sábado, 28 de julho de 2012

Paris, Je t´aime!

Estive em Paris ao final de maio e fiz o seguinte relato que divido com vocês.

Nunca caminhei tanto em uma cidade como em Paris. A cidade de fato é magnífica e maravilhosa de andar. Não é invenção dos filmes, livros e peças de Teatro. Paris é mesmo lindíssima impossível de se explicar sem vê-la. A cada esquina você encontra algo belo. Igrejas maravilhosas, prédios bonitos, monumentos surreais. Tudo é muito bem cuidado. O único problema de viver aqui é o quanto isso custa monetariamente. Não tem nada igual a Paris.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O futuro da humanidade.

Foi excepcional o Globo News Especial de domingo a noite que está disponível na internet no link http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1649677-7823-O+BRASIL+AJUDOU+A+CRIAR+UM+CENARIO+SEM+ARMAS+NUCELARES+DIS+DEMETRIO+MAGNOLI,00.html


Recomendo fortemente que vejam o programa. Gosto muito dos comentários de Demétrio Magnoli. O diplomata Azambuja também é de uma grande cultura e objetividade.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Depoimento sobre a Neve

Bom dia amigos,
vou publicar para vocês alguns videos de uma viagem que fiz ao exterior A viagem foi a Buenos Aires e Santiago, mas por enquanto irei publicar alguns vídeos que fiz na Cordilheira dos Andes e na estação de esqui de Farellones.
espero que gostem..

é minha mãe sendo "entrevistada" por esse blog...rs

http://www.youtube.com/allanrc#p/a/u/4/8KZkJ8BgUbY

sábado, 2 de julho de 2011

Chavez enfermo.

O Chavez como todo bom comunista, tem tanto apego ao poder que ao invés de se tratar e passar o poder temporariamente ao vice,transferiu a capital da Venezuela pra Havana. Que ponto chegou a Venezuela. Quanta humilhação.

Figurão do FMI

Pelo visto o figurão é inocente. Se for comprovada a farsa a camareira ficará em maus lençois.

sábado, 21 de maio de 2011

América.

Podem falar o que quiserem dos EUA,mas só lá pra pegar um figurão na primeira classe de um voo internacional, após ser acusado de atacar uma camareira, levar a figura em cana, algemado e não ter grupos de "direitos humanos", OAB da vida, parlamentares,jornalistas, abaixo-assinados, seja lá quem e o que for, reclamando do abuso da polícia.Por isso temos que admitir que lá realmente é a América...hehe. Isso jamais ocorreria aqui. Isso é a igualdade perante a lei. Aliás, não o estou condenando de antemão, deve-se investigar, a questão aqui é outra...

domingo, 27 de março de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Viva o país da Copa e das Olimpíadas!!!

Se vc acha q o Brasil está bem, sugiro que visite um hospital público. Tenho uma pessoa próxima hoje no Hospital de Base e vocês não fazem ideia do descaso com a saúde.

Deus nos iluminará e esse pesadelo vai acabar.

Esse é o país da Copa e das Olimpiadas. Vamos as ruas comemorar!!! VIVA O BRASIL!!!!


Nossa Senhora rogai por nós.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sempre ao seu lado...Lealdade

Como se pode ver no vídeo abaixo, assisti ontem o filme "Sempre ao seu lado". Não irei contar a história por motivos óbvios, mas a lealdade do cachorro com o seu dono é realmente emocionante,
Fez-me lembrar o cão chamado "Cripton" (hehe) que tive. Ele teve vida longa, por volta de 15 anos e cresci com ele. Ele tava idoso e fraco, cada vez com maiores dificuldades de locomoção. Até que percebemos que ele iria partir. Ele ficou na garagem não saia de lá. Fui vê-lo ele não tinha reação mas tava vivo. Como ficava fora o dia todo só me restava esperar sua morte. Fiquei três dias sem ir vê-lo, pois não suportava a situação dele e minha mãe estava dando os cuidados necessários.
Belo dia ela chegou e disse: "Allan, vá ver o Cripton, ele vai morrer". Foi duro, ai eu disse muito triste: "Será que devo?" e fui.
Na época ele já não tinha mais reações com ninguém, seu rosto não tinha expressão ele apenas ficava parado. Cheguei passei a mão na cabeça dele, brinquei. e ele não reagia, até que ele de repente mudou de posição e deu um suspiro bem profundo e faleceu.

