Nós, brasileiros, temos de nos dar conta do dom e da graça que é a presença desse homem entre nós. Ele é um Papa diferente de João Paulo II, porque ele não vai visitar os países do mundo inteiro. Primeiro porque ele já foi eleito Sumo Pontífice com idade avançada - este ano ele completa 80 anos - ou seja, 20 anos a mais que João Paulo II, quando este foi eleito. Ele não visitou os Estados Unidos, nem visitou a maior parte dos países europeus. O “centro do mundo”, de onde surgiram os interesses mundiais, não foi visitado por ele. Por esta razão, o fato de Bento XVI visitar o Brasil é um momento de graça e de derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja brasileira.
O maior segredo da Igreja do Brasil, que ela mantém guardado “a sete chaves”, chama-se Papa Bento XVI. Ninguém o conhece bem. A Canção Nova é praticamente a única mídia que apresenta com freqüência as visitas, aparições e pronunciamentos dele. Há também algumas outras redes de televisão católicas, que, vez por outra, transmitem alguma coisa dele. Da parte do clero, até mesmo - eu ouso dizer - dos bispos em geral, existe um silêncio em relação à figura de Bento XVI. Ninguém fala dele, muito menos a grande mídia. E quando falam é para criticá-lo ou para dar uma má notícia.
REPORTER: A que se deve isto?
Padre Paulo Ricardo: Isso se deve ao preconceito em relação à figura do Papa Bento XVI no Brasil. No dia em que ele foi eleito, os jovens se abraçavam na Praça de São Pedro, e o povo o aclamava, contente, feliz, pulando e ovacionando. No intervalo, uma jornalista se voltou para um sacerdote e perguntou: “Padre, se esse homem é tão conservador assim, porque o povo o está aplaudindo?” É essa a mentalidade que reina aqui no Brasil, é como se Bento XVI fosse algum nazista inquisitorial, que está aí para acabar com a liberdade democrática. Mas ele não é nada disso. Isso é uma imagem desleal que fazem dele, é uma caricatura horrível dele. Ele é um homem inteligente, extraordinário, mas, para o Brasil é como se ele não tivesse sido eleito ainda, é como um “segredo” inacessível.Não podemos deixar que este grande homem de Deus morra sem que ninguém note que ele foi dado por Deus à Igreja!
REPORTER: João Paulo II nomeou o senhor, em 2002, como consultor da Sagrada Congregação do Clero em assuntos de Catequese. Qual é a sua missão nesse sentido?
Padre Paulo Ricardo: Trata-se do Conselho Internacional de Catequese. São sete pessoas do mundo inteiro escolhidas pela Santa Sé para aconselhar o Vaticano em termos de catequese. Em 1992, a Igreja Católica publicou o Catecismo da Igreja Católica. Em 2002, foi convocado um Congresso Internacional de Catequese no Vaticano, onde estavam presentes vários cardeais especialistas em catequese do mundo inteiro, inclusive o então cardeal Ratzinger.Fui convidado a fazer uma preleção a respeito da situação da catequese no Brasil. Uma das coisas que eu disse, e que repito agora, é que a catequese no Brasil precisa mudar, porque, infelizmente, muitas pessoas ligadas à mentalidade da “Teologia da Libertação” quiseram fazer da catequese um instrumento de transformação social. Para essas pessoas, a finalidade dela [catequese] não é instruir o cristão na fé, mas lhe transmitir valores sociais para implantar o socialismo.
As crianças e jovens que chegam à recepção dos sacramentos não têm a mínima idéia do que seja a fé verdadeira e as principais doutrinas da Igreja, porque a catequese brasileira está obcecada com a transformação social. O problema é que a catequese foi criada para fazer bons cristãos, mas esses senhores de tendências marxistas têm “na agenda deles” que o importante é transformar a sociedade e trazê-la mais próxima do socialismo. Assim, “vende-se” a catequese para esse tipo de finalidade, que não é a finalidade da própria natureza da obra catequética.
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Chavez cava a própria sepultura política
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Extermínio de Ucranianos
Reinaldo Azevedo é leitor deste blog?
sábado, 31 de janeiro de 2009
Che "bonzinho" complica Benicio del Toro.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Decisão Vergonhosa
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Dissidente Soviético
Entrevista para vocês mesmos assistirem
http://globonews.globo.com/Jornalismo/Gnews/0,,3284,00.html
É a entrevista do Professor Bernardo Kocher
Escrevi a Globo News
Mais um dia contra Israel
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Abortismo financiado com dinheiro público.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Ano Novo em Brasília
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Emails
Prefeitura de SP se metendo até em teologia.