Ele esperou eu ir lá para me despedir. É estranho dizer, mas ele só morreu quando fui lá. A lealdade do animal é tocante.

Sempre ao Seu Lado (2009) Trailer Oficial Legendado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tradição de bandeira presidencial muda no governo Dilma


Peço desculpas aos meus milhares de leitores... mas dei a informação errada baseando-se no decreto anterior..
26/01/2011 13h02 - Atualizado em 26/01/2011 13h58
Tradição de bandeira presidencial muda no governo Dilma
Bandeira ficava hasteada no Planalto sempre que presidente estivesse lá. No último dia de mandato, Lula derrubou decreto que previa a regra.
Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
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No governo da presidente Dilma Rousseff, deixou de vigorar a regra de quase 40 anos segundo a qual a bandeira nacional e a bandeira verde com o brasão da República, chamadas de Pavilhão Presidencial, ficam hasteadas sempre que o chefe de Estado estiver no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada.
A norma foi adotada em um decreto de 1972 do então presidente Emílio Garrastazu Médici. Foi revogada pelo decreto 7.419/2010, publicado no último dia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A bandeira hasteada no Palácio do Planalto, em imagem de 12 de janeiro (Foto: José Cruz / Agência Brasil)
Segundo informações do Planalto, Lula manifestou diversas vezes, em seus oito anos de mandato, a intenção de revogar o decreto. Durante o governo dele, em alguns momentos a bandeira permaneceu hasteada mesmo quando ele não estava no local, contrariando o decreto.
Em uma das ocasiões, durante a corrida presidencial de 2010, a agenda de Lula dizia que ele estaria no Palácio da Alvorada, quando, de fato, ele estava gravando propaganda política para a então candidata Dilma Rousseff.
Naquele dia, 15 de outubro, a bandeira permaneceu hasteada na residência oficial. Apesar de sempre desejar acabar com a regra instituída por Médici, a revogação do decreto teria sido feita com o consentimento de Dilma, que usufruiria da decisão.
O G1 apurou que a intenção de derrubar a norma é para dar maior privacidade e mobilidade ao presidente. Durante o governo de transição, Dilma sempre exigiu discrição de seus assessores.
Por duas vezes, ela deixou Brasília com destino a outros estados - no caso São Paulo e Rio Grande do Sul - e a informação do local de desembarque só foi confirmada horas depois pela assessoria.
Como presidente eleita, Dilma optou por não ter uma agenda pública e evitar a divulgação de todas as reuniões que realizava na Granja do Torto, então sede do governo de transição.
Com a revogação do decreto, o Pavilhão Presidencial só será arriado quando a presidente deixar a cidade.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cerão na Esplanada

Sábado 23 horas passo de carro pela Esplanada dos Ministérios..Luzes acesas no MEC... 7º e 8º andar! Ai passo em frente o Palácio do Planalto... a Bandeira indicando a presença da presidente estava astiada. Cerão na Esplanada.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Região Serrana

Faz um tempão que não publico nada. Mas eis que estou aqui novamente.

A tragédia do RJ chama a atenção. Morei muitos anos em uma região serrana no estado de SP. Imaginar florestas inteiras em cima de um morro invadindo cidades que estão lá desde que Dom João desembarcou por estas terras é difícil de acreditar. Não sou especialista no assunto, mas me parece ridículo queremos comparar a tragédia com a plana Queensland na Austrália... Aliás, deve ter casos de ocupação desordenada também, mas por exemplo, a destruição do centro de Nova Friburgo, é algo completamente distinto do terreno mole, pois era um lixão, e desmatado do morro do bumba em Niterói. Vimos muitos casos de locais quase intocados mas que casas que estavam no caminho do morro foram varridas.

No entanto, de tudo isso o que mais me espanta ainda é a subserviência e ausência do governador do RJ. Ele sempre aparece com o presidente de plantão (agora com a presidente Dilma) para se esconder atrás. diferentemente do Geraldo Alckimin de SP ele não toma a frente NADA. Está tudo na mão do Vice, aliás, o vice do RJ deve ser o vice-governador mais conhecido desse país.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Artigos do Bresser sobre o Euro

Tem dois artigos muito interessantes do Bresser que vale a pena conferir:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1005201003.htm

http://www.eagora.org.br/arquivo/a-crise-estrutural-do-euro-e-a-alemanha-29-03-20/

Como eu já disse a Grécia será um saco sem fundo, como era a Argentina e terá que sair do Euro, assim como a argentina saiu de seu currency board. O Euro é a moeda fixa da Grécia.

sábado, 8 de maio de 2010

Krugman concorda comigo.