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/noticias/coordenadorias/diversidade_sexual/2008/08/0004
10 VERDADE SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE12/08/2008 - CADS
1] Ser homossexual não é crime. Nenhuma lei no Brasil condena a prática da homossexualidade. Crime é discriminar os gays, lésbicas e travestis. É legal ser homossexual!
2] Homossexualidade não é doença. Todas as Ciências garantem: é normal ser homossexual. Querer "curar" o homossexual é ignorância.
3] Homossexualidade não é pecado. Os gays e lésbica s também se amam e foram criados por Deus. Jesus nunca condenou os homossexuais.
4] A homossexualidade sempre existiu. O amor homossexual é tão antigo quanto a própria humanidade - e nunca vai acabar.
5] Todos os povos praticam o homo erotismo. Em muitas tribos indígenas e africanas os sacerdotes e as próprias divindades são homossexuais.
6] A homossexualidade é natural. Inúmeras espécies animais praticam a homossexualidade. Os gays não ameaçam a extinção da espécie humana.
7] A causa da homossexualidade é um mistério. Nada distingue o físico e a mente do gay dos demais cidadãos. Todos somos seres humanos.
8] A Constituição Federal proíbe qualquer forma de discriminação. O preconceito contra lésbicas, gays e travestis é um tipo de racismo. Denuncie a discriminação homofóbica.
9] A Aids não é doença de gay. A Aids se transmite através do sangue, esperma e secreção vaginal. Só pratique sexo sem risco: camisinha sempre !
10] Conheça algumas celebridades que praticaram o homoerotismo ou foram travestis: Platão, Safo, Santo Agostinho, Leonardo da Vinci, Santa Joana Darc, Shakespeare, Miguel Ângelo, Mazaropi, Mário de Andrade, Santos Dumont, Imperatriz Leopoldina, Maria Quitéria, Gilberto Freyre, Martina Navratilova, Marina Lima, Elton John, Renato Russo, Angela Rorô, etc, etc.
Por Luiz Mott - Grupo Gay Bahia
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
A Vovó Rambo de Melbourne, Austrália
Sumiço?
devo sumir um período, pois terei menos acesso a internet. Mas retorno no final de dezembro com este blog. Se nesses dias sobrar um tempinho e eu conseguir acesso a grande rede, publicarei novamente.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Política racialista também no DF
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Gramsci Católico.
fiquem pasmos, mas o Gramsci que tanto a esquerdalha idolatra retornou aos braços do Catolicismo no final da vida. Isso é uma das belezas do Cristianismo, o perdão.
Segue a reportagem, e que nossos comunas retornem à Santa Madre.
http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL875924-16021,00-GRAMSCI+TERIA+SE+CONVERTIDO+AO+CATOLICISMO+NA+HORA+DA+MORTE.html
http://construindoopensamento.blogspot.com/2008/11/gramsci-e-converso-ao-catolicismo-ou.html
que isso não sirva de pretexto para se querer retoricamente aliar Catolicismo a Socialismo, que são inconciliáveis conforme diversas vezes os Papas tem dito. Mas sim, mostrar mais uma vez a fraqueza das idéias socialistas.
sábado, 22 de novembro de 2008
Cotas passam pela Câmara
Deflação
domingo, 16 de novembro de 2008
Anthony Bourdain na DMZ
Jogos do Poder
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
SP investe mais que governo federal
domingo, 9 de novembro de 2008
O ditador de Caracas
sábado, 8 de novembro de 2008
Os riscos de deflação
O Bloqueio a Cuba
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Vigilância da Mídia
Fica o convite quem tiver afim de participar por favor me escreva. É importante que acompanhemos criticamente a mídia nacional e também as mídias locais.
Meu email é: allanrc@yahoo.com
sem br
Ditador em solo brasileiro.
sábado, 1 de novembro de 2008
Um pitaco sobre a crise
A cor e o cargo
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
The Tudors
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Vigilância Democrática
Mais fotos em breve
Ontem com Tio Rei
Quando estava chegando à livraria, já dentro do Shopping Pátio Brasil encontrei um grande amigo, o João Felipe, o que tornou a noite ainda mais animada, pois ele já havia iniciado a leitura de " O País dos Petralhas".
Chegamos por volta das 18:30 e tinha muito poucas cadeiras, a maioria já estava ocupada. Como é bom vermos uma reunião de direitistas hehe, aliás, modéstia a parte nós direitistas somos bem animados..rs. Fica aqui uma dica a quem irá ao lançamento em outras cidades, só pega o chapéu quem comprar o livro na hora... E sem dúvida, foi de muito bom gosto esta distribuição dos chapéis. Parabéns à editora!
Não posso negar que após uma noite pessimamente dormida pensei duas vezes antes de ir ao evento, pensei, ah o Reinaldo apenas dará uma palestra curta pois o foco será a noite de autógrafos. Mesmo assim resolvi ir, afinal, não é todo dia que temos uma oportunidade dessas ainda mais considerando que ele não reside no Distrito Federal.
Agora vem a melhor parte. A palestra foi excepcional! Uma hora de palestra, contando a abertura para perguntas, da melhor qualidade, sorte que gravei a verei novamente. Vou ver a viabilidade de disponibilizá-la aqui no blog, no entanto, admito que informática não é meu forte.
Uma má notícia, aos apreciadores de vinho, não vá dirigindo. Pelo menos aqui em Brasília foi servido vinho Apreciei um pouco do branco. Quando os vi servindo, pensei...Será que é de graça? No fim peguei uma taça e não me cobraram. rs
Ah o Reinaldo é muito simpático e alegre! Foi um prazer conhecê-lo Reinaldão! Brasília o aguarda de braços abertos!
Fica o abraço à todos vocês!
PS: Constantine, não me esqueci de suas fotos e de seus filhos... Fui eu quem tirou rs
Petralhas em ação.
Identifico uma pequena invasão Petralha neste Blog. Vamos manter o alto nível do debate, que é a nossa principal característica, mas parafraseando um ex presidente : " Não me deixem só" rs
Estou de volta
Meu nome é Allan e espero que possamos manter contato já que temos muito em comum.
Jajá escreverei sobre a fantástica noite de ontem!
Qualquer coisa meu email é allanrc@yahoo.com
abraços,
ALlan!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Conservadores e liberais no Brasil pós 64.
Provavelmente os comunas que adoram acusar essa eventual aliança pelos males do Brasil estejam com a cabeça nos EUA.
Os republicanos nos EUA de fato tem um discurso não intervencionista e conservador. Em relação ao conservadorismo, de fato os Republicanos são referência mundial o que mostra a religiosidade de grande parte do povo americano. Em relação ao liberalismo, de fato os Democratas são mais protecionistas, entretanto, no tocante ao gasto público os republicanos são muito mais flexíveis, o que tem gerado enormes déficits gêmeos. Austeridade e liberalismo da boca pra fora, mas evidentemente, estão longe de ser estatistas soviéticos, o que seria incompatível com a sociedade plural e de grande pujança econômica como os EUA.
Parte de nossos intelectuais acusam a tal aliança “Liberal-Conservadora” da revolução de 1964, tenho dificuldades em engolir tal versão. Admito que no mandato de Castelo Branco a dupla Campos/Bulhões procurou arrumar a casa na área econômica. De fato Roberto Campos foi um dos expoentes do liberalismo brasileiro, entretanto, nesse mandato tivemos a reforma do sistema financeiro com a criação da correção monetária, instituição do FGTS como poupança compulsória entre outras ações que não primam pelo liberalismo econômico. Evidentemente, quando deparamos o governo do general Castelo Branco com outros que estavam por vir, certamente ele foi o menos heterodoxo.
Acusar o homem forte de governos seguintes, o então ministro Delfim Neto, de liberalismo, se trata de pura ignorância. Controle de importações, política fiscal expansionista, controle de taxa de juros, são instrumentos bastante heterodoxos.
Certamente nossos militares eram anticomunistas, entretanto, isso jamais os colocaria como arautos do liberalismo e da economia de mercado. Sem dúvida alguma, foram bastante estatistas e certamente a “esquerda” tupiniquim tão crítica do tal neoliberalismo deveria admitir que liberais nossos generais não foram!
Bem, quem leu o texto até aqui acha que sou adepto do liberalismo Friedmaniano, mas não sou. Apenas quero ilustrar o equívoco bastante difundido por muitos.
Observando nosso processo histórico fica claro que na atual conjuntura não temos nenhum partido autenticamente conservador, não temos nada que sequer se aproxime disso, como é o caso dos Republicanos e também não temos nenhum partido Liberal, puro sangue.
Entretanto, com as reformas econômicas nos anos Collor e FHC, muitas no sentido pró-mercado com desestatização, abertura comercial, liberalização de capitais, há a impressão em que o país passou por um surto de liberalismo. Não tivemos governos de Chicago Boys, mas sem dúvida procurou se criar um ambiente de negócios mais favorável, em um país de cultura notadamente estatista. e anticapitalista.