O Nobel de Economia Paul Krugman concorda comigo. Será que ele lê esse blog? hehe

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2897956.xml&template=3898.dwt&edition=14645&section=1033

09 de maio de 2010 | N° 16330AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGO

UM DINHEIRO MUITO DISTANTE

Então, seria a Grécia o próximo Lehman Brothers? Não. Ela não é grande ou interconectada o suficiente para causar o congelamento dos mercados como em 2008. O que quer seja a causa do breve desmaio de mil pontos no Dow Jones não foram os atuais eventos da Europa.

Você também não deve levar a sério analistas afirmando que estamos vendo o começo de uma corrida contra todas as dívidas do governo. Os custos com empréstimos nos Estados Unidos na verdade afundaram, na quinta-feira passada, aos menores níveis em meses. E, enquanto os preocupados avisavam que a Grã-Bretanha poderia ser a próxima Grécia, as taxas britânicas também caíram levemente.

Essas são as boas notícias. A má notícia é que os problemas da Grécia são mais profundos do que os líderes europeus estão dispostos a reconhecer, mesmo agora – e os problemas são compartilhados, em grau menor, por outros países da região. Muitos observadores esperam que a tragédia grega acabe em inadimplência. Eu estou cada vez mais convencido que eles são otimistas demais, que a inadimplência será acompanhada ou seguida pela partida da zona do euro.

De certo modo, isto é a crônica de uma crise anunciada. Lembro de ter debochado, quando o Tratado de Maastricht foi assinado, colocando a Europa no caminho para o euro, que eles haviam escolhido a cidade holandesa errada para a cerimônia. Ela deveria ter tomado lugar em Arnhem, local da infame Ponte Longe Demais, em que, na II Guerra Mundial, um plano de batalha excessivamente ambicioso dos aliados acabou em desastre.

O problema, tão óbvio em consideração ao que é agora, é que falta à Europa alguns dos atributos chaves para o sucesso em uma área de moeda comum. Além disso, falta um governo centralizado.

Considere a comparação frequente entre a Grécia e o Estado da Califórnia. Ambos estão em profundos problemas fiscais, ambos têm um histórico de irresponsabilidade fiscal. E o impasse político na Califórnia é, na verdade, pior – afinal, apesar das demonstrações, o parlamento grego aprovou medidas de severa austeridade.

Mas os infortúnios fiscais da Califórnia não importam tanto, mesmo a seus próprios residentes, quanto os da Grécia. Por quê? Porque muito do dinheiro gasto na Califórnia vem de Washington, não de Sacramento. O financiamento do Estado pode ser cortado, mas reembolsos do Medicare, cheques da Previdência Social e pagamentos a fornecedores militares continuarão entrando.

O que isto quer dizer, entre outras coisas, é que os problemas fiscais não impedirão o Estado de compartilhar de uma mais vasta recuperação econômica dos EUA. Os cortes orçamentários na Grécia, por outro lado, exercerão forte efeito depressor em uma já deprimida economia.

Então seria uma reestruturação de dívida – termo polido para uma inadimplência parcial – a resposta? Não ajudaria tanto quanto as pessoas imaginam, pois pagamentos de juro são apenas parte do déficit orçamentário da Grécia. Mesmo se parasse completamente de pagar sua dívida, o governo grego não liberaria dinheiro suficiente para evitar ferozes cortes no orçamento.

A única coisa que poderia realmente reduzir a dor dos gregos seria uma recuperação econômica, que geraria maior receita, reduzindo a necessidade de corte nos gastos, e criaria empregos. Se a Grécia tivesse moeda própria, poderia tentar engendrar tal recuperação por desvalorizar esta moeda, aumentando sua competitividade nas exportações. Mas a Grécia usa o euro.