Os liberais no Brasil, deixando bem claro que liberal não é necessariamente conservador e vice-versa, tem um discurso bastante pobre. Geralmente miram seus canhões apenas para a questão de aumento de servidores públicos, mas nunca para formas de modernização da máquina. E quando escrevo modernização, me refiro à despolitização de funções técnicas, o que significa quadro de pessoas qualificadas e isso implica sim gasto público. Chega a ser autista o discurso de que se paga quase 10% do PIB com pessoal, eu não sei qual o valor ideal, só sei que ao invés de se preocupar com esse número é dizer como poderia ser menor que isso, não que eu ache isso impossível, longe de mim, acho importante a redução radical de cargos comissionados e profissionalização de toda máquina pública, em linha com o que ocorre com algumas carreiras do funcionalismo atual. Esse discurso liberal desprovido de conteúdo é o mesmo que ir pregar ao deserto, está fadado a perder nas urnas.
Quanto a defesa dos valores de família, respeito e religiosidade, hoje não temos absolutamente nada que represente essa trincheira no país, diferentemente dos EUA conforme já exposto. E arrisco dizer que nossa cultura é essencialmenet conservadora, basta conversar com o povo e ver que grande parte quer punição rígida pra bandidagem, punição de menores infratores de forma exemplar, algo que a legislação atual não permite, muitos adeptos da pena de morte e a maioria absoluta é contra o aborto. Somos uma sociedade conservadora governada há décadas por “liberals” no sentido americano da palavra. Há um vácuo político e incrivelmente ninguém o ocupa.
Pobre política nacional.
Portanto, o discurso economicista cretino acabou, a inflação foi debelada, a economia está muito mais estável, os liberais ainda vão ficar falando apenas em economia? Sem dúvida a economia é importante, a pobreza no Brasil é enorme, mas a proposta liberal para isso se resume a corte de gastos públicos? A Economia resolve tudo?
O povo que ter maiores salários? Claro que quer! Mas também quer Educação, Saúde e sobretudo Segurança Pública! Qual a proposta liberal par ao transporte? Corte de gastos públicos? Entendem onde quero chegar?
Uma sociedade violenta como está a nossa com a desagregação familiar, com uma juventude de famílias desestruturadas e sem valores fortes, qual a solução? Descristianizar? Dar pílulas do dia seguinte à adolescentes? Isso é ser “liberal” o indivíduo resolve tudo, não precisa de instituições não precisa da família, da Igreja, de nada. Será que é mais importante debatermos a taxa de juros que isso se resolve?
A organização social transcende a questão econômica e uma sociedade com valores corrompidos não fica de pé. Na economia precisamos usar bem o dinheiro à disposição, nossa carga tributária é alta? Sem dúvida, desburocratizar é importante, mas isso soluciona nossa desestruturação familiar? Claro que não. Ai que ta
Conservadores Uni-vos.
sábado, 23 de agosto de 2008
Um país sem heróis
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Karol – O Homem que se tornou Papa.
A história do primeiro Papa eslavo é comovente. Karol viveu em um país espremido entre potências militares, a União Soviética de um lado e a Alemanha do outro.
Na eclosão da II Guerra Mundial, a Alemanha Nazista invadiu a Polônia. A violência foi tamanha que Karol, junto com seu pai e milhares de compatriotas retiram-se da cidade rumo ao leste, após caminhar cerca de duzentos quilômetros são surpreendidos pela invasão soviética. Os poloneses vivenciaram o acordo macabro entre Hitler e Stalin que dividira a Polônia.
O intuito dessas linhas não é o de contar o filme, mas sim aguçar a curiosidade do leitor quanto à história daquele que é para muitos a maior personalidade do século XX. Este filme não é apenas recomendado aos católicos, mas sim a todos aqueles que sonham com um mundo livre, mas curiosamente também àqueles que simpatizam com regimes como o socialismo.
Costumo dizer a meus amigos, que nós estudamos o socialismo, nazismo e totalitarismos em geral a partir dos livros. Com o Papa João Paulo II foi muito diferente. Ele sentiu na pele as agruras que estes regimes totalitários impõem aos seus cidadãos-vítimas.
Em alguns livros se aprende que o socialismo é lindo e maravilhoso! Uma verdadeira utopia! O céu na Terra. Por isso recomendo que todos vejam a história de Wojtyla e que o espectador tente se colocar no lugar dos poloneses que por tantos anos sofreram com a repressão dos dois mais cruéis regimes que assolaram o mundo. A partir daí, é possível se tirar as próprias conclusões.
A luta de Karol não foi com armas foi com amor. A dor e a fé são constantes no filme, a perda e o reencontro de amigos, sua vida clandestina no seminário, que foram fechados primeiro pelos nazistas e em seguida pelos comunistas, os riscos e as perseguições aos sacerdotes, a perseguição e extermínio dos insurgentes. Para se ter uma idéia, os nazistas em pouco tempo eliminaram cerca de um terço do valoroso clero polonês.