Então, como isto acaba? Pela lógica, vejo três maneiras para a Grécia continuar na zona do euro. Primeiro, os trabalhadores poderiam alcançar a redenção pelo sofrimento, aceitando grandes cortes salariais que fariam a Grécia competitiva o suficiente para criar empregos. Segundo, o Banco Central Europeu poderia engajar-se em uma política de comprar muitos títulos de dívidas do governo e aceitar – na verdade, dando as boas-vindas – a inflação resultante. Isso faria o ajuste na Grécia e em outras nações da zona do euro muito mais fácil. Ou, terceiro, Berlim poderia tornar-se para Atenas o que Washington é para Sacramento – isto é, governos europeus fiscalmente fortes poderiam oferecer a seus vizinhos mais fracos suficiente auxílio para fazer da crise algo suportável.

O problema, claro, é que nenhuma dessas alternativas parece politicamente plausível. O que sobra parece impensável: a Grécia deixar o euro. Quando você descarta todo o resto, é o que fica.

Caso isso aconteça, se desenrolará mais ou menos como a Argentina em 2001, que tinha um supostamente permanente e inquebrável peso fixo em relação ao dólar. Acabar com essa relação era considerado impensável pelas mesmas razões que deixar o euro parece impossível: mesmo sugerir a possibilidade significaria correr risco de incapacitantes fugas de capital nos bancos. Mas isso aconteceu mesmo assim, e o governo argentino impôs restrições emergenciais aos saques. Isso deixou a porta aberta para a desvalorização, e a Argentina eventualmente acabou passando por aquela porta.

Se algo assim acontecer na Grécia, uma onda de choque se propagará pela Europa, possivelmente engatilhando crises em outros países. A não ser que os líderes europeus possam e queiram agir de forma mais ousada do que já vimos até agora, é para onde a situação se encaminha.

Tradução: Fernanda Grabauska

PAUL KRUGMAN

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Crise do Euro

Vou deixar alguns comentários sobre a crise do Euro.

Uma variável fundamental de ajuste na Economia é o câmbio. Apesar do estado não conseguir determinar exatamente a taxa de câmbio real(aquela que leva em relação os preços relativos), com o controle da moeda o estado pode fazer desvalorizações ou valorizações de acordo com seus objetivos de política econômica.
teoricamente mesmo em regime de câmbio fixo o governo pode fazer com que o ajuste ocorra via política fiscal, ou seja, queda ou elevação dos preços relativos, deflação ou inflação, mas isso demanda esforços irreais como ocorreu na economia Argentina.
O governo grego não tem controle sobre sua moeda. Sua frágil economia tem a mesma moeda que a economia Alemã, portanto, ela não consegue desvalorizar sua moeda em relação a seus principais parceiros comerciais afinal todos usam a mesma moeda.
Em suma, o ajuste grego é abissal e sinceramente acho que será um saco sem fundo a ajuda financeira.
Podem me considerar pessimista mas acho que só resta a Grécia continuar na UE mas fora da zona do Euro.

Crise do Euro

Boa Tarde,
bem interessante a matéria da Veja sobre o Euro.

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/crise-grega-coloca-duvida-propria-sobrevivencia-euro-556401.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

sábado, 1 de maio de 2010

Keynes X Hayek

Esse vídeo é de uma criatividade muito acima da média. se eu fosse professor certamente o apresentaria a meus alunos. Como não sou apresento aos amigos rsrs
Muito bom mesmo!
A proposta dele é que Keynes e Hayek voltam a vida para uma batalha épica

http://www.youtube.com/watch?v=O5jeXrKvJXU&feature=player_embedded

sábado, 13 de março de 2010

Vai à berlinda o patrimônio de candidato do PT no DF

Post muito interessante do Josias de Souza


Vai à berlinda o patrimônio de candidato do PT no DF

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br


Vai à berlinda o patrimônio de candidato do PT no DF

Stock Images

Chama-se Agnelo Queiroz o candidato do PT ao governo do Distrito Federal. Apresenta-se ao eleitor como uma “alternativa ética”.

Notícia levada às páginas de Época pelos repórteres Andrei Meirelles e Marcelo Rocha indica que Agnelo terá dificuldades para sustentar a plataforma.

No primeiro mandato de Lula, Agnelo respondera pelo Ministério dos Esportes. Hoje, é diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária).

Em 2006, ano em que concorreu ao Senado, Agnelo levou à Justiça Eleitoral uma declaração de bens relativamente modesta.

Somado, seu patrimônio alçava à casa dos R$ 224,3 mil. Incluía R$ 45 mil depositados em quatro bancos e um apartamento avaliado em R$ 78 mil.

Menos de quatro meses depois, informa a revista, Agnelo deu uma entrada de R$ 150 mil para a compra de uma casa.

Imóvel de 500 m², assentado numa área chique da Capital, o Setor de Mansões Dom Bosco.

Ouvido, Agnelo disse ter quitado o imóvel em cinco prestações mensais. A escritura anota R$ 400 mil. Não fez empréstimo. Tampouco se desfez de nenhuma propriedade.

De onde veio o numerário? “Usei o dinheiro de minhas economias e as de minha mulher”, explicou-se Agnelo.

Ele exibiu aos repórteres as declarações de Imposto de Renda de 2006 e 2007. As dele e as de sua mulher. Mostrou extratos bancários.

Manusenado o papelório, os repórteres constataram que Agnelo não dispunha de recursos para custear nem a metade do valor declarado da nova casa.

Para complicar, informa a revista, Agnelo adquiriu no mesmo período um par de apartamentos financiados e um automóvel.

Há mais: Agnelo submeteu a casa nova a uma reforma. “Estava muito depreciada”, declarou.

Há pior: na reforma, o imóvel foi dotado de quadra de tênis, campo de futebol e lago artificial. Facilidades acomodadas em área pública, contígua à mansão.

Encontradiça nas áreas nobres de Brasília, a prática é ilegal. O próprio Agnelo admitiu o malfeito:

“Reconheço que foi uma ilegalidade. Para que isso não servisse à exploração política na campanha, mandei desmontar a quadra há mais ou menos um ano...”

“...Não posso pagar por um erro que já corrigi.” Nesta sexta (12), antes que a notícia fosse ao prelo, Agnelo retificou-se. A coisa só foi desmontada em 2010.

Agnelo disse que preferia discorrer sobre planos de governo a ter de falar sobre negócios privados.

Foi submetido, então, a uma questão programática: se eleito, como agiria diante de invasões de áreas públicas urbanas?

“Não tenho uma opinião formada sobre isso”, escorregou. “Afinal, eu não tenho obrigação de ter opinião sobre todas as coisas”.

Agnelo trava uma disputa interna no PT com o deputado federal Geraldo Magela, que também deseja concorrer à cadeira de governador.

O PT local agendou para 21 de março uma prévia. A queda-de-braço leva Agnelo a suspeitar de que está sendo alvo de “fogo amigo”.

Afora o embaraço patrimonial, Agnelo flerta com um dissabor político. O petismo o encosta na parede por conta de um encontro inusitado.

Avistou-se, no primeiro semestre de 2009, com Durval Barbosa, delator do panetonegate, o escândalo que levou José Roberto Arruda para a cadeia.

Durval mostrou a Agnelo, em primeira mão, os vídeos em que Arruda e Cia. aparecem apalpando maços de dinheiro.

Em vez de levar os lábios ao trombone, Agnelo silenciou. Por quê?

“Fiquei calado para não politizar o assunto nem prejudicar uma possível investigação sobre esse esquema de corrupção”, ele justifica.

Assediado por insinuações de que teria negociado com Durval compensações a uma eventual denúncia contra Arruda, Agnelo nega:

“Isso é invencionice. Sei que minha conversa com o Durval foi filmada. Gostaria que ela fosse divulgada. Se eu tivesse qualquer temor, não seria candidato”.

E quanto à notícia de que teria se encontrado, numa fazenda, em outubro de 2008, com Joaquim Roriz, o arquival do PT em Brasília?

“Isso é delírio, nunca estive na fazenda de Roriz”, respondeu Agnelo na noite de quinta (11).

No dia seguinte, a assessoria do candidato procurou a revista para desdizê-lo. Agnelo estivera, de fato, na fazenda de Roriz. Informou-se que conversaram sobre as eleições no DF.

Como se vê, a “alternativa ética” do PT manteve contatos com personagens que simbolizam o que há de mais aético na capital da República.

Escrito por Josias de Souza às 06h50

domingo, 7 de março de 2010

Vejam o editorial da band sobre o tal PNDH

Editorial da Band. Bastante interessante.