A devoção do povo polaco também é tocante e a chegada de um dos seus ao trono de Pedro representou muito àquele povo sofrido, que com o amor e a fé derrubou as armas, derrubou o Estado Ateísta.
Vou parar por aqui para não estragar a surpresa que certamente este filme reserva a você. Mas adianto, Karol viveu sua fé intensamente levando alegria aos que sentiam dor e entusiasmo aos que necessitavam lutar.
sábado, 26 de julho de 2008
Sumido
quinta-feira, 26 de junho de 2008
São Josemaría Escrivá
São Josemaría intercedei por nós.
Hoje é dia de festa!
domingo, 1 de junho de 2008
Histeria esquerdopata.
sábado, 17 de maio de 2008
Queima da Bandeira Brasileira no Paraguai.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Papa impedido de se expressar em.....ROMA!
domingo, 4 de maio de 2008
Santos Mártires

quinta-feira, 1 de maio de 2008
Três anos em Brasília.
domingo, 27 de abril de 2008
Virada Cultural
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Violência e Elitismo (nova versão)
publico um nova versão do artigo Violência e Elitismo com a grande ajuda da Ana Cristina em sua revisão. Segue abaixo:
Hoje conversei com uma senhora trabalhadora, honesta e de baixa renda, residente no Jardim Ingá, distrito de Luziânia/GO e trabalha em Brasília/DF. Para deslocar-se, se não houver congestionamento, encara uma hora e meia de ônibus lotado, muitas vezes vem em pé.
Contou-me, com certa tristeza que nenhum comércio próximo a casa dela vai pra frente. Os "malas", expressão bastante comum por aqui, roubam, depredam, ameaçam e o comerciante acaba desistindo. Ela acredita que ficou um pouco melhor com a força nacional de segurança, e que torce para que este cenário se modifique. Logo, pensei... e quando a força nacional for embora?
Com a nossa conversa, lembrei-me que num dia desses vi na TV um "jovem da periferia", o sujeito rotulava-se como “rapper” e falava que sua música retratava a periferia, os preconceitos e a opressão. Claro que tudo isso com aquela maneira peculiar de falar, permeada de gírias... Eu que fui criado na periferia de São Paulo, não me fiz de rogado e logo pensei: Por que este vagabundo não pára com este papo de opressão e vai trabalhar. Por que não vai estudar?
Os “intelectóides” adoram o discurso do “rapper”. Entretanto, a maioria esmagadora dos moradores dos subúrbios são como àquela senhora do Jardim Ingá não escutam rap ou funk, não se vestem como os moradores do Bronx e querem é tranqüilidade, chegar em casa com segurança, poder ter comércio nas proximidades, escola para os filhos, serviços públicos com qualidade, só isso. Não estão interessados em discursos de opressão, de apologia à malandragem, pois dedicam o seu tempo à manutenção de sua família e em construir uma vida melhor.
Pasmem senhores! A saída da pobreza é o esforço, não é fácil, não tenho dúvidas disso, vi meus pais em sua batalha diária, ambos migrantes de outros estados, minha mãe da região sul e meu pai do nordeste, com certeza não foram para São Paulo por causa das praias, este discursinho vagabundo serve apenas à demagogia.
A sociedade tem a obrigação de proteger os milhões de pessoas como a senhora do Jardim Ingá, aqueles são nossos heróis nacionais. São as pessoas que mostram diariamente que com os valores do trabalho e da honestidade que se constrói um país.
Ela é a minha heroína, deixo para os “progressistas” o Zé Pequeno.
sábado, 12 de abril de 2008
Frase da Noite
domingo, 6 de abril de 2008
El País
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Violência e elitismo
Que falta faz um Voltaire
segunda-feira, 31 de março de 2008
Pobrologia
quinta-feira, 27 de março de 2008
Lula Homenageia Severino Cavalcanti
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM808249-7823-LULA+FAZ+DEFESA+POLEMICA+DE+SEVERINO+CAVALCANTI,00.html
Com certeza os petistas vão entender. Deve ser culpa de FHC.
Abraços,
ALlan
PS: Tou orgulhoso da "elite" paulista e paranaense.
quarta-feira, 26 de março de 2008
O "consenso" contra as privatizações.
Estado e Sociedade no combate a dengue.
terça-feira, 25 de março de 2008
Vigilância democrática
visitem o site do Vide - Vigilância Democrática. Tem artigos excelentes.
Leiam o manifesto que também é um belo texto.
Abraços,
ALlan
segunda-feira, 24 de março de 2008
A vitória do Mosquito
Se nossa sociedade não consegue vencer o Aedes imagine maiores desafios que temos e ainda virão.
Precisamos mudar muito nossa educação, e agora não me refiro a educação formal, pois do pós graduado ao analfabeto jogamos lixo no chão, ocorre bebedeira antes de dirigir, enfim, somos uma sociedade falida e deseducada. Estas palavras são fortes, mas tenho certeza que podemos mudar esta realidade, e sem dar nenhum tiro para subverter a ordem constitucional como os pseudo-revolucionários defendem, basta agirmos como um país de verdade.
sábado, 22 de março de 2008
Sociedade e Sistema econômico.
O Ministro e a dengue
domingo, 16 de março de 2008
Igreja e Aids
Não tenho dúvidas que o estado deve sim informar as formas de prevenção, entretanto, é totalmente equivocado haver o incentivo ao sexo livre mesmo que se tenha camisinha. Cabe a cada um decidir com quem ter intimidades, mas é absurdo campanhas mostrarem pessoas no carnaval saindo com desconhecidos que ficam felizes por terem uma camisinha às mãos. Este tipo de campanha incentiva o sexo irresponsável que é o primeiro passo para o contato com o vírus, se a campanha ensina que se deve usar preservativo, que é correto, ela também "naturaliza" a putaria (desculpem o termo mas acho que cabe aqui).
Voltando às críticas a igreja, se o casal pratica o que a igreja prega, sexo monogâmico e fidelidade, com certeza a probabilidade de se adquirir aids transando com todo mundo, mas com camisinha é muito maior, até porque quem tá de cara cheia, drogado, ou mesmo em caso de falha do preservativo, é muito grande de se infectar. Imagine duas pessoas alucinadas parando e calmamente colocando o preservativo... Com certeza a eficiência não é de 100%.
Praticar o sexo irresponsável e atribuir culpa ao catolicismo chega a ser ridículo, afinal, ou se pratica a fé em sua integridade, ou em caso negativo, previna-se, ora bolas.
sábado, 8 de março de 2008
Vigilância Democrática
não deixem de ler os artigos do blog da Vigilância Democrática.
http://vide.blog.br/
Bom final de semana.
ALlan
domingo, 2 de março de 2008
Dívida externa e estabilização econômica.
A história econômica brasileira pode ser resumida em ciclos de endividamento e moratória convivendo concomitantemente, seja por perda nos termos de troca ou por outros choques exógenos como o do petróleo de 1973 e 1979, o choque de juros no governo Reagan, entre outros.
O choque de juros deflagrado pelo ex-presidente do Federal Reserve Paul Volker e a conseqüente crise do endividamento externo, no início dos anos oitenta, é o caso mais emblemático, pois foi tema constante nas campanhas eleitorais mesmo após o advento do Plano Brady lançado ao final dos anos oitenta que equacionou esta questão.
Durante as últimas semanas tem sido debatido constantemente o nível histórico de reservas que a economia brasileira atingiu tornando possível o “pagamento da dívida”. Evidentemente, não é o feito de apenas um governo e certamente está associado à estabilização econômica e a “nova cultura” de cumprimento dos contratos que se deu com o governo Fernando Henrique Cardoso.
A questão da dívida sempre foi uma fonte rica de discussões sobre as “perdas internacionais”, como Brizola falava sem nunca ter deixado claro o que seriam exatamente estas “perdas”, ou com o chamado “plebiscito da dívida” que teve apoio entusiasmado do PT no ano de 2000 conforme pode-se ver no link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u34910.shtml . Este “plebiscito” teve um clima de clara oposição ao governo FHC. Não era difícil prever o resultado.
A questão da superação da dívida externa ilustra de forma cristalina o uso político que este tema teve por décadas e que tantos votos rendeu, com os defensores da moratória sendo vistos por muitos como verdadeiros nacionalistas contra a espoliação internacional. Ironicamente, essa posição externa confortável ocorre justamente durante a gestão do partido que apoiou o tal “plebiscito” sobre a dívida, que muitos políticos diziam ser “impagável”. Deve-se ressaltar a importância dessa prova material que o país tinha total condição de superar as crises externas com nossos próprios esforços, ao contrário do que dizia a propalada demagogia. É uma grande vitória contra o escapismo de se atribuir a fatores externos a causa de nossos problemas, e espero que a maturidade política se instale cada vez mais em nosso país até que tenhamos uma agenda pragmática e objetiva em que o populismo seja apenas mais uma página de nosso passado.
Palmeiras
Não se escreve apenas de economia e política em um blog!
Entrevista de José Roberto Mendonça de Barros
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco133544,0.htm
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Alternância de poder em Cuba!
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Revista Veja deste final de semana
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Vigilância Democrática - VIDE
Recomendo a leitura de todos artigos daquele blog, pois são todos de grande qualidade. Também considero imperdível a leitura do manifesto do grupo.
Visitem: http://vide.blog.br/
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Castro I se aposenta.
Hoje, assistindo televisão, algumas falando "presidente", ao invés do verdadeiro nome, ditador. Cuba é uma ditadura sanguinária.
Falamos mal dos EUA, mas os candidatos à presidência dos States lembraram-se dos presos políticos nas masmorras cubanas, da América Latina ouvimos que Castro I é um mito.
É fácil entusiasmar-se com a revolução cubana a distância, difícil, é viver em um lugar em que o sonho de liberdade está a apenas 160 km, em um mar repleto de tubarões.
Resta aposentarmos o Castrismo.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Escolas Finlandesas
Maria Helena Guimarães de Castro
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Sarkozy
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
O Computador ajuda no aprendizado?
Não tem como um blogueiro esconder que aprecia bastante a utilização de computadores e vê o advento da internet como algo fantástico seja para entretenimento ou como ferramenta para adquirir novos conhecimentos. No entanto, quanto à educação sou bastante conservador e penso que nada substitui, bons livros e bons professores.
Na universidade cursei algumas disciplinas em que utilizávamos computadores e invariavelmente durante este tipo de aula a turma se dispersava. O computador tem tantas ferramentas que fica difícil dedicar atenção exclusiva ao professor.
Quando trabalhei na área eram freqüentes as divergências com alguns colegas que imaginavam alguma forma revolucionária de educação. Durante a minha formação na escola pública, sempre ironizei brincava que qualquer experimento pedagógico sempre seria feito em escolas públicas, como um laboratório sociológico (ou pedagógico). Quanto a experimento, leia-se novas formas ou formas alternativas de pedagogia e ensino. Em escola de rico, ou melhor, em boas escolas o que funciona é livro e professor.
Convivi com “adeptos” da procura constante por “alternativas”, defensores ardorosos de métodos pedagógicos não-tradicionais, mas que matriculavam seus filhos em colégios tradicionais, a velha e boa educação bancária! Vi até autoentitulado ateu e progressista matricular filho em colégio tradicional católico, isso mesmo caro leitor, colégio conservador. Devo registrar que entendo que era uma decisão acertada, apesar de completamente incoerente com o discurso. Em suma, o progressismo é bom apenas para os filhos dos outros.
Outra versão desta linha de pensamento eram pessoas que tiveram o privilégio de ter estudado em bons colégios defendendo a balela de que o indivíduo deve aprender de acordo com sua realidade, que a educação do campo deve ser apenas para o garoto do campo e por ai vai. Nada contra ter algo de grande relevância local, agora matemática, química, física e português deve ser universal em nosso país. Esta alternativa “revolucionária”, de esquerda ou progressista tem apenas um resultado: o menino do campo vai ficar eternamente lá e o da favela eternamente no gueto.
Para finalizar, não quero deixar a impressão que todos que trabalham com educação são progressistas, na definição de progressismo que se pode inferir destes escritos. O Brasil tem profissionais de grande capacidade e que seu trabalho contribui para a melhoria da educação em nosso país, entretanto, não se pode negar que o progressismo continua bastante ativo.
OBS: tenho observado que este blog tem tido visitas, mas poucos recados. Por favor, quem nos visitar, por favor deixem um recadinho para este humilde blogueiro. É desestimulante pensar que se está pregando ao deserto...rs
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Receita para o Socialismo.
Nossa vizinha Venezuela ainda não degringolou a tal ponto, no entanto, já apresenta alguns desses sintomas. A reportagem foi publicada no portal de O Estado de São Paulo:
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int122810,0.htm
América Latina
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008, 15:50 Online
Chávez ameaça desapropriar fábrica da Nestlé e Parmalat
Presidente tenta encorajar a produção de empresas do setor privado com medidas como aumento de preços
Reuters
CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou fechar fábricas de leite da suíça Nestlé e da italiana Parmalat, se elas prejudicarem o fornecimento da matéria-prima para as fábricas estatais no mercado.
Reforçando o abastecimento do setor privado com empresas estatais, Chávez procurou este ano acabar com a escassez crônica de alimentos, incluindo leite, que está afetando sua popularidade.
O presidente vem tentando encorajar a produção de empresas do setor privado com medidas como aumento de preços para alguns bens regulados, mas economistas temem que sua retórica persistente contra produtores possa minguar os investimentos e minar seu objetivo.
Em seu programa semanal de TV, Chávez reclamou que fábricas administradas pelo Estado ou cooperativas não puderam elevar a produção porque estavam com dificuldades de obter leite como matéria-prima.
"Não fazemos nada instalando fábricas (estatais e cooperativas) se depois não tem leite para as fábricas porque ele foi todo pego pela Parmalat ou Nestlé", disse Chávez. "Este governo precisa tomar alguma medida a respeito", acrescentou.
"Se, por exemplo, a Nestlé ou a Parmalat... se demonstra que por meio de diferentes mecanismos econômicos ou de pressão ... deixam fábricas estatais ou cooperativas sem o leite necessário... então teremos que usar a Constituição para intervir e expropriar as fábricas", afirmou o presidente.
Ameaças
Chávez frequentemente faz ameaças contra o setor privado sem depois concretizá-las. Mas no ano passado, ele nacionalizou setores-chave da economia, como o setor de petróleo e serviços públicos, num esforço para construir um Estado socialista.
No país, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e beneficiado pela alta no preço do produto, até simpatizantes de Chávez estão apreensivos com as prateleiras vazias e longas filas nos supermercados. Tem havido escassez de produtos como açúcar, ovos, carne e especialmente leite.
Economistas afirmam que os produtores estão tentando suprir a demanda, mas a burocracia e as políticas de Chávez, particularmente o controle de preço e moedas, atrasam seus negócios.
O presidente, que chama o capitalismo de demônio, culpa a ganância das empresas por parte dos problemas da economia.
O Brasil também teve uma experiência amarga com o controle de preços. Durante o Plano Cruzado, presenciamos cenas épicas, de fazer inveja a qualquer filme de faroeste, de bois sendo laçados nos pastos.
Na teoria econômica, os preços são vistos como uma espécie de sinalização do mercado de acordo com a escassez, simplificando, é a antiga lei da oferta e da procura. Caso o Estado determine um preço que os produtores não aceitem, invariavelmente ocorrerá desabastecimento, haja fiscalização pra laçar boi, ou no caso venezuelano, ordenhar as vaquinhas... Outro fator é a confiança, se o empresário fica sempre na expectativa de ser expropriado, para utilizar uma expressão marxista rs, não há investimento.
Evidentemente que há setores na economia que o Estado deve regular, nem todos tem um certo grau de competição que permita a liberdade de preços, entretanto, em uma economia de mercado, a regra é a liberdade, o restante é exceção.
Irei abordar mais vezes, mas no livro A Era da Turbulência, de Alan Greespan, ele conta a experiência de encontros com economistas do leste, na época da transição para a economia de mercado. Na Polônia, por exemplo, as prateleiras encontravam-se vazias e tomou-se uma decisão radical que foi a de liberalização geral de preços. Primeiramente, os preços explodiram, e o abastecimento foi se regularizando, passando a impressão que poderia ser ruidosa a transição, mas logo em seguida os preços passaram a se ajustar e as prateleiras foram inundadas de produtos.
Para finalizar, pelo visto a receita para o socialismo do século XXI do presidente Chavez, não contempla leite, açúcar, ovos e carne.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Sumi, mas voltei.
E quem ler, por favor, comente. O blog é uma bela ferramenta para o debate.
Abraços,
Economista
Diogo, o Terrível.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u369381.shtml
Boa Leitura!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
O Livro Proibido
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Cidade Perdida
Admira-me pessoas bem instruídas a defesa de ditaduras sanguinárias, em que não se há o direito de oposição, e que os direitos individuais estão ameaçados constantemente por estupros por parte do Estado, ou dos despotas nada esclarecidos. Interessante como este tipo de idéia prolifera na América Latina. Aliás, é muito mais fácil culparmos os outros por nossa incompetência do que admitirmos nossos erros.
Vemos o tempo todo em nosso país, pessoas defendendo o regime cubano, mas nem os próprios cubanos defendem o próprio regime (salvo em caso de coerção), basta vermos o número de cubanos que saltam ao mar repleto de tubarões, tentando alcançar a liberdade e uma vida digna na América.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Ricos X Pobres, Negros X Brancos
Eu
As amizades e a admiração por uma figura política muito respeitável levaram a me filiar a um partido político, mas na verdade tenho dúvidas ainda se estou no lugar certo. Não por dúvidas quanto a algumas figuras que me levaram a assinar aquela ficha, mas em virtude de cada vez estar mais distante da esquerda, além do discurso populista me irritar profundamente.
Tenho convicção que não é através do tal socialismo que resolveremos nossos problemas, mas através da democracia, o que se pressupõe o império da lei, democraticamente em vigor.
Ao contrário de muitos, não vejo o Brasil como uma "ditadura", o Brasil é sim um país democrático, democracia representativa burguesa, seja lá que nomes queiram dar e através da democracia é a única forma de reformularmos nosso país. Não conheço até hoje um modelo socialista de democracia, inexoralmente são ditaduras.
Logo posto mais e me apresento melhora a vocês.
Abraços
do Economista.